quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Maioria das estradas em Pernambuco é reprovada

A dificuldade que a maioria dos motoristas enfrenta ao dirigir nas estradas pernambucanas se transformou em números na mais nova Pesquisa Rodoviária realizada pela Confederação Nacional de Transporte (CNT), divulgada nessa quarta-feira (28). O estudo, em sua 13ª edição, revelou que 86,3% da malha viária analisada no Estado têm problemas de pavimentação, sinalização e geometria. Pernambuco não é exceção no País, mas caiu na avaliação técnica comparativa com a última pesquisa, realizada em 2007, quando apresentou falhas em 80,7% das estradas.

A Pesquisa Rodoviária da CNT avaliou 89.552 quilômetros da malha viária brasileira, incluindo todas as regiões. Em Pernambuco foram 2.955 quilômetros, inspecionados em 13 rodovias federais (BRs) e 12 estaduais (PEs). Foram percorridas estradas no litoral, Agreste e Sertão do Estado. De toda a quilometragem, 45,1% tiveram um resultado regular, 33,5% ruim e 7,7% péssimo. Apenas 3,6% dos 2.955 quilômetros foram considerados em ótima condição e 10,1% em bom estado, totalizando 13,7% dos quilômetros. Em 2007, Pernambuco teve 19,2% da malha analisada considerada como boa e ótima.

"Na opinião da CNT, essa permanente degradação das estradas em Pernambuco é o que mais chama atenção. Assim como no Nordeste, ela é verificada em muitas edições da pesquisa. Enquanto o custo de transporte no País é onerado em 28% pela má conservação da malha, no Nordeste esse custo aumenta em 33%", alerta o diretor-executivo da CNT, Bruno Batista. O diretor enfatiza, ainda, que Pernambuco está abaixo da média do Nordeste quando se considera as avaliações ótimo e bom. "Enquanto a média da região é de 8,6% das rodovias em ótimo estado, em Pernambuco esse índice é de 3,6%. O mesmo acontece com a análise de bom, que no Nordeste foi de 13,2% e no caso das estradas pernambucanas ficou em 10,1%", argumenta Batista.

Os números se referem à avaliação geral das estradas. Quando a pesquisa detalha a análise por tópico, considerando as condições de pavimento, sinalização e geometria, a situação do Estado é ainda pior. Entre as rodovias estaduais, as que receberam avaliação péssima foram a PE-096, que liga Barreiros a Palmares, na Mata Sul, e a PE-130, ligação entre Vertentes e Taquaritinga do Norte, no Agreste. Nenhuma das BRs teve avaliação péssima, apenas ruim: BRs 101 (toda a extensão que corta Pernambuco), 423 e 424 (no Agreste). O restante das BRs tiveram um quadro geral considerado regular, enquanto a maioria das PEs foram consideradas ruins. O percentual da malha rodoviária do Estado considerada ótima e boa foi tão pequeno que nem apareceu no mapa divulgado pela confederação com os resultados da análise.

Diante da pesquisa, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) em Pernambuco argumentou que este ano estão sendo investidos R$ 900 milhões em programas de duplicação, restauração, manutenção, conservação e sinalização da malha rodoviária federal no Estado. E que a prioridade tem sido a duplicação da BR-101, que deverá ser concluída em dezembro de 2010. O Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco (DER) não se pronunciou sobre o estudo da CNT.

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