quinta-feira, 25 de março de 2010

Tarifa de ônibus deve subir em Joinville

Embora ainda não tenha sido protocolado nenhum pedido oficial pelas empresas de ônibus, a Prefeitura de Joinville já está conversando sobre o novo valor da passagem, que deve ficar na casa dos R$ 2,60. A questão da gratuidade dos idosos também entrou na pauta e pode contribuir ainda mais no aumento do preço.
Nesta quinta, uma reunião entre o prefeito Carlito Merss (PT), o secretário de Infraestrutura, Ariel Pizzolati, e o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento para o Desenvolvimento Sustentável de Joinville (Ippuj), Luiz Alberto de Souza, discutirá alternativas para a gratuidade universal dos idosos entre 60 a 64 anos. O aumento da tarifa deve sair até o final de abril.
A administração municipal já trabalha com alguns números. Seguindo a tabela, o Seinfra projeta uma inflação que elevará a passagem para a casa de R$ 2,50 até R$ 2,60. Mas ainda há o reajuste dos funcionários das empresas de ônibus, que acontece em maio. É esperado que as empresas aceitem um pedido de 10% de reajuste, que inflaria a folha salarial e, proporcionalmente, a tarifa.
— Tudo está entrando na planilha. Controlamos o aumento dos custos e discutimos. Será uma decisão técnica e política. Em abril se terá uma palavra final sobre tudo — avisa Pizzolatti.
Existe ainda a possibilidade que a reunião desta quinta faça o reajuste ser maior. O prefeito discutirá se dará gratuidade universal para os idosos de 60 a 64 anos. A passagem gratuita, cassada na Justiça ano passado, precisará de subsídio para valer. Os idosos representavam 3,6% dos usuários do sistema em Joinville. O custo estimado do subsídio ficaria em R$ 4 milhões anuais.
— Falamos sobre várias propostas. Mas todas têm um custo, que terá um impacto em algum lugar — comenta Luiz Alberto de Souza.
Para combater o novo aumento do ônibus, foi criada a Frente de Luta pelo Transporte Público. O estudante de design gráfico André Altmann comenta que manifestações contra o aumento devem começar em breve.
— Não podemos ficar parados com um novo aumento. Faremos panfletagens e manifestações contra — afirma.
Com Informações: A Notícia (Joinville).

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