quarta-feira, 19 de maio de 2010

Sem ônibus, passageiros têm manhã de caos em Guarulhos

A greve de motoristas e cobradores de ônibus em Guarulhos e Arujá, na Grande São Paulo, deixou cerca de 1,3 milhão de pessoas sem transporte coletivo. Com a paralisação, iniciada na madrugada desta quarta-feira (19), os pontos ficaram lotados de pessoas que não sabiam o que fazer para ir ao trabalho ou à escola.

Nas portas das principais empresas de ônibus havia piquete. Na Viação Vila Galvão, às 6h, a maioria dos coletivos que deveria ir para a rua foi barrada pelos grevistas. Os protestos fecharam a saída da garagem, que fica na Rodovia Presidente Dutra.

Quando o dia amanheceu, não havia nenhum ônibus em Guarulhos. Os primeiros passageiros que chegaram aos pontos só encontraram lotações, que normalmente rodam apenas nos horários de pico, mas foram autorizados pela prefeitura a circular o dia todo.

Às 9h, a Polícia Militar fez um cordão para os ônibus passarem. Com três horas de atraso, os veículos deixaram a garagem, sob o protesto dos grevistas. Um dos motoristas saiu de capacete, para não ser reconhecido pelos colegas.

Reivindicações

A categoria reivindica aumento salarial de 14,1% e outros benefícios. As empresas ofereceram 5,5% de aumento, que não foi aceito.

Os motoristas querem ainda vale refeição de R$ 12, fim da dupla função –motoristas exercem as funções de cobrador em micro-ônibus –, 30 minutos de refeição remunerada, melhorias no convênio médico e cesta básica, além da jornada de 40 horas semanais.

A reunião dos motoristas e cobradores será na sede da Associação das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Guarulhos (Guarupas).

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