sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

STS investe R$ 1 mi em sistema Deep Red

O consórcio STS investiu R$ 1 milhão na solução de sistemas de transporte coletivo Safe Bus, da porto-alegrense Deep Red.

Inaugurado nesta quinta-feira, 09, o projeto envolve soluções de software e hardware, ambas desenvolvidas pela empresa gaúcha. O objetivo é oferecer um monitoramento completo sobre os 496 ônibus da frota, na Zona Sul da capital.

Atualmente, 150 veículos estão equipados.

Segundo o gerente executivo do consórcio, Antônio Lovatto, não existe no Brasil uma solução com tantos parâmetros quanto a implantada no STS.

“Temos condições de saber desde atrasos até o tempo em que a embreagem ficou pressionada”, diz Lovatto.
Equipados com sensores de telemetria, GPS e GPRS, os ônibus enviam à central um relatório completo, monitorado por 14 operadores.

Em máquinas equipadas com duas telas, os controladores têm acesso à velocidade dos veículos, tempo de atraso entre paradas, trajeto percorrido, aceleração, consumo de combustível e outras informações.
As informações são exibidas em um mapa analítico com interface similar ao Google Maps e um sintético, em que as informações de vários veículos são exibidas ao mesmo tempo.

Nos testes, infrações como mudança da rota, ultrapassagens proibidas realizadas fora de corredores de ônibus e a velocidade acima da permitida foram detectadas.

“Cada vez que observamos algum problema, avisamos os motoristas”, explica Lovatto. O alerta pode ser sonoro, através de LEDs (luzes que acendem no painel) ou menagem de texto.

Um computador de bordo reúne as informações, que são enviadas à central a cada 10 segundos.

“Os veículos incluem também um botão de pânico, para questões de segurança ou outros problemas. Caso seja necessário um resgate do ônibus por falha mecânica, um socorro médico ou mesmo se houver um assalto, teremos condições de chegar lá mais rapidamente”, destaca o presidente do STS, Régis Born.

Mais informações para clientes

“Clientes do transporte coletivo já são beneficiados”, diz Adriano Rodenbusch, diretor de TI da Deep Red. “Mas poderão ser mais ainda, no futuro”, adianta.

Dados como integração com outras rotas que passam por um mesmo ponto, tempo restante para chegada de ônibus e previsão de horários poderão ser disponibilizados pela internet, em celular ou mesmo em certas paradas de ônibus.

“Infelizmente aqui no nosso país o público nem sempre colabora com a instalação de equipamentos em paradas de ônibus, mas poderíamos fazer parcerias com pontos estratégicos para os passageiros, como shoppings, universidades ou até estabelecimentos comerciais próximos de paradas”, explica  Rodenbusch.
Em Porto Alegre a UniRitter já tem um painel instalado e em fase de testes.

Parâmetros ajudam na economia

Segundo Anderson Reis, diretor de engenharia da Deep Red, a empresa também ganha – o consumo com diesel, por exemplo, já chegou a cair 17%.

“Esse é um caso extremo, mas em empresas que não fazem qualquer controle se pode esperar até 10% de economia”, disse Reis.

“Tambor de freio, pneu e outras partes do ônibus que exigem manutenção também são menos castigadas em função do monitoramento”, complementa Nilton Maicá, diretor de atendimento e suporte da empresa de TI.
O Safe Bus já roda em 2,9 mil veículos no Brasil.

Além da frota da STS, cuja instalação estará completa em 60 dias, companhias em Pelotas, Rio de Janeiro, São Paulo e Registro (interior de SP), também utilizam a tecnologia.

O custo da operação varia para cada cliente, explicam os executivos.

Formado pelas empresas Trevo, Belém Novo, Viação Teresópolis Cavalhada e Restinga, o consórcio STS realiza uma média de sete mil viagens por dia, passando por 138 terminais na zona sul de Porto Alegre. A média de passageiros por mês é de oito milhões.

Criada há 12 anos, a Deep Red tem 102 colaboradores e trabalha com desenvolvimento de software e hardware. Além de empresas de transporte coletivo, seguradoras, bancos e empresas de crédito fazem parte da carteira de clientes.

Fonte: www.baguete.com.br

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