segunda-feira, 5 de julho de 2010

Crise na Busscar: Sindicato pede salário na Justiça

Entidade quer a indisponibilidade de bens do grupo e de seus sóciosA demora em encontrar uma solução para a crise financeira rendeu um novo processo à Busscar. O Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região entrou na Justiça para exigir que a fabricante de carroceiras pague a dívida, que inclui os três últimos salários além do 13° de 2009. O processo pede que os valores sejam quitados em até 48 horas a partir da sentença.

A ação, protocolada na última quinta-feira, junta-se a um processo que o sindicato move desde maio. Há dois meses, a entidade pede à justiça a indisponibilidade dos bens do grupo Busscar para evitar a venda das nove empresas e de seus três sócios.

Em 14 de maio, o juiz Nivaldo Stankiewicz, da 4ª Vara do Trabalho de Joinville, indeferiu o pedido de tutela antecipada, que previa a máxima urgência para atender a solicitação, afirmando que, apesar de sofrer problemas financeiros, os dirigentes da empresa buscavam alternativas para continuar viabilizando os negócios. Dez dias depois, a empresa foi notificada para que pudesse preparar sua defesa, que foi apresentada no dia 27 do mesmo mês.

“No dia 22 de junho, nós nos manifestamos em relação à defesa deles, explicando que há dificuldade em resolver o problema financeiro, que a dívida da empresa estava aumentando e que os funcionários precisam de uma resposta”, explica a advogada do sindicato, Luiza de Bastiani.

A expectativa dos representantes dos trabalhadores é de que, apesar do recesso do Judiciário que vai até agosto, o caso receba atenção durante o plantão e seja julgado nos próximos dias. “Demoramos em entrar com o processo por entender que a empresa buscava uma solução, mas agora há urgência por conta da situação dos trabalhadores”, diz a advogada.

Para o presidente do sindicato, João Brugmann, os acontecimentos dos últimos dias podem influenciar para que Stankiewicz mude de opinião. “O cenário hoje é bem diferente do que quando entramos com o processo. Antes, apenas o salário de abril e o 13° estavam atrasados. Agora já são três meses sem pagamento, o 13º continua atrasado e ainda não recebemos nenhuma sinalização positiva da empresa”, defende.

Com informações do A Notícia

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