sábado, 15 de maio de 2010

OPERAÇÕES NO EXTERIOR PUXAM CRESCIMENTO DA MARCOPOLO NO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2010

Produção no exterior atingiu 2.018 ônibus, 64,9% mais que em 2009; Na África do Sul, aumento foi de 282% em razão do fornecimento para a Copa do Mundo de Futebol; Na Índia, crescimento ultrapassou 211% e já é a maior unidade fora do Brasil.

A Marcopolo, um dos principais fabricantes mundiais de ônibus, obteve, no primeiro trimestre de 2010, desempenho superior ao registrado historicamente no período, e atingiu receita líquida consolidada de R$ 679,2 milhões, lucro de R$ 69,1 milhões e produção mundial de 6.134 unidades.

O resultado representa crescimento de 46,6% na receita líquida (R$ 463,4 milhões, no primeiro trimestre de 2009) e de 55,9% na produção mundial (3.935 unidades fabricadas no mesmo período do ano passado).

Os negócios fechados, desde o ano passado, para fornecimento de ônibus para a Copa do Mundo de Futebol, totalizaram quase 700 unidades e, ao lado do expressivo crescimento de produção nas fábricas da Índia – 211,3% - foram os principais destaques para o desempenho obtido.

Na África do Sul, a produção da fábrica da Marcopolo, mais as unidades PKDs enviadas desde o Brasil e acopladas localmente, resultaram em crescimento de 282,6%. Foram montados 264 ônibus, contra 69 unidades no mesmo período do ano passado. As entregas de veículos para a FIFA e também para os sistemas de transporte urbanos das cidades-sede vêm sendo realizadas desde janeiro e serão concluídas até o final de maio.

“O fornecimento para a Copa do Mundo foi fundamental para o resultado da Marcopolo neste primeiro trimestre, tanto pelo volume quanto pelo alto valor agregado aos veículos. Os modelos, rodoviários de alto luxo e urbanos articulados extremamente modernos, nos permitiram obter uma margem maior do que conseguimos com os veículos convencionais”, destaca o diretor-geral da Marcopolo, José Rubens de la Rosa.

Na Índia, no primeiro trimestre saíram, das duas plantas que a Marcopolo possui em parceria com a Tata Motors, 1.320 ônibus. A operação indiana consolida-se assim como a maior unidade, em volume de produção, da fabricante brasileira no exterior. A previsão para este ano é superar dos quais 6.000 referentes à Marcopolo.

As demais unidades no exterior também apresentaram crescimento, com exceção da fábrica do México. Na Colômbia, foram fabricadas 189 unidades, 8,6% a mais que em 2009. No Egito, a nova unidade – fruto da joint venture com a GB AUTO – atingiu produção de 105 veículos, fornecidos para o mercado local. Na Argentina, o aumento foi de 17,5%, com 134 unidades. “Somente o México caiu, fruto ainda da crise mundial, com apenas 85 ônibus. Mas o mercado local já deu alguns sinais de recuperação e esperamos retomar os níveis de produção no segundo semestre”, comenta de la Rosa.

Crescimento também no Brasil

Os negócios da Marcopolo no Brasil também acompanharam o desempenho do exterior e cresceram 51,8%. Foram produzidas 4.116 unidades contra 2.711 registradas no primeiro trimestre de 2009.

Segundo José Rubens de la Rosa, o lançamento da Geração 7 de ônibus rodoviários, realizada em agosto do ano passado, e a prorrogação, até 2011, das concessões das linhas interestaduais federais foram os principais impulsionadores para o crescimento nas vendas de ônibus rodoviários da empresa. “A decisão de lançar uma nova e moderna família de ônibus durante a crise econômica mundial do ano passado mostrou-se acertada e coincidiu com a renovação da frota iniciada pelos empresários do setor. O resultado foi que já comercializamos mais de 1,5 mil unidades da Geração 7”, analisa o executivo.

Nos modelos urbanos o crescimento foi de 71,5%, com a produção de 1.331 unidades, contra 776 registradas no mesmo período do ano passado. Para este segmento, a extensão do Finame, com taxas reduzidas e prazos maiores, foi decisiva para que as empresas decidissem pela renovação de suas frotas.

Perspectivas para 2010

A Marcopolo mantém sua projeção de atingir receita líquida de R$ 2,55 bilhões e produção de 24.700 unidades, em 2010. Para isso, acredita que a demanda por ônibus, principalmente no Brasil, deve continuar forte. Um exemplo é o Programa Caminho da Escola, do Governo Federal. Em recente licitação, a empresa garantiu a possibilidade de fornecer, direta e indiretamente, 2.450 ônibus escolares, ao longo deste ano.

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