sábado, 7 de agosto de 2010

Novo empréstimo alivia crise da Busscar

A Busscar Ônibus, de Joinville, SC, conseguiu a liberação de novo empréstimo bancário no valor de R$ 14,5 milhões. Como garantia ofereceu imóvel que estava bloqueado pela Justiça do Trabalho, a pedido do Sindicato dos Mecânicos, como forma de assegurar o pagamento de salários em atraso. A diretoria da entidade sindical concordou com a liberação do imóvel diante da proposta feita pela empresa de destinar parte do valor para regularização dos débitos com os trabalhadores.

O valor a ser pago aos trabalhadores, o que deve ocorrer em até quinze dias, é superior a R$ 12,6 milhões e refere-se aos salários de abril e maio e décimo-terceiro de 2009, favorecendo também quem aderiu ao PDV no início deste ano. Todos os bens do grupo e de seus acionistas estão bloqueados pela Justiça do Trabalho de Joinville, atendendo ação do sindicato para o pagamento dos direitos dos trabalhadores.

A empresa também se comprometeu com a Justiça do Trabalho e sindicato ao destinar um valor de créditos tributários a que teria direito, mas que estava embargado, na ordem R$ 7,5 milhões, para liquidar os débitos com os trabalhadores. O valor que restar será usado para finalizar cerca de setenta ônibus que estão parados no pátio à espera de matéria-prima para serem entregues aos clientes.

"Conseguimos o pagamento de três folhas atrasadas e permitimos que a empresa volte a funcionar mesmo que precariamente", argumenta João Bruggmann, presidente do sindicato. Mesmo assim, ele entende que para retomar a normalidade a empresa precisa de nova gestão, novos sócios e novo dinheiro.

Já o prazo de quinze dias, vencido em 26 de julho, que a Justiça do Trabalho havia determinado para que a empresa liquidasse os salários em atraso, acabou não se concretizando. Por falta de notificação de uma das nove empresas do grupo, a ação foi prejudicada.

Mudanças - Por meio de nota oficial, o BNDES negou que esteja participando de negociações que envolvam a mudança de controle acionário da Busscar. Na semana passada o prefeito de Joinville, Carlito Merss, sustentou que havia proposta formal de compra da empresa por parte de um grupo, não concorrente, mas que tem negócios no segmento de ônibus. O prefeito garantiu que o diretor-presidente da Busscar, Cláudio Nielson, e diretores do BNDES tinham conhecimento da proposta.

O empresário negou a afirmação, mas reconheceu em entrevista à TV Cidade, de Joinville, que estudaria eventual proposta. As notícias acabaram por levantar suspeitas quanto ao interessado: seria o grupo comandado por Nenê Constantino.

O BNDES acrescentou, no comunicado, que seus executivos acompanham a situação, participando de reuniões com representantes da empresa, dos credores e trabalhadores. Reconhece a importância da Busscar para o País e região onde está instalada, razão pela qual tem interesse na sua preservação.

Fonte: AutoData

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