sexta-feira, 14 de maio de 2010

"O Grande Ato"

Nesta quinta-feira dia 13/05/2010 às 17h00min, deu-se inicio ao “Grande Ato - O enterro do transporte público atual” (assim descrito pelos estudantes), uma manifestação contra o aumento da tarifa do transporte coletivo de Florianópolis.

O manifesto conseguiu reunir 4 mil pessoas ontem, segundo o comandante da Polícia Militar da Capital, tenente-coronel Newton Ramlow. Durante mais de quatro horas, os manifestantes caminharam pelas ruas centrais, com cartazes, bexigas, apitos e um caixão, que simbolizava o transporte da cidade atualmente.

Quatro momentos tensos marcaram o percurso dos manifestantes. Três deles relacionados com a direção da caminhada. Depois de mais de uma hora concentrados em frente ao Terminal de Integração do Centro (Ticen), os estudantes seguiram pela Avenida Paulo Fontes.

A orientação do tenente-coronel da PM era impedir a chegada dos estudantes nas avenidas Governador Gustavo Richard, que dá acesso às pontes, e Beira-Mar Norte.

Na esquina da Avenida Hercílio Luz, houve uma negociação entre estudantes e a PM, que possibilitou o protesto seguir em frente. Os manifestantes fizeram uma breve pausa em frente à Assembleia Legislativa e depois foram para a Avenida Mauro Ramos, caminhando pela contramão até a altura do IFSC, próximo a Rua Doutor Zulmar Lins de Neves. Neste momento, houve discussão entre os manifestantes.

Eles discordaram sobre o trajeto. Alguns queriam seguir para a Beira-Mar Norte. Depois de 30 minutos, houve consenso e eles foram em direção à Avenida Hercílio Luz, como era o previsto pela PM.

Durante todo o percurso os policiais militares caminharam lado a lado com os estudantes. Próximo ao Instituto de Educação (IEE) houve empurra-empurra.

Ao total, 550 homens da PM, acompanharam a manifestação.

Às 20h, o protesto chegou à Câmara dos Vereadores, em seguida os manifestantes de deslocarão para frente da prefeitura, onde foi feito o “velório do transporte público”. Pouco tempo depois do “velório”, ainda em frente à prefeitura, o “caixão do transporte” foi jogado ao chão e pisoteado por um grupo de jovens que faziam parte do movimento. 15 minutos após chegar a prefeitura, retornaram para a Av. Paulo Fontes.

Em assembleia, os estudantes prometeram continuar a mobilização. Um grupo invadiu o Ticen e um jovem foi detido. Segundo o tenente-coronel Ramlow, ele pulou a catraca, não quis pagar a passagem do ônibus e desacatou os policiais.

Muitos moradores preferiram assistir à caminhada da sacada dos prédios. Mesmo não aderindo, eles se manifestavam a favor dos estudantes, com palavras de apoio. Devido o protesto o trânsito ficou bastante complicado no centro da cidade.

Veja abaixo mais imagens da manifestação:


Restos do Caixão do Transporte Coletivo.



















Protesto em frente à prefeitura:

Guardas fazem proteção dos restos do "Caixão":

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