terça-feira, 18 de maio de 2010

Ônibus voltam a circular em Ananindeua e Marituba

A greve dos rodoviários de Belém e Ananindeua terminou hoje (18), após a audiência de conciliação a portas fechadas feita pelo juiz Fernando Lobato Júnior da sede da 4ª Vara do Trabalho, em Ananindeua, que começou às 10h30 e terminou às 13h.

De acordo com Reginaldo Cordeiro, diretor do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários em Empresas de Transporte de Passageiros nos Municípios de Ananindeua e Marituba (Sintram), o retorno dos coletivos aconteceu com a entrada do turno da tarde, por volta das 14h.

Conforme o assinado entre a patronal e os trabalhadores diante do juiz Fernando Lobato Júnior, da 4ª Vara do Trabalho, de Ananindeua, será repassado um aumetno salarial de 6%, o vale alimentação passará a ser de R$ 280,00 e o auxílio clínica será de R$ 28 mil.

Os trabalhadores rodoviários e os empresários do transporte coletivo estavam de portas fechadas desde a manhã, e logo os primeiros passos foram dados para o fim da greve. Os rodoviários desistiram de reivindicar a estabilidade sindical e os R$ 35 mil de auxílio clínica, mas a oferta dos empresários era de o repasse salarial no valor do INPC do período (5,49%); assim, o auxílio clínica seria de R$ 30 mil. Se o aumento salarial fosse igual ao de Belém (o que foi feito), de 6%, o auxílio saúde não poderia passar de R$ 25 mil.  Mas os empresários ampliaram a margem para R$ 28 mil e os rodoviários acabaram aceitando o acordo.

Sufoco

Durante todo o dia de ontem (17), cerca de 200 mil usuários foram prejudicados com a paralisação, que envolveu todas as sete empresas dos dois municípios.

Enquanto permaneceu o impasse, a população que mora em Ananindeua e Marituba e depende do transporte coletivo estão tendo que ter muita paciência. Com o cumprimento pelos rodoviários da determinação da Justiça do Trabalho de manter 40% da frota nas ruas e com as opções de alternativos, as paradas não permaneciam muito cheias. Mesmo assim, a população teve de encarar ônibus lotados ou pegar vans e kombis, igualmente abarrotadas de gente.

Os rodoviários optaram pela paralisação no último dia 12, por não conseguir um acordo com os empresários após cerca de seis rodadas de negociações. “Estamos fazendo um movimento tranquilo, sem problemas e cumprindo tudo que foi determinado”, afirmou Márcio Amaral, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários em Empresas de Transporte de Passageiros nos Municípios de Ananindeua e Marituba (Sintram). A categoria reivindica reajuste salarial de 12%, vale alimentação no valor de R$ 350 e a contratação de um plano de saúde para os trabalhadores.

Anteriormente, os rodoviários já tinham aceitado a proposta de receber o mesmo que foi acordado para os rodoviários de Belém: 6% de reajuste salarial, vale alimentação de R$ 280 e R$ 124 mil para o auxílio clínica. Porém, voltaram atrás, pois não houve acordo em relação à estabilidade da diretoria sindical e ao triênio (adicional por tempo de serviço). (Diário Online, com Diário do Pará)

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