domingo, 2 de maio de 2010

Transporte clandestino aumenta em Rio Branco

Empresa de ônibus alega que treina profissionais para exercer a atividade no transporte coletivo e pirangueiro colocam em risco vida da população. O uso do transporte coletivo fica cada dia mais evidente nas ruas de Rio Branco, principalmente na região do segundo distrito. Os empresários e permissionários do transporte coletivo regular reivindicam da Rbtrans, maior fiscalização e punição das pessoas que realizam esse tipo de serviço sem autorização do município. Para os diretores da Rbtrans, está sendo elaborado em parceria com a Policia Rodoviária Federal, uma força tarefa no objetivo de coibir o transporte clandestino. Já que a atividade irregular é realizada em bairros dentro da cidade e nas imediações da BR 364.

A atividade realizada de forma irregular pode ser vista por todos que passam pelo residêncial Santo Afonso, bairros Belo Jardim, Santa Inês, Mauri Sergio, Taquari, Tríangulo, Cidade Nova e Seis de Agosto. Os pontos usados para abordagem de passageiros é sempre as paradas de ônibus em seus respectivos bairros. O destino dos passageiros sempre é o centro da cidade, mas para burlar qualquer tipo de fiscalização, os condutores que realizam o serviço irregular deixam os passageiros nas proximidades da Ponte Coronel Sebastião Dantas, na frente do antigo colégio Meta.

De acordo com os empresários do transporte coletivo regular que fazem a linha nessas localidades, onde o fluxo de atividade irregular de transporte de passageiros é maior, não se está verificando nenhum tipo de ação concreta por parte dos órgãos de fiscalização. O que segundo eles, vem afetado e muito a media de passageiros que usam o transporte regular na região.

Para o Diretor de Transporte do Rbtrans, Ítalo César Soares, todo um trabalho de identificação dos condutores que realizam o transporte de forma irregular está sendo analisado e será combatido em uma operação “Força Tarefa” entre todas as instituições responsáveis em coibir esse tipo de atividade não autorizada pelo poder público.

O diretor de Operações das Empresas Real Norte e Floresta, Juliano Franco, disse que vários ofícios foram encaminhados para a Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal para informa as atividades clandestina de transporte que está acontecendo na região do segundo distrito da cidade. “Pedimos para a fiscalização ser mais eficiente e combater esse tipo de transporte irregular, que coloca em risco a população. Para se ter uma idéia, esse serviço clandestino não gera receita, não paga impostos. Nós, além de pagarmos impostos, somos multados se algo de errado é realizado por nossa empresa”, explicou Franco.

O diretor acrescentou ainda, que como já encaminharam documentação para a Rbtrans que alegou que a área que abrange a BR 364 é de responsabilidade da PRF e Via Chico Mendes de responsabilidade da Polícia Militar, ficando somente em sua esfera de competência as vias dentro da cidade. Queremos que tenha uma providencia dos órgãos de fiscalização, se podemos ser multados e punidos nesses trechos porque não acontece o mesmo com os clandestinos”, desabafa Juliano.

Para Juliano, os esforços que a empresa vem fazendo para disponibilizar novos veículos para realizar o transporte coletivo é um investimento que está sendo feito para milhares de pessoas. “Quando colocamos profissionais para realizar os serviços em nossos ônibus, estamos investindo em profissionalização, cursos e agregando famílias. Tendo em vista que isso acarreta em geração de emprego e contribuição para o Estado e Município. Em muitos Estados do Brasil, empresas de transporte coletivo foram a falência por conta da falta de fiscalização para coibir o transporte coletivo irregular”, destacou Juliano.

Os empresários do setor de transporte coletivo, alegam que não tem como concorrer com atividade de transporte irregular, como pirangueiros. “Sabemos que um carro popular hoje, sai por 23 mil reais e é colocado para fazer esse tipo de serviço. Primeiro que a segurança do passageiro é colocada em risco, devido o condutor irregular não ser treinado para realizar o serviço de transporte coletivo. Segundo, que a população acaba aderindo a esse tipo de transporte pelo conforto. Então acabe aos órgãos responsáveis retirar esse tipo de transporte clandestino de circulação”, explica Franco.

Um dos condutores que realiza o transporte clandestino e que não quis se identificar destacou que está fazendo o serviço porque não conseguiu emprego e não quer entregar o carro que está perto de pagar. “Precisamos sustentar minha família, e a única forma que encontrei e que sei fazer é transporta pessoas dos bairros para centro da cidade. Sei que é errado e se for pego posso até ir preso. Mas fazer o que, tenho mulher e três filhos para criar e educar”, se explicou.

Com informações do O Rio Branco.

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