terça-feira, 29 de junho de 2010

Paraná disputa ônibus híbrido da Volvo

A fábrica da Volvo instalada na Cidade Industrial de Curitiba (CIC) disputa com as unidades da empresa no México, China e Índia um investimento de US$ 30 milhões para a produção de ônibus híbridos. O modelo, que será usado no transporte urbano, é movido por um motor a diesel ou biodiesel em conjunto com um propulsor elétrico. Em setembro, antes da decisão oficial da empresa, no entanto, as ruas de Curitiba serão convertidas em pista de testes de uma unidade desse novo modelo, projetado e fabricado na Suécia. A Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), administradora do transporte público da capital, confirma que uma linha Interbairros foi escolhida para testar o ônibus, que integrará a frota da cidade durante 30 dias.

O novo presidente da Volvo Bus Latin América, Luiz Carlos Pimenta, acredita que a capital paranaense tem grandes chances de abrigar a primeira fábrica dos ônibus híbridos da Volvo fora da Suécia. “Queremos não só fabricar [o modelo híbrido], mas também projetá-lo no Brasil. Como se trata de tecnologia avançada, trazer o projeto para Curitiba significa gerar emprego para bons cérebros”, avalia. 

FOTO: DIVULGAÇÃO 
Foto: Divulgação
Para o executivo, o pioneirismo da cidade na implantação do BRT [Bus Rapid Transit, em inglês], sistema de transporte coletivo urbano de massa, projetado para trafegar em corredores exclusivos, é um diferencial. O modelo, criado em Curitiba na década de 1970, coincide com a instalação da unidade da Volvo na CIC, em 1977. O primeiro ônibus articulado saiu da linha da produção da fábrica em 1979 para rodar nas recém-criadas “canaletas”. 

A Volvo também aposta na capacidade de geração de negócios no país em função da realização da Copa do Mundo de 2014. Pimenta estima que o evento deverá criar uma demanda entre 3,5 mil e 5 mil ônibus para o sistema BRT apenas para as capitais que servirão de sede para o Mundial; um volume de vendas que gira entre R$ 1,7 bilhão e R$ 2,5 bilhões. 

A expectativa da Volvo é conseguir no mínimo 40% dos negócios gerados pela Copa do Mundo nos projetos de transporte urbano, o que corresponderia à venda de até 2 mil ônibus, em negócios que podem chegar a R$ 1 bilhão até 2014. A empresa estima que os modelos híbridos têm potencial para atrair até 10% dessas vendas. 

O sistema híbrido possibilita uma economia de mais de 30% no consumo de combustível e, quando está em funcionamento, o motor elétrico do ônibus reduz em 90% as emissões de gases do efeito estufa. A tecnologia foi desenvolvida pela Volvo em parceria com a Clinton Foundation, do ex-presidente norte-americano Bill Clinton, que apoia iniciativas que reduzam a emissão de poluentes. O propulsor elétrico não precisa de recarga, pois é acionado por um sistema de baterias que se abastece da energia recuperada dos freios. Assim, o ônibus pode operar com os motores elétrico e a diesel individualmente ou de forma combinada.

A tecnologia foi recém-lançada pela Volvo na Suécia e as primeiras vendas do modelo foram feitas na Europa, ainda este ano. Londres e Luxemburgo estão interessadas na implantação do modelo.

Em 2005, a capital chilena realizou a maior compra individual da história da Volvo, com 2 mil veículos. Desde então, mais 560 ônibus foram vendidos para a cidade. Atualmente, a empresa participa de licitações em andamento em capitais da América Central e nas cidades de Guayaquil e Quito, ambas no Equador. Todos os veículos vendidos são produzidos na unidade da Volvo da Cidade Industrial de Curitiba, que atende a todo o subcontinente da América Latina, com exceção do México. 

Com informações da Gazeta do Povo e da Volvo do Brasil 

Nenhum comentário: