terça-feira, 16 de junho de 2009

Tensão em Florianópolis.

FLORIANÓPOLIS - A paciência da população se aproximou do limite ontem com a paralisação de duas horas dos ônibus da Capital. Reféns de uma disputa entre empresários e motoristas e cobradores, muitas pessoas falaram em agredir trabalhadores do transporte coletivo, fechar a Avenida Paulo Fontes e queimar ônibus. Nenhuma das ameaças, no entanto, foi concretizada.

A falta de anúncio sobre a paralisação irritou a população porque impediu as pessoas de se programarem. Motoristas e cobradores começaram a paralisação às 9h15min, quando informaram aos passageiros que os ônibus não sairiam mais do Terminal Integrado Central (Ticen). Milhares de pessoas se amontoaram nas imediações do terminal sem a informação de que o transporte público voltaria a funcionar em duas horas. Algumas dividiram táxi, outras pegaram carona, ligaram para familiares. Logo apareceram algumas vans, mas em número insuficiente para atender a população, e cobrando R$ 5, valor acima das passagens de ônibus. O motorista do veículo MFB 8158, Deter 1060-C, cobrava este preço para levar o passageiro até o Bairro Estreito.

O assessor do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Urbano de Florianópolis (Sintraturb), Ricardo Freitas, explicou que a paralisação não era total e os ônibus que ligavam os terminais de integração continuaram funcionando. Ele justificou o movimento afirmando que, durante a greve, ficara acertado que os empresários apresentariam uma proposta em 10 dias. Terminado o prazo, nada ocorreu. A medida de ontem seria um alerta. Freitas disse que o protesto pode se repetir se os patrões não tomarem providências, mas ressaltou que a frequência precisa ser decidida.

O diretor do Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Florianópolis (Setuf), Valdir Silva, afirmou que a proposta foi encaminhada ao Sintraturb no dia 3 de junho na presença de dois advogados.

A presidente do Tribunal Regional do Trabalho, juíza Marta Fabre, disse ontem que, com o término do prazo de 10 dias para conciliação entre trabalhadores e empresas do transporte coletivo de Florianópolis, o processo de Dissídio Coletivo solicitado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) volta a seguir os trâmites normais na Justiça. Pelo Dissídio Coletivo, cabe à Justiça definir as condições de trabalho, além das questões relacionadas ao reajuste salarial da categoria, já que empresários e trabalhadores não entraram em acordo.

Informação: Diário Catarinence.

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