segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Tarifa de ônibus de São Paulo pode ser de R$ 3,00 em janeiro diz Kassab

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O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), disse, nesta quarta-feira, que a Secretaria Municipal de Transportes apresentou um projeto - há cerca de 10 dias - que tem o objetivo de aumentar a tarifa de ônibus para R$ 3. O custo atual da passagem é de R$ 2,70.

"Houve um encaminhamento há algumas semanas, há uns dez dias, de parte do secretário de Transportes, pleiteando uma tarifa de R$ 3. Está sendo discutido, junto com a Secretaria de Planejamento, para que possa ser analisado se é atendido ou não esse valor, e, caso não seja atendido, qual será o valor do subsídio. Vamos aguardar agora os estudos técnicos", disse Kassab na inauguração de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) em Marsilac.

O prefeito também afirmou que não há previsão de resposta ao projeto.

Com informações do terra

sábado, 18 de dezembro de 2010

Nenê Constantino vai ao hospital voltará a prisão ainda hoje

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O empresário Constantino de Oliveira, o Nenê Constantino, fundador da Gol, continua preso, mas teve liberação da Justiça do Distrito Federal para ir a uma consulta médica, em um hospital da cidade. Nenê foi levado com escolta policial e não há informações sobre o motivo da consulta. Ainda nesta quinta-feira, o empresário deverá voltar para o Centro de Detenção Provisória (CDP). Até o fim desta tarde, seus advogados não haviam enviado um pedido de habeas corpus para o Tribunal de Justiça do DF.

Constantino é acusado de encomendar o assassinato de seu ex-genro Eduardo Alves Queiroz, em 2008. De acordo com a apuração da Polícia Civil local, um homem desconhecido que estava em uma parada de ônibus próxima à Viação Planeta, da qual Constantino é proprietário, atirou cinco vezes contra o carro de Queiroz quando ele saía da empresa. Um dos tiros atingiu somente a jaqueta de Queiros e ele sobreviveu. Meses antes de sofrer o atentado, Queiroz teria discutido com o sogro sobre os negócios da família.

Constantino foi detido na quarta-feira durante uma audiência no Fórum de Taguatinga, região administrativa do Distrito Federal, sobre o processo do assassinato de Márcio Leonardo de Sousa Brito, no qual o empresário também é réu. Em 2001, o rapaz foi assassinado com três tiros na porta de casa, em uma invasão na periferia do Distrito Federal. A acusação defende que Brito foi morto por pistoleiros a mando do empresário. A vítima era líder de um grupo que ocupava irregularmente o terreno de uma das empresas de Nenê Constantino.

Apesar do crime ter ocorrido há nove anos, a ação referente à morte do líder comunitário ainda está na fase de depoimentos de testemunhas de acusação - as de defesa serão ouvidas somente em março. Além do empresário, outras quatro pessoas são acusadas de envolvimento no assassinato do líder comunitário: João Alcides Miranda, João Marques Dos Santos, Vanderlei Batista Silva e Victor Bethonico Foresti, outro genro de Nenê.

Prisão - Na tarde de quarta, Nenê acompanhava a sessão sobre a morte de Brito quando o juiz leu a decisão do magistrado de Brasília a respeito da outra acusação. Às 23h, após fazer exames de corpo de delito e sem ser algemado, o empresário foi levado para o Departamento de Polícia Especializada (DPE), sede da Polícia Civil do DF, onde passou a noite. 

Por volta de zero hora desta quinta, Constantino foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) da cidade. O ex-policial militar de Goiás José Humberto de Oliveira Cruz, acusado de ser o executor do crime, também está preso. Em 2009, após ser indiciado pela tentativa de homicídio, ele foi expulso da corporação por má conduta. 

Histórico - Constantino responde a outros processos na Justiça de Brasília por causas trabalhistas e problemas envolvendo uma de suas empresas, a Viação Planeta, que opera uma frota de cerca de 700 ônibus no Distrito Federal. O empresário também está envolvido no processo que tornou o ex-governador do DF Joaquim Roriz inelegível. Nenê é acusado de ter pago propina para o ex-governador em troca de benefícios a sua empresa de transporte público. Por causa dessa ação, Roriz renunciou ao mandato de senador em 2007 para fugir da cassação e, em 2010, foi enquadrado na lei da Ficha Limpa, ficando impedido de candidatar-se novamente ao governo da capital federal.

Com informações da Veja e Agências

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Busscar poderá ser leiloada para pagar dividas

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O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Mecânica de Joinville espera que, até março, a Justiça determine oficialmente o leilão dos bens bloqueados das nove empresas da Busscar para pagar os salários atrasados de 3,1 mil funcionários. 

A expectativa do presidente, João Bruggmann, é de que o caso só seja resolvido pela Justiça. Na terça-feira, o juiz da 4ª Vara do Trabalho, Nivaldo Stankiewicz, determinou o pagamento, sob pena de multa.

A sentença determina que a fabricante de carrocerias de ônibus quite os salários atrasados, com juros e correção, em até 15 dias. Para Bruggmann, é difícil de acreditar que a dívida seja paga dentro do prazo.

– Por isso, se nenhum milagre acontecer, trabalhamos com a perspectiva do leilão judicial, que esperamos que comece em março.

O leilão dos bens seria a última medida judicial cabível para garantir o pagamento dos salários. A Busscar ainda tem 1,5 mil funcionários ligados à empresa joinvilense, que estão sem receber salários há nove meses.

De acordo com o presidente do sindicato, a dívida da Busscar com os funcionários é de pelo menos R$ 30 milhões. Pela avaliação dos bens, só as instalações da propriedade custam mais de R$ 84 milhões.

A Busscar tem oito dias para entrar com o recurso de embargo de declaração, que permite pedir esclarecimentos sobre a sentença, além de outros oito dias para recorrer da decisão judicial. Segundo o advogado da Busscar, Gilson Acácio, a empresa foi intimada ontem e ainda está em fase de análise de recurso.

Fonte: Buzunet

Ônibus da Brasil Sul apedrejado em Ponta Grossa

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Na viagem de Maringa (PR) para Florianópolis (SC) o ônibus da empresa Brasil Sul, que partiu as 19:40 de Maringa foi apedrejado durante a viagem quando passava em Ponta Grossa (PR).

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Util chama atenção com seus ônibus coloridos e modernos

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As rodoviárias do Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Santos, estão nas últimas semanas recebendo novos ônibus coloridos da empresa Util. 

Os modenos ônibus Marcopolo G7 1200 do serviço Mix (Plus leito) considerado Executivo e Leito, ou double service, estão chamando atenção de passageiro e admiradores de ônibus nas cidades por onde estão fazendo linha.

A empresa vem apostando alto na qualidade de seus serviços e para isso vem adquirindo novos e modernos ônibus como o da foto ao lado.

Além desse modelo, a Util ainda disponibiliza também os carros Animal Planet e CAMA em linhas como a Rio x Belo Horizonte e Rio x Santos, proporcionando ainda mais conforto durante as viagens.

A partir de agora, os passageiros que embarcarem em Minas Gerais, terão a opção de desembarcar no Terminal Rodoviário Novo Rio, ou em bairros e cidades da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Com a parceria entre a Util e Única isso será possível. Basta o passageiro compra sua passagem nas cidades de Belo Horizonte, Barbacena ou Conselheiro Lafaiete com destino a cidade imperial de Petrópolis, na região serrana do Rio. De lá, o passageiro embarcará nos ônibus a Viação Única que já opera linhas intermunicipais para Duque de Caxias, Campo Grande, Madureira, Nova Iguaçu, Ilha do Governador, Castelo (centro do Rio), Botafogo, Barra da Tijuca e Gávea.

O mesmo ocorre no sentido Rio x Belo Horizonte, Barbacena e Conselheiro Lafaiete em Minas Gerais, como informa a Util.

vale a pena verificar o regulamento da promoção, clicando aqui.

Fonte: Revista do ônibus

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

STS investe R$ 1 mi em sistema Deep Red

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O consórcio STS investiu R$ 1 milhão na solução de sistemas de transporte coletivo Safe Bus, da porto-alegrense Deep Red.

Inaugurado nesta quinta-feira, 09, o projeto envolve soluções de software e hardware, ambas desenvolvidas pela empresa gaúcha. O objetivo é oferecer um monitoramento completo sobre os 496 ônibus da frota, na Zona Sul da capital.

Atualmente, 150 veículos estão equipados.

Segundo o gerente executivo do consórcio, Antônio Lovatto, não existe no Brasil uma solução com tantos parâmetros quanto a implantada no STS.

“Temos condições de saber desde atrasos até o tempo em que a embreagem ficou pressionada”, diz Lovatto.
Equipados com sensores de telemetria, GPS e GPRS, os ônibus enviam à central um relatório completo, monitorado por 14 operadores.

Em máquinas equipadas com duas telas, os controladores têm acesso à velocidade dos veículos, tempo de atraso entre paradas, trajeto percorrido, aceleração, consumo de combustível e outras informações.
As informações são exibidas em um mapa analítico com interface similar ao Google Maps e um sintético, em que as informações de vários veículos são exibidas ao mesmo tempo.

Nos testes, infrações como mudança da rota, ultrapassagens proibidas realizadas fora de corredores de ônibus e a velocidade acima da permitida foram detectadas.

“Cada vez que observamos algum problema, avisamos os motoristas”, explica Lovatto. O alerta pode ser sonoro, através de LEDs (luzes que acendem no painel) ou menagem de texto.

Um computador de bordo reúne as informações, que são enviadas à central a cada 10 segundos.

“Os veículos incluem também um botão de pânico, para questões de segurança ou outros problemas. Caso seja necessário um resgate do ônibus por falha mecânica, um socorro médico ou mesmo se houver um assalto, teremos condições de chegar lá mais rapidamente”, destaca o presidente do STS, Régis Born.

Mais informações para clientes

“Clientes do transporte coletivo já são beneficiados”, diz Adriano Rodenbusch, diretor de TI da Deep Red. “Mas poderão ser mais ainda, no futuro”, adianta.

Dados como integração com outras rotas que passam por um mesmo ponto, tempo restante para chegada de ônibus e previsão de horários poderão ser disponibilizados pela internet, em celular ou mesmo em certas paradas de ônibus.

“Infelizmente aqui no nosso país o público nem sempre colabora com a instalação de equipamentos em paradas de ônibus, mas poderíamos fazer parcerias com pontos estratégicos para os passageiros, como shoppings, universidades ou até estabelecimentos comerciais próximos de paradas”, explica  Rodenbusch.
Em Porto Alegre a UniRitter já tem um painel instalado e em fase de testes.

Parâmetros ajudam na economia

Segundo Anderson Reis, diretor de engenharia da Deep Red, a empresa também ganha – o consumo com diesel, por exemplo, já chegou a cair 17%.

“Esse é um caso extremo, mas em empresas que não fazem qualquer controle se pode esperar até 10% de economia”, disse Reis.

“Tambor de freio, pneu e outras partes do ônibus que exigem manutenção também são menos castigadas em função do monitoramento”, complementa Nilton Maicá, diretor de atendimento e suporte da empresa de TI.
O Safe Bus já roda em 2,9 mil veículos no Brasil.

Além da frota da STS, cuja instalação estará completa em 60 dias, companhias em Pelotas, Rio de Janeiro, São Paulo e Registro (interior de SP), também utilizam a tecnologia.

O custo da operação varia para cada cliente, explicam os executivos.

Formado pelas empresas Trevo, Belém Novo, Viação Teresópolis Cavalhada e Restinga, o consórcio STS realiza uma média de sete mil viagens por dia, passando por 138 terminais na zona sul de Porto Alegre. A média de passageiros por mês é de oito milhões.

Criada há 12 anos, a Deep Red tem 102 colaboradores e trabalha com desenvolvimento de software e hardware. Além de empresas de transporte coletivo, seguradoras, bancos e empresas de crédito fazem parte da carteira de clientes.

Fonte: www.baguete.com.br

Rodoviária de Votuporanga será inaugurada nesta sexta-feira

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O prefeito de Votuporanga, Junior Marão, inaugura nesta sexta-feira (10/12), às 17 horas, as obras de revitalização e modernização do Terminal Rodoviário “Prefeito Leônidas Pereira de Almeida”. Diversas autoridades participarão da cerimônia, além de convidados da comunidade em geral. 

A Prefeitura investiu aproximadamente R$ 300 mil no espaço, na melhoria das lojas, banheiros e também no forro e teto, nova iluminação e trabalho paisagístico. “Está sendo reformada toda a rodoviária, melhorando, principalmente, para a população e turistas que utilizam o espaço”, explica o prefeito. 

Os últimos detalhes estão sendo finalizados. Há também todo um trabalho de comunicação e identificação visual. Na área de embarque, a Prefeitura instalou quatro televisores LCD e longarinas para espera dos ônibus. 

A rodoviária conta agora também com um elevador para deficientes físicos. Há também um espaço de convivência com mesas, cadeiras e bancos. 

Com informações da Prefeitura de Votuporanga

TRT vai julgar dissídio dos motoristas e cobradores na próxima terça

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O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Ceará (Sintro), Domingo Neto, afirmou que as paralisações vão continuar. Se o dissídio não for julgado até o dia 18, a categoria vai votar em assembleia se será realizada uma greve geral.

Na última terça-feira, 7, a sessão foi suspensa porque o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado (Sindiônibus) alegou que o Sintro não teria legitimidade para defender a categoria de motoristas e cobradores. O Sindiônibus alega que quem deve representar os trabalhadores é o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Fortaleza (Sintrofor). 

"Diante desse incidente processual, o Tribunal adiou o julgamento do dissídio até obter as informações reais sobre esse fato", afirmou o relator do processo, desembargador José Antonio Parente, que revelou já ter, agora, as informações necessárias para retomar o julgamento.

A reunião no Ministério Público do Trabalho segue nesta quinta-feira, 9, para definir representatividade de motoristas e cobradores no processo. Participam da audiência representante do Sintro, o Superintendente Regional do Trabalho, Papito de Oliveira, o procurador-chefe do MPT, Gérson Marques. O Sintrofor não enviou representante. 

Com informações do O Povo On Line

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Terminais rodoviários do Distrito Federal estão em péssimas condições

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Na chegada do terminal de Taguatinga, há lixo por todo lado. Os restos das baias demolidas, onde ficavam os camelôs, não foram retirados. Na pista, pedaços de pau alertam para o bueiro sem tampa. As calçadas e bancos servem de abrigo para muitos moradores de rua, assim como a parte inferior da escada. 

As paredes são esburacadas e as caixas de esgoto não têm tampas. Madeira e jornal são utilizados para cobrir as janelas sem vidros. Lojas abandonadas viraram moradia para pombos. E carros particulares e táxis estacionam nas baias reservadas para os ônibus. 

Na rodoviária do Plano Piloto, buracos ameaçam a passagem dos ônibus. Uma das baias está tão comprometida que é perigoso entrar e sair. As calçadas estão desgastadas, os banheiros desativados e as escadas rolantes, quebradas. Existem muitas lixeiras, mas elas não dão conta do lixo produzido no local. 

A Secretaria de Transportes informou que, com o fim da greve da Novacap, os buracos devem ser cobertos em breve. O banheiro foi quebrado de madrugada, já foi consertado e reaberto. As escadas rolantes não suportam a quantidade de pedestres, apesar de manutenção diária. 

A administração de Taguatinga afirmou que ninguém tem permissão para ficar no terminal desativado - que só funciona para ônibus interestaduais agora. E que vai acionar o governo para tomar as providências cabíveis. 

Com informações da TV Globo

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Jotur e Paulotur concorrem para assumir novo transporte coletivo no Sul de Palhoça

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O Prefeito Ronério Heiderscheidt (PMDB) assinou na tarde da última quinta-feira, 25, o decreto nº 1.210, que altera o itinerário, o quadro de horários e a oferta de serviço das linhas do Sul do Município.

No Sistema de Transporte de Palhoça, a linha 1, que liga a Pinheira a Ponte do Imaruim, vai disponibilizar para os usuários um total de 40 novos horários, com tarifa que vão de R4 2 a R$ 5.
Na linha 2, que liga a Enseada de Brito a Ponte do Imaruim, via BR 101, também terá um total de 40 novos horários, com valor da tarifa a R$ 2,25.

A novidade é a instauração das linhas circulares. Na linha 3, que liga o Sertão do Campo até a Passagem do Maciambu, passando pelas localidades de Morretes, Guarda do Embaú, Pinheira, Ponta do Papagaio, Praia do Sonho, foi criado o Sistema Integrado do Transporte Coletivo Municipal da região Sul. A tarifa estabelecida é de R$ 2.

O passageiro, que, por exemplo, utilizar o sistema circular (linha 3) poderá utilizar a linha 1 pagando apenas a diferença, no caso, R$ 3. Ainda ficou determinada no decreto a notificação das atuais concessionárias para que manifestem no prazo de 24 horas, a contar do recebimento da referida notificação, a possibilidade ou não, do cumprimento das condições impostas pela Administração.
"A nossa preocupação é melhorar o transporte coletivo de Palhoça. Queremos mais ônibus, tarifa menores, ônibus novos, adaptados, enfim, queremos oferecer um serviço de qualidade e de menor preço para os usuários", enfatiza o Prefeito.

Entre as exigências determinadas para a concessionária está o fornecimento de frota de veículos novos ou seminovos, com no máximo de dois anos de uso, adaptação para atender deficientes físicos, assento preferencial para idosos e câmeras de segurança.
Caso a empresa não possua as condições acima, deverá providenciar a comprovação documental da aquisição no prazo de 30 dias, com a respectiva incorporação à frota, no prazo máximo de 120 dias, ambos, contados da publicação do decreto.

Tanto a Paulotur como a Jotur, empresas que exploram o transporte coletivo no Município, responderam ao decreto lançado pela Prefeitura manifestando o interesse em continuar operando na Cidade.

A Paulotur, segundo o Diretor Juarez Nienköter, no entanto, não aceita as determinações do decreto e diz que vai pedir a revogação da medida na Justiça. Se isso acontecer, o novo sistema corre o risco de vir a ser instalado somente no ano que vem.
Segundo Juarez, as determinações são pontuais exatamente naquilo que a empresa Jotur pode atender. "Está existindo um favorecimento da Prefeitura à empresa Jotur. Querem com isso inviabilizar a nossa empresa", critica ele.

Problemas no Terminal Rodoviário Rita Maria

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Goteiras e pedaços de granito e argamassa que estão se desprendendo das paredes e do teto. Esses são apenas alguns dos problemas do Terminal Rodoviário Rita Maria, em Florianópolis.


Obras emergenciais

 O prédio do terminal, uma das portas de entrada da Capital catarinense, deve passar por obras emergenciais. De acordo com a Defesa Civil, trata-se de reparos pontuais de prevenção que, se feitos rapidamente, não representam perigo aos usuários.

O Deter, que administra o local, constatou a precariedades na infraestrutura do prédio e solicitou que a Defesa Civil fizesse vistorias. Depois de dois laudos técnicos — um do Deter e outro da prefeitura — um decreto foi assinado pelo prefeito Dário Berger concluindo que o terminal necessita de reparos urgentes para garantir a segurança dos usuários. — São questões bem pontuais, que não afetam a estrutura do prédio — garante Maximo Porto Seleme, diretor da Defesa Civil Municipal.

O custo dos reparos está estimado em, aproximadamente, R$ 700 mil, e as obras, que devem durar 45 dias, estão previstas para começar no final de dezembro. — Nosso medo é que pedaços de um centímetro que já caíram da argamassa não virem pedaços maiores que possam machucar alguém. É um trabalho de prevenção, e o terminal não vai ser interditado durante os reparos — explica Seleme.

Desde que foi fundado há 29 anos, a estrutura do prédio nunca passou por uma reforma, apenas reparos foram feitos nos banheiros, restaurante e lanchonetes. As 170 telhas, que pesam 37 toneladas cada uma, apresentam desgaste natural em decorrência da localização do edifício.

Segundo Seleme, a maresia (vento com salitre), típica de áreas perto ao mar, exige que a manutenção seja feita periodicamente, o que nunca foi feito. Para o presidente do Deter, Altamir José Paes, o Estado não tem competência para administrar o Terminal Rodoviário Rita Maria. — O Estado não está preparado e, por isso, o local não tem a manutenção que deveria ter. Foi uma situação de comodismo em que ninguém se comprometeu com a segurança do lugar. A saída é abrir uma concessão para a iniciativa privada, que teria melhores condições de administrar o terminal — afirma.
Apesar do caráter emergencial das obras, Altamir Paes garante que os usuários e trabalhadores do terminal não correm risco de se machucarem.

Segurança também preocupa

 A falta de segurança no Terminal Rita Maria é apontada por usuários, lojistas e Deter como um dos principais problemas no local. Com uma área de mais de 15 mil metros quadrados, apenas dois vigilantes cuidam da segurança durante a madrugada, das 19h às 7h.
De dia, um vigilante fica no estacionamento. De acordo com o gerente do Deter, Nildo Teixeira, não se vê policial fardado dentro do Rita Maria: — Não adianta tapar o sol com a peneira, pois segurança aqui realmente não existe — lamenta.

Ele explica que há um uma companhia da Polícia Militar no anexo do terminal, mas não há apoio na segurança para os usuários. O taxista Jurandir Acelino, 59 anos, também afirma que não há policiamento. — A segurança aqui é problemática. Só vejo PM aos domingos para multar os carros — conta Jurandir.

De acordo com o comandante da área central de Florianópolis da Polícia Militar, tenente Vieira, cinco policiais fazem a ronda preventiva. À noite, são mais dois que cuidam da segurança no terminal: — Em um ano, somente duas ocorrências criminais foram registradas no Rita Maria. Aqui não há mais concentração de pedintes e moradores de rua, que usavam os espaços para dormir. Para mim, o terminal é quase uma fortaleza — diz.

Segundo piso em melhores condições

 As lojas do segundo piso do Rita Maria pouco se parecem com os estabelecimentos que ocupam o andar de baixo. Se no andar térreo, a reclamação de quem trabalha diariamente no local é, principalmente, quanto às goteiras, no piso superior a vendedora Mari Pereira, 30 anos, diz que nem sabia que a rodoviária tinha esse problema: — Aqui em cima não tem goteira.

O segundo piso, que, ao contrário das outras lojas da rodoviária, está decorado com enfeites de Natal, é preparado para receber duas plataformas elevatórias para garantir acessibilidade. Elas já foram compradas e devem estar funcionando a partir do dia 15. Os equipamentos foram adquiridos por causa das salas que vão abrigar órgão públicos. Após essa transferência, 20 mil pessoas devem circular diariamente pelo terminal.