quarta-feira, 7 de julho de 2010

CRISE DA BUSSCAR: Mesma resposta: Não!

Fabricante de carrocerias volta a dizer que não vai demitir funcionários.

O prazo terminou. Uma semana após a última assembleia, que aconteceu no dia 1°, os trabalhadores da Busscar Ônibus S.A voltam a se reunir em frente a empresa hoje, às 9 horas, e desta vez, prometem sair apenas quando tiverem uma resposta da empresa. A expectativa do Sindicato dos Mecânicos é de que a assembleia reúna pelo menos três vezes mais funcionários do que a última, quando foram contabilizados 500 participantes.

A última tentativa de conseguir um acordo com a fabricante de carrocerias antes da assembleia foi frustrada. Ontem à tarde, a empresa disse ao sindicato que vai negar o pedido de liberação dos funcionários que não estão mais dispostos a esperar por uma solução para a crise econômica e querem ter um alívio no bolso por meio do seguro-desemprego e do FGTS. Mas a posição da Busscar foi a mesma dada há uma semana.

“A empresa não quer liberar os funcionários e pede mais paciência. Os trabalhadores apoiaram a Busscar esse tempo todo e esperaram por uma solução.Agora merecem seguir com as suas vidas”, afirma o presidente do sindicato, João Brugmann. A Busscar não se manifestou.

Ele confirma a possibilidade de pedir a falência da Busscar caso não seja apresentada uma alternativa que agrade aos trabalhadores. “Podemos voltar a votar a falência durante a assembleia”, diz. Mas essa estratégia, que pode resultar em uma maior demora dos trabalhadores em receber, não é a única opção da entidade.

Desde o dia 1°, corre na justiça uma ação que cobra o pagamento dos três meses de salários atrasados.

“O juiz Nivaldo Stankiewicz, da 4° Vara do Trabalho, está analisando uma antecipação de tutela – pedido de antecipação dos efeitos da sentença para o início do processo – que prevê o pagamento dos salários atrasados em até 48 horas após a decisão judicial. O processo corre juntamente a um pedido de preservação dos bens do grupo Busscar”, explica a advogada do sindicato, Luiza de Bastiani, que acredita em uma resposta ainda nesta semana.

Caso a sentença beneficie os trabalhadores, a fabricante de carrocerias poderá ter pagar mais de R$ 50 milhões. Se não fizer o pagamento, os bens da empresa poderão ser penhorados (veja as alternativas abaixo).

Com informações: A Notícia

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