terça-feira, 5 de janeiro de 2010

ANTT: 20% dos ônibus interestaduais têm excesso de peso

Dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) indicam que 20% dos ônibus que trafegam nas estradas do País estão com excesso de peso. A agência utilizou números das fiscalizações de fim de ano que vem realizando desde o dia 4 deste mês. Segundo a agência, esse percentual indica que os ônibus estão sendo utilizados também para o transporte de cargas e de encomendas.

"Fomos surpreendidos com o alto índice de ônibus que estão circulando com excesso de peso. Enquanto esse tipo de problema atinge entre 3% e 4% dos caminhões, no caso dos ônibus chega a 20%, entre os que foram pesados", disse nesta quarta-feira o gerente de Fiscalização da ANTT, Antônio Ricardo de Jesus. "Isso provavelmente se deve às cargas e encomendas que são colocadas nos ônibus", afirmou.

Segundo o gerente, como esse tipo de prática não vinha sendo fiscalizado, o controle acabou ficando inadequado. "Essa fiscalização que estamos realizando tem caráter educativo, para evitar riscos aos passageiros. Mas, a partir do ano que vem, começaremos a aplicar multas", afirmou. 

Antônio Ricardo explicou que o transporte de cargas ou encomendas não é ilegal, desde que respeite os limites de peso estabelecidos pelo Código de Trânsito Brasileiro. "Esse percentual nos levará a adotar novas medidas, como passar a utilizar as balanças das estradas para pesar também os ônibus". Atualmente existem cerca de 230 balanças em toda a malha rodoviária do país. 

Desde o dia 4, a ANTT vem realizando uma série de fiscalizações em rodovias, garagens de empresas, terminais rodoviários e veículos.

"Tivemos a ajuda da Polícia Rodoviária Federal para fazer uma frente contra os ônibus clandestinos. Para evitar a utilização de ônibus extras sem condições de trafegar, visitamos várias garagens das empresas e também terminais", disse o gerente da ANTT, que também atuou em guichês para checar se as informações aos passageiros estavam sendo prestadas corretamente e se as tarifas e seguros estavam de acordo com o previsto na legislação. 

"Nesse aspecto, tudo está dentro do normal, com poucos casos de irregularidades. Até porque as visitas que fizemos às garagens acabaram alertando as empresas sobre a intensificação das fiscalizações nas estradas e nos terminais", disse. Segundo Antônio Ricardo, o percentual de ônibus que apresentam irregularidades desse tipo é de cerca de 2%. 

Os caminhões também têm sido alvo dos fiscais da ANTT. "Além de verificarmos o peso dos transportes de cargas, estamos checando se o transporte de produtos perigosos está adequado e, claro, as documentações, como o Registro Nacional do Transportador de Carga e o Registro Internacional, no caso dos veículos que estão enviando cargas para outros países", afirmou. 

Com informações da Agência Brasil

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