sábado, 9 de outubro de 2010

Busscar: Produção recomeça depois de três meses

Depois de três meses paralisada, a produção de carrocerias foi retomada ontem, na Busscar. Parte dos funcionários (número não informado) trabalha na finalização de 25 ônibus que aguardam componentes na linha de produção.

Omaterial necessário foi comprado com uma fatia dos R$ 6,5 milhões que a empresa obteve do Bic Banco por meio da alienação de três terrenos. A fabricante de carroceiras investiu R$ 1,5 milhão para conseguir retomar a produção. Outros R$ 2,5 milhões foram utilizados para pagar a primeira parte do 13° salário de 2009 a cerca de 3 mil funcionários. Agora, a empresa espera receber, na próxima semana, outros R$ 2,5 milhões do banco, que devem permitir a quitação do 13° atrasado.

Também na semana que vem deve ser divulgado o resultado das negociações de venda da Tecnofibras, atual TSA. A consultoria Virtus BR Partners, responsável por encabeçar as negociações, deve apresentar à diretoria da Busscar os nomes dos interessados em adquirir a fabricante de componentes plásticos, um dos braços lucrativos do grupo, com faturamento mensal bruto de aproximadamente R$ 10 milhões e 900 funcionários. Pelo menos cinco propostas foram encaminhadas.

– Nossa esperança de fôlego para que a Busscar possa sair da crise é a concretização da venda da Tecnofibras. Acredito que a empresa vai saber aproveitar – afirmou o presidente do sindicato dos mecânicos de Joinville, João Bruggmann.

A expectativa é de que a operação seja concluída até o fim do mês. Mesmo que receba uma boa proposta pela Tecnofibras – a estimativa é de pelo menos R$ 60 milhões –, a Busscar precisará de aprovação para fechar negócio. A venda precisa ser autorizada pelo sindicato e pela Justiça do Trabalho, porque a fabricante de componentes plásticos está alienada, assim como todos os bens do grupo.

– Vamos concordar com a venda da empresa desde que os seis salários atrasados, que correspondem a cerca de R$ 25 milhões , sejam pagos – antecipou Bruggmann.

A dívida da empresa com os funcionários inclui ainda o FGTS, calculado em cerca de R$ 30 milhões, que, segundo o sindicato, será negociado após a retomada da produção.

O presidente do sindicato dos trabalhadores na indústria de material plástico de Joinville, Reinaldo Schroeder, que representa os trabalhadores da Tecnofibras, disse não ter informações sobre as negociações. A Busscar não comentou o assunto.

Com informações: Diário Catarinense.

Um comentário:

Marcos Martins disse...

Essa notícia me deixa muito feliz, pois quero ver a busscar de volta a ativa firme e forte novamente!!!