sábado, 14 de novembro de 2009

Lei de 1971 impede que moradores de Aparecida embarquem em ônibus fora da rodoviária

Moradores de Aparecida que dependem dos ônibus intermunicipais não podem mais embarcar nos pontos fora da rodoviária. A empresa que administra o terminal conseguiu na justiça o cumprimento de uma lei de 1971, que obriga o pagamento da taxa de embarque na rodoviária, mas que está complicando a rotina dos passageiros.

FOTO: RICARDO GOMES - REVISTA DO ÔNIBUS - DIVULGAÇÃO
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Os passageiros que ainda não estão por dentro da decisão, veem os ônibus passar direto pelo ponto ou quando param, é apenas para explicar sobre a proibição. Transtorno para os passageiros, como Natália Fazzeri, que utiliza o ônibus para ir à faculdade. Desde que a justiça determinou que os passageiros só podem embarcar na rodoviária, o jeito é caminhar até a rodoviária. "Da minha casa ao ponto, eu levava 5 minutos. Até a rodoviária são 15", diz Natália.

Para o guarda noturno Mauro da Silva, o dia ficou mais cansativo. "Me atrasa cerca de 1 hora, vir até a rodoviária, e a passagem fica mais cara", explica.

Os turistas também se incomodam com o pagamento da taxa de embarque na rodoviária. "Geralmente quem faz as peregrinações são pessoas bem humildes, e não têm condição financeira. Se não fosse cobrada a taxa, seria bem melhor", diz Terezinha Antunes, que seguia para Cruzeiro.

A determinação foi do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que atendeu a um pedido da administradora do terminal. A empresa exigiu o cumprimento de um contrato da década de 70, que prevê que o embarque só pode ser feito na rodoviária. "É um direito que nós temos e a rodoviária tem que sobreviver. Não seria justo os passageiros embarcarem fora da rodoviária", diz o empresário Ernesto Pizzoti, proprietário da empresa que administra a rodoviária.

A situação só pode mudar se o contrato for alterado. Só um acordo entre a empresa e a prefeitura pode fazer com que o pagamento da taxa deixe se ser obrigatório. Segundo Gutemberg Moreira Lima, diretor do departamento de trânsito de Aparecida, a prefeitura está disposta a um acordo. "Há um interesse muito grande do prefeito em acertar essa situação para beneficiar a população".

Mas a vontade da empresa não é a mesma. "Não há interesse da empresa, não posso abrir mão disso. Se tem uma lei, nós temos que cumprir a lei, ela está em vigor", diz o proprietário da administradora do terminal.

A empresa de ônibus que descumprir a ordem judicial será multada em R$ 1 mil para cada passageiro que embarcar fora da rodoviária. A Pássaro Marron, uma das responsáveis pelo transporte intermunicipal, informou que não pôde avisar os passageiros sobre a medida com antecedência, porque também não foi comunicada em prazo suficiente.

Com informações do Vanguarda News

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