quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Polêmica em São Paulo com os fretados.

SÃO PAULO - O caos no trânsito da Marginal do Tietê já se reflete no caixa de algumas empresas de ônibus, obrigadas a pagar hora extra aos motoristas presos no tráfego, caso da Caprioli Turismo Ltda. e da Rápido Fênix.

A primeira tem depositado, em média, duas horas a mais por dia de salário aos seus funcionários, segundo o gerente de Operações, José Bernardo Pinto. "Teve uma vez que um motorista nosso ficou parado na Marginal do Tietê três horas e 15 minutos cravados no relógio", lembra ele.

FOTO: FÁBIO BARBANO MARTINS - DIVULGAÇÃO
As longas filas de veículos que atrasam chegadas e saídas de ônibus no Terminal Rodoviário Tietê têm trazido ainda outro problema para as empresas. Como excedem o horário, os motoristas ficam sem tempo para levar os coletivos às garagens a fim de que passem por lavagem e faxina antes das próximas saídas, como é rotina. "Muitos ônibus têm saído sujos porque não dá tempo nem de limpá-los", afirma Hermínio Manuel Comenalli Neto, relações-públicas da Rápido Fênix.

"Se o horário previsto de chegada é meio-dia, esse ônibus só iria sair novamente do pátio às 14 horas. Com essa programação, daria tempo para organizar as coisas a bordo e fazer a assepsia dos assentos. Mas essa rotina também (por conta dos congestionamentos na Marginal) está ficando prejudicada", admite o executivo.

Comenalli Neto acredita que o arrastado trânsito na Marginal, agora ainda mais complicado por conta das obras, que já pararam duas vezes a cidade desde que começaram, está deixando as empresas em uma situação não vivida antes.

"Não tenho dúvida de que o mais prejudicado, infelizmente, estão sendo os passageiros, que se irritam, se cansam e perdem tempo nesses deslocamentos", diz Comenalli Neto.

Reportagem: Revista do ônibus

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