quinta-feira, 8 de julho de 2010

Novo "round" para a Busscar

O futuro dos trabalhadores da Busscar e da própria empresa passa pelas mãos da Justiça. As ações do Sindicato dos Mecânicos de Joinville para a preservação dos bens do grupo e pagamento dos salários atrasados em até 48 horas após a decisão judicial devem ganhar mais uma companhia nos próximos dias.

A partir da segunda-feira, o sindicato intensifica os trabalhos de cadastramento de funcionários interessados em pedir a demissão indireta (veja mais ao lado e abaixo), uma forma de sair da empresa com a garantia de todos os benefícios de uma demissão, e promete oferecer atendimento diferenciado na recreativa da entidade.

A ideia do mutirão surgiu após a assembleia ocorrida ontem pela manhã em frente à empresa, onde mais de mil funcionários – segundo o sindicato – concordaram em descartar o pedido de falência e buscar a liberação da empresa na Justiça.

“Já temos mais de cem trabalhadores cadastrados e esperamos um número muito maior na próxima semana. A rescisão era a opção mais democrática e que deve trazer um retorno mais rápido ao funcionário do que traria a falência, pois os processos na Justiça do Trabalho costumam ser mais ágeis do que na Justiça comum”, explica o presidente do sindicato, João Brugmann.

O departamento jurídico da entidade ainda não definiu se as ações de rescisão indiretas serão individuais ou coletivas, e vai esperar pela procura dos funcionários para definir a estratégia.

“Os dirigentes da Busscar acabaram ganhando mais um prazo, mais uma chance. Mas caso o número de funcionários interessados na rescisão indireta seja expressivo ou o sindicato ganhe a ação que exige urgência no pagamento dos salários, o resultado pode ser uma falência por outro caminho, pois a empresa vai ser obrigada judicialmente a pagar as dívidas trabalhistas, o que pode exigir venda de bens por meio de leilões”, acrescenta Brugmann.

A empresa não se pronunciou sobre o assunto. O gerente de informática e um dos líderes da comissão de negociações da Busscar, Esbaldini Testoni, disse que a prioridade é continuar em Brasília. “Só voltaremos para Joinville com uma notícia positiva. Estamos fazendo contatos políticos para garantir o pagamento dos créditos de IPI, enquanto a diretoria da empresa segue negociando com os credores a injeção de capital.”

Com informações: A Notícia

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