terça-feira, 13 de abril de 2010

Paralisação: Tumulto na porta da garagem da Oeste em Paciência deixa feridos

Um tumulto deixou feridos em frente à garagem da empresa de ônibus Oeste, em Paciência, na Zona Oeste do Rio, nesta segunda-feira. De acordo com testemunhas, policiais do 27º BPM (Santa Cruz) chegaram ao protesto de funcionários jogando bombas de efeito moral e spray de pimenta sobre os cerca de 300 manifestantes, que reclamavam das condições de trabalho e da remuneração.

Uma ambulância do Samu prestou atendimento aos feridos. Uma cobradora, que segundo seus colegas estaria grávida, precisou ser levada para o Hospital Pedro II. A polícia permanece no local e o protesto impede que ônibus saiam das garagens da Oeste e também de outras empresas, como Jabour e Pégaso, todas na Avenida Cesário de Melo, na Zona Oeste do Rio.

O motorista Paulo Chaves Soares, de 47 anos, foi queimado por uma das bombas na perna esquerda. Ele conta que o protesto começou de madrugada e que é funcionário da Pégaso, mas foi para a frente da Oeste devido à troca estabelecida para evitar represálias.

_ Cheguei às 4h e já tinha movimento. O coronel Marcos chegou às 6h gritando e empurrando. Ele pegou bomba da mão dos comandados e jogou em cima da gente. Pessoas foram presas e levadas para a delegacia de Santa Cruz _ relatou Paulo, como informa o Jornal Extra e Rádio CBN.

O tenente-coronel Marcos Borges Silva, subcomandante do 27º BPM, nega as acusações e afirma que foi ao local informar sobre a ilegalidade do movimento e solicitar a liberaração da via. Para isso, foram tomadas as medidas necessárias, segundo ele. Houve resistência por parte de manifestantes, e alguns foram presos com pedras que estariam sendo jogadas contra ônibus. 

Pedro José da Silva, de 42 anos, motorista há 13, conta que nem todos aderiram: 
_ Precisamos de reforço. Na Pégaso, quebraram um carro e não resistiram. Já houve 12 viaturas de polícia ao mesmo tempo aqui. O coronel jogou bombas no meio do pessoal. Temos gravações que provam. O sindicato não aderiu porque é sustentado pelas empresas de ônibus. Os representantes vêm aqui tomar cafezinho com nossos patrões, e não para falar conosco. A condição de trabalho é horrível, com intimidação para dobrar, temos que fazer um caixa dois. Se não fizermos isso, somos retalhados. Não temo perder meu emprego. Desabafou o rodoviário a equipe do Jornal Extra.

Com informações da Tv Globo e Extra

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