quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Motorista de ônibus que tombou na Régis Bittencourt diz que foi ‘fechado’

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O motorista do ônibus com 43 passageiros que tombou na madrugada desta quarta-feira (28) na altura do km 549 da Rodovia Régis Bittencourt, no município de Barra do Turvo, interior de São Paulo, e deixou pelo menos quatro pessoas mortas e outras 13 feridas, afirmou à Polícia Rodoviária Federal (PRF) que foi "fechado’"por um caminhão quando ia realizar uma ultrapassagem. Todos as vítimas são passageiros. O tombamento ocorreu numa curva no sentido Paraná, de acordo com informações da PRF e das assessorias de imprensa da Autopista, concessionária que administra o trecho da estrada.

O acidente aconteceu por volta das 5h. O ônibus da Auto Viação Catarinense saiu do Terminal Rodoviário do Tietê, na Zona Norte de São Paulo, e seguia em direção a Florianópolis.
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As vítimas foram levadas para hospitais de cidades da região. Não foram divulgados os nomes dos mortos. Entre os 13 feridos, dois ainda corriam risco de morte e estavam internados em estado grave até o final da manhã desta quarta-feira. Os demais tiveram escoriações e fraturas.

Em nota, a  Auto Viação Catarinense informou que o veículo partiu às 23h15 desta terça-feira (27) do Terminal Rodoviário do Tietê com destino a Florianópolis e sofreu um acidente em Barra do Turvo. " Até o momento não foram determinadas as causas do acidente. Uma equipe da Auto Viação Catarinense já está no local e outros técnicos da empresa estão prestando assistência às famílias", informou a empresa.

A Auto Viação Catarinense disponibilizou quatro linhas telefônicas para atendimento aos familiares dos passageiros: (48) 3271-1018; (48) 3271-1025; (48) 3271-1086; e (48) 3271-1090

Fonte: G1.com

Comil vende primeiro Campione 4.05 para a Costa Sul de Florianópolis

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Comil 4.05 foi entregue na sede da encarroçadora, em Erechim, Rio Grande do Sul. Empresa de Florianópolis, em Santa Catarina, deve também comprar o mais novo ônibus de dois andares da fabricante.

Campione Costa Sul
Primeiro Campione HD 4.05,com 04 eixos, da nova geração, foi entregue em 27 de dezembro, à empresa Costa Sul, de Santa Catarina

Um ônibus diferenciado pelo seu porte, robustez e design moderno. Assim pode ser considerado o modelo da Comil, Campione HD 4.05, da encarroçadora de Erechim, no Rio Grande do Sul.
E o primeiro veículo desta nova geração do modelo foi entregue nesta terça-feira, dia 27 de dezembro de 2011, na sede da fabricante, para a empresa Costa Sul Transportes e Turismo, de Santa Catarina, também na região Sul do País.

A Costa Sul faz serviços de turismo nacional e internacional e, em Florianópolis, possui uma frota de cinco ônibus para este tipo de rotas, que foi reforçada com a aquisição.

O dono da empresa, Andrei Coelho Schmidt, foi buscar pessoalmente o ônibus.

Em comunicado, divulgado pela Comil, o dono de empresa de ônibus, disse que possui um modelo HD, de geração anterior, e que o veículo é extremamente confiável.

“Já possuímos um Campione HD e estamos extremamente satisfeitos, pois trata-se de um carro robusto e que nunca apresentou problemas”, destaca Schmidt.

O representante da Comil em Santa Catarina e região, João Busatta, que também esteve na entrega do ônibus, disse que a parceria entre a encarroçadora e a transportadora vem desde 2006, quando a Costa Sul comprou, à época, um Campione 3.65, primeiro veículo zero quilômetro adquirido pela companhia de Santa Catarina.

O dono da Costa Sul, Andrei Coelho Schmidt, adiantou que entre julho e agosto de 2012, pretende comprar um modelo Comil Campione DD, Double Decker, de dois andares, inédito da encarroçadora gaúcha, que deve ser lançado no início de 2012 comercialmente.

O modelo Campione HD 4.05 para a Costa Sul foi encarroçado sobre chassis da Volvo, com quatro eixos.

O veículo possui mesas, uma delas de jogos, sanitário, cafeteira e forno elétrico para maior conforto dos passageiros.

A configuração HD consiste no salão de passageiros ficar num nível superior ao do embarque e do motorista.

Isso permite mais lugares no veículo, mais conforto, tanto para passageiros como para funcionários, além de bagageiros maiores, com capacidade de carga superior.
O ônibus da Costa Sul já tem 03 viagens programadas para o Chile. Pela distância, o trajeto só é possível feito por ônibus confortáveis e de alta potência, a combinação entre este modelo de carroceria da Comil e de chassi da Volvo.

O Volvo B 420 R, 8 x 2, rende até 420 cavalos de potência, de 12 litros, e alto torque. O motor é de 12 litros e o veículo possui caixa de câmbio automática inteligente I-Shift. Segundo a Volvo, o veículo é até 500 quilos mais leve, o que se traduz em maior rentabilidade já que o motor é melhor aproveitado e em vez de carregar muito peso de estrutura, pode desenvolver mais velocidade e tracionar pesos mais elevados, sem fazer tanta força,o que também significa menos desgaste de peças e menor consumo de combustível.

Fonte: AdamoBazani, Blog Ponto de Ônibus

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Produção de carroceria de ônibus deve recuar em 2012

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A produção da indústria fabricante de carroçarias de ônibus deve recuar entre 7% e 10% em 2012 em relação a este ano, segundo dados divulgados há pouco pelo Simefre (Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários). 

A expectativa é que as vendas no mercado interno recuem entre 6% e 8%, mas as externas cresçam entre 8% e 10%, caso o dólar médio fique entre R$ 1,70 e R$ 1,75, estima a entidade. 

O Simefre estima que o setor encerrará 2011 com uma produção entre 35 e 35,6 mil unidades, número 8,3% superior ao de 2010. Desse total, cerca de 31 mil unidades serão destinadas ao mercado interno. 

A entidade ressalta que as previsões para 2012 só se concretizarão caso do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprove o Finame Verde, linha de crédito especial para ônibus fabricados de acordo com as normas do Euro V, de emissões. Caso contrário, o recuo pode ser ainda maior. 

Com informação da Ag. Estado

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Marcopolo deve criar parceria com a Caio Induscar

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A Marcopolo fechou um memorando de entendimentos para analisar a constituição de uma joint venture com a Twice Investimentos e Participações, empresa formada pelos principais acionistas da Caio Induscar.

A partir da assinatura do acordo, realizada pela Syncroparts Comércio e Distribuição - subsidiária da Marcopolo -, as partes terão até 45 dias para concluir os estudos e avaliar a viabilidade da criação da parceria.

Segundo o comunicado divulgado nesta terça-feira (22/11), o objetivo da joint venture será a fabricação de peças e acessórios utilizados em carrocerias para ônibus focados no mercado interno.

Além da produção de carrocerias específicas para o mercado externo.

"O plano a ser desenvolvido no período irá estabelecer quais peças e componentes serão produzidos, assim como o local onde a empresa será estabelecida", informa a nota da Marcopolo.

A ideia é que a nova empresa atue com completa independência de Marcopolo e Caio Induscar, com design e marca próprios.

Leia o comunicado abaixo.

A Marcopolo S.A. (BM&FBovespa: POMO3, POMO4), informa que, por meio de sua controlada Syncroparts Comércio e Distribuição de Peças Ltda, foi assinado, no dia 21 de novembro de 2011, memorando de entendimentos (MOU), não vinculativo, para iniciar os estudos para a constituição de uma joint venture com a Twice Investimentos e Participações Ltda, formada pelos principais acionistas da Caio Induscar Indústria e Comércio de Carrocerias Ltda.

O objetivo da joint venture, a ser constituída em uma base paritária, será a fabricação, para o mercado interno, de peças e acessórios utilizados em carrocerias para ônibus, bem como a produção de carrocerias específicas para o mercado externo. Destaca-se que a nova empresa deverá atuar com completa independência das partes, inclusive seus produtos deverão ter design e marca próprios.

A partir da assinatura do MOU, as partes terão até 45 dias para concluir os estudos e avaliar a viabilidade da criação da joint venture. O plano a ser desenvolvido no período irá estabelecer quais peças e componentes serão produzidos, assim como o local onde a empresa será estabelecida.

Caxias do Sul, RS, 22 de novembro de 2011.
Carlos Zignani
Diretor de Relações com Investidores MARCOPOLO S.A.

Com informações do Brasil Economico

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Divulgada imagens dos novos DD e LD da Comil

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As imagens dos novos ônibus altos da encarroçadora gaúcha Comil, vem surpreendendo todos. Passageiros, motoristas e admiradores de ônibus, começam a comentar sobre a novidade divulgada nesta manhã no site Ônibus Brasil. Os novos ônibus, ainda não estão sendo divulgados no site da encarroçadora, o que poderá ocorrer em breve.

A versão HD (cinza) e DD (vermelha) chama atenção pelo design moderno. Ainda sem expecificações técnicas, a espectativa é que a Comil, divulgue em breve dados sobre as novidades.

Com o aquecimento do mercado de turismo e fretamento, bem como a renovação de parte da frota de muitas empresas que operam linhas interestaduais, a entrada dos modelos LD e DD da Comil, devem contribuir bastante para a concorrência entre os fabricantes de ônibus deste segmento, neste caso Comil e Marcopolo, uma vez que a Busscar que possui modelos Double Deck, ainda tenta de recuperar de uma crise.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

CONSÓRCIO SOROCABA VAI CONTRIBUIR PARA REDUÇÃO DA IDADE DA FROTA PARA 2,33 ANOS

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Mais micro-ônibus para transporte especial de pessoas com limitações de movimento, toda frota acessível para quem precisa se cadeira de rodas ou possui alguma outra dificuldade, ônibus com motores eletrônicos e até os modernos veículos urbanos de 15 metros de comprimento, com três eixos,q eu transportam mais passageiros que um veículo convencional, ocupando proporcionalmente um espaço menor na via.
Esse é o cenário desenhado e prometido para o lote 01 de ônibus municipais de Sorocaba, no interior de São Paulo.
O lote 01 sofre problemas desde 2008.
As linhas eram operadas pela TCS – Transporte Coletivo Sorocaba, do empresário René Gomes de Sousa.
Enfrentando problemas financeiros e legais, a empresa não depositava os direitos trabalhistas dos funcionários, a qualidade dos serviços da TCS começou a ser prejudicada. Além disso, por questão contratual, uma empresa com estes débitos não tinha condições de prestar serviços públicos.
A Prefeitura então em julho de 2008 decidiu fazer uma intervenção nas linhas da companhia.
Foram contratas emergencialmente quatro viações para prestarem serviços nas 44 linhas: 43 alimentadoras e uma expressa.
Junidái, São João, Rosa e Reunidas Paulista operaram o lote até a realização da licitação, que foi tumultuada.
A Expresso Santa Paula, do Espírito Santo, apresentou a melhor proposta no primeiro certame. Melhor proposta só no papel, porque a comissão de licitação constatou que na prática, a empresa não tinha condições de cumprir o descrito oferta.
Nova fase do certame foi feita.
Entre três consórcios concorrentes, foi considerado vencedor o Consórcio Sorocaba, formado pela CS Brasil (empresa que engloba uma das maiores transportadoras de São Paulo, a Júlio Simões) e Metropolitana, companhia do Recife.
O Consórcio Sorocaba Transportes, o nome é quase igual, mas não é o mesmo, formado por Jundiá, Roda e São João contestou a vitória da Júlio Simões e da Metropolitana na Justiça.
A contestação ainda é analisada pelo poder judiciário, que chegou a suspender o resultado da licitação, mas depois a liminar foi cassada.
Por conta desse trâmite jurídico, o prazo para o Consórcio Sorocaba colocar os primeiros ônibus novos nas ruas passou de 17 de setembro para 30 de dezembro.
Mesmo assim, as empresas Júlio Simões e Metropolitana compraram parte dos ônibus, apresentados nesta quarta-feira. Os veículos vão começar a operar nesta segunda-feira, dia 31 de outubro.
São 41 ônibus, a maioria da encarroçadora Comil, do tipo convencional. O número de micro-ônibus para transporte especial, com áreas maiores e mais confortáveis para cadeira de rodas sobe de 07 para 09 veículos.
Inicialmente, serão 15 linhas contempladas com os novos ônibus do Consórcio Sorocaba, que vai receber R$ 463 milhões para operar por oito anos.
No total, o Consórcio vai colocar nas ruas 179 ônibus zero quilômetro, todos com acessibilidade, espaço para cadeira de rodas, cão guia, balaústres em relevo para portadores de limitações visuais, sinais de parada especiais para avisar ao motorista que um portador de deficiência vai desembarcar e motores eletrônicos.
De acordo com a Urbes – Trânsito e Transportes, empresa da prefeitura que gerencia o setor, com a entrada dos 179 ônibus novos do Consórcio Sorocaba, a idade média da frota da cidade vai cair para 2,33 anos.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

LINHAS QUE DEVEM SER CONTEMPLADAS INICIALMENTE COM 41 ÔNIBUS NOVOS DO CONSÓRCIO SOROCABA:

02
Brasilândia
16
Angélica/Botucatu
20
Carol
23
Industrial/Dois Corações
24 e 25
Guadalupe e Itavuvu
39
Aldeia dos Laranjais
39/1
Esmeralda/Portal do Itavuvu
45
Retiro São João
46
Paineiras
50
Hungarês
54
Paes de Linhares
58/1
Vitória Régia/Sorocaba Park
61
Iporanga
70
Nova Horizonte

Fonte: blog ponto de ônibus

BUSSCAR: BENS DA ENCARROÇADORA DEVEM IR A LEILÃO EM 45 DIAS

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O juiz da 4ª. Vara do Trabalho de Joinville (SC), Nivaldo Stankiewicz, determinou a realização de leilão no prazo de 45 dias do terreno localizado na rua Otto Pfuetzenreuter, e das edificações, máquinas e equipamentos do complexo fabril da Busscar Ônibus, e mais quatro imóveis – dois em São Francisco do Sul e dois em Joinville. Antes bloqueados, ou indisponíveis, para garantir o pagamento de salários atrasados a milhares de trabalhadores da encarroçadora de ônibus, agora os bens foram efetivamente penhorados pela Justiça para venda em leilão. Os oficiais de Justiça tem até 10 dias para as devidas notificações. Conforme consta nos autos do processo 922-10-2011.5.12.0030, os bens que receberam a proposta oficial da Caio/Induscar, tinham avaliação de pouco mais de R$ 100 milhões, e que agora serão reavaliados por Oficial de Justiça Avaliador na própria Vara do Trabalho, conforme determina o magistrado em sua decisão.

Ao mesmo tempo continuam as diligencias da Justiça por todo o país, e vários novos imóveis estão sendo indisponibilizados e penhorados, com indicação para execução e leilão. O Sindicato dos Mecânicos acredita que o processo avança para a fase final, mesmo com várias manobras da Busscar para impedir a chegada dos leilões. “Estamos confiantes de que a justiça será feita com os milhares de abandonados e lesados pela empresa. O cerca se fecha a cada dia mais, o Juiz já marcou e determinou os procedimentos para o leilão, para arrecadar os valores necessários ao pagamento dos 18 meses de salários atrasados, já chegando ao 19º. mês, mais outros débitos. Estamos acompanhando o processo de perto, e esperamos que a empresa não surja com mais manobras para cumprir com seus deveres”, afirma o presidente João Bruggmann. Ainda segundo Bruggmann, além da Caio/Induscar que apresentou a primeira proposta oficial, indeferida por não ser o momento adequado conforme o Juiz, várias outras empresas devem se habilitar ao leilão.

“Agora vamos ver o quanto valem realmente os bens divulgados, já que a empresa se manifestou contestando o valor aproximado de R$ 90 milhões, achando que valem mais. Ora, se os valores constam do balanço, e deveriam estar corretos, afinal é documento que se entrega à credores, bancos e até Receita Federal, alguém vai ter de se explicar um pouco mais do que já precisa. Mas o que vale para os trabalhadores é, ao final, receber o que lhes é devido, e se possível que novos investidores retomem a produção, com empregos e renda para a nossa cidade”, destaca João Bruggmann.

Salvador Neto, assessoria de imprensa do Sindicato dos mecânicos de Joinville
Fonte: blog ponto de ônibus

domingo, 25 de setembro de 2011

City Rio é considerado ônibus pirata pela Prefeitura

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FOTO: RODRIGO SALLES - DIVULGAÇÃO


Eles se parecem com os ônibus panorâmicos de dois andares usados em cidades turísticas mundo afora, mas não são. Há sete dias, ônibus adaptados - com parte da carroceria removida para que os bancos fiquem ao ar livre - começaram a circular pelo Rio, oferecendo passeios turísticos da Barra ao Centro, passando por bairros da Zona Sul, a R$ 30 por pessoa. Vermelhos e chamativos como os tradicionais Sightseeing Tours do Reino Unido, atraíam centenas de turistas. Até sexta-feira. Segundo a prefeitura, o serviço é irregular. Por isso, determinou o recolhimento dos veículos. Um deles foi lacrado quando estava parado na Avenida Niemeyer, em São Conrado.

Segundo o secretário municipal de Turismo e presidente da Riotur, Antônio Pedro Figueira de Mello, o serviço era irregular por pegar passageiros no caminho, sem autorização municipal.

- Se estivessem oferecendo fretamento, tudo bem. São credenciados para isso. Mas vi passageiro entrando no caminho e pagando passagem. Isso é linha circular. Mandamos apreender os ônibus - explicou.

Anunciado na internet, o circuito funcionava em oito horários, de terça-feira a domingo e às segunda-feiras que coincidiam com feriados. O ponto de partida era a Rua Aquarela do Brasil, em São Conrado. Por telefone, atendentes da empresa informavam na sexta-feira que oito ônibus faziam o circuito de três horas e meia, passando por pontos turísticos como Pão de Açúcar, Corcovado, Igreja da Candelária e Arcos da Lapa.

A agência de turismo City Rio operava o circuito com veículos da transportadora Breda. Ambas funcionam no mesmo endereço, na Penha Circular, de acordo com os sites das empresas. As duas companhias pertencem ao mesmo grupo, segundo explicou o diretor-superintendente, Álvaro Lopes. Ele alega que o serviço é oferecido pela agência e, por isso, teria prerrogativa do Ministério do Turismo para operar, não precisando de autorização municipal.

- É uma operação legítima e um bom serviço para a cidade. Mas se a prefeitura acha que tem algo a legalizar, poderia conversar - afirmou.

Em nota, o Ministério do Turismo informou que autoriza as empresas a funcionarem apenas como transportadoras turísticas e que cabe às prefeituras autorizar agências de turismo a utilizar pontos de ônibus.

Já a Secretaria municipal de Transportes informou que o ônibus foi lacrado porque a empresa alterou suas características sem a devida autorização. Informou ainda que o motorista teria confirmado a fiscais a realização de roteiro turístico com hóspedes de hotéis da Zona Sul.

Segundo o secretário municipal de Turismo, a prefeitura teria sido procurada pela Breda em 2009 para renovar uma licença de dez anos para oferecer passeios turísticos. Mas o município não aceitou.

- Usavam ônibus comum, todo decorado com propaganda de refrigerante. Quiseram renovar com a promessa de melhorar o serviço, mas tiveram dez anos e não o fizeram - diz Antônio Pedro.

A polêmica surge num momento em que a Riotur se prepara para conhecer a empresa vencedora de uma licitação para oferecer passeios turísticos em ônibus de duplo deque, o que deverá acontecer em duas semanas. A ganhadora poderá explorar o serviço por dez anos e terá que pagar à prefeitura uma outorga de R$ 600 mil, além de assumir a operação de todos os postos de informação turística dos aeroportos, da rodoviária e de pontos turísticos, como Corcovado e Pão de Açúcar. A empresa terá ainda que fornecer todos os folhetos turísticos e guias feitos hoje pela Riotur. A CityRio e a Breda se inscreveram na concorrência, mas foram desclassificadas. A informação foi confirmada pelo diretor das duas empresas.

De acordo com o edital de licitação da Riotur, a tarifa limite do novo serviço será de R$ 60 por bilhete diário. Os pontos de parada serão delimitados e sinalizados, e os visitantes poderão usar os coletivos quantas vezes quiserem, dentro do prazo de validade. O novo transporte terá duas linhas, uma fazendo o circuito Barra da Tijuca- Zona Sul e outra realizando o trajeto Zona Sul- Centro. Se o turista optar pelo bilhete com validade de dois dias, ele terá desconto de 50% no segundo dia de passeio.

Fonte: Revista do Ônibus

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

BRT DO RIO DE JANEIRO VAI CUSTAR 4 VEZES MENOS QUE MONOTRILHO DO ABC, VAI TER MAIS QUE O DOBRO DE EXTENSÃO E LEVAR A MESMA QUANTIDADE DE PESSOAS

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Uma forma de transportes modernos, eficientes, acessíveis e responsáveis com o dinheiro público. Assim podem ser considerados os BRTs (Bus Rapid Transit) de fato. São sistemas de ônibus de alta capacidade de passageiros que priorizam o transporte coletivo, com vias específicas segregadas e o pavimento adequado para ônibus, que conseguem agilizar as viagens, diminuindo o tempo de deslocamento, um dos grandes problemas das cidades.

Os BRTs também trazem ganhos ambientais por terem a capacidade de convencer as pessoas a deixarem os carros em casa, por atenderem um número maior de pessoas com menos ônibus e pelo fato de proporcionarem menos desgastes e danos operacionais nos veículos, pode incorporar ônibus mais modernos, confortáveis e ecologicamente amigáveis, como híbridos, totalmente elétricos ou com motores a diesel mesmo, mas de alto rendimento.

O BRT é indicado para ser o principal meio de transportes em médias cidades e em grandes pode-se complementar ao metrô, que transporta demanda maior.

As cidades que optaram pelo BRT em vez de modais intermediários entre o ônibus e o metrô são as que registram obras mais adiantadas e com menores gastos.
É o caso do Rio de Janeiro.

Outro modelo de ônibus que deve prestar serviços no Transoeste. Ônibus são mais modernos e apresentam design diferenciado, maior espaço interno, itens de conforto e acessibilidade, além de contarem com computador de bordo e sistema de monitoramento. Prefeito Eduardo Paes confere a novidade de perto. Foto: Claimar Cerutti

Nesta terça-feira, dia 20 de setembro de 2011, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, apresentou uma estação de BRT.
Trata-se da Estação Novo Leblon que fará parte da linha Transoeste, que deve ligar a Barra da Tijuca a Campo Grande e Santa Cruz.

O Transoeste faz parte das obras do Rio de Janeiro para melhorar a mobilidade e preparar a cidade para os grandes eventos esportivos: a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Além do Transoeste, outros corredores de ônibus rápidos fazem parte dos projetos para mobilidade do Rio: o Transcarioca, Transolímpico e o Transbrasil.

O Transoeste deve ter 39 estações como a Novo Leblon. Pelo fato de o BRT ser de mais fácil implantação, exigindo obras mais simples e menos intervenções, como grande número de desapropriações, o corredor deve ficar pronto já no primeiro semestre de 2012.

A estação traz uma série de inovações para a população ter um transporte mais rápido, eficiente e com mais qualidade e conforto enquanto aguarda a chegada do ônibus.

A Novo Leblon fica na Avenida das Américas. Com 250 metros quadrados, deve receber diariamente 5 mil passageiros (apenas neste ponto de parada).

De acordo com a Prefeitura do Rio de Janeiro, as estações de BRT foram pensadas para também reduzirem os impactos no meio ambiente e aproveitarem melhor os recursos naturais.

Elas possuem um sistema de ventilação natural com captadores eólicos, que aproveitam a energia do vento para refrigeração e outros serviços. Além disso, a luz natural, poupando o uso da artificial durante o dia, tem seu uso maximizado.

Cada estação deve ter entre 06 e 12 catracas, dependendo da demanda que vão receber. Elas vão oferecer o sistema de pré-embarque, uma das características do BRT, que consiste no pagamento da passagem antes de entrar no ônibus. Isso permite que o embarque seja mais rápido e que os ônibus fiquem menos tempo parados nas estações, agilizando a viagem.

A acessibilidade, outro ponto comum no BRT, também é uma das preocupações nas estações do Rio de Janeiro.
O piso da plataforma da estação fica na altura do assoalho do ônibus e cada parada é adaptada para o acesso de cadeira de rodas.

O prefeito pode ver também dois dos modelos de ônibus que devem servir ao sistema. O Neobus Mega BRT e o Marcopolo Viale BRT.

Em comum, os ônibus possuem design moderno, maior espaço interno, tecnologia como computadores de bordo e sistemas de monitoramento, poltronas mais ergonômicas, corredores internos que facilitam a circulação de passageiros e carroceria que oferece maior isolamento acústico, diminuindo o nível de ruído interno e externo.
Eduardo Paes afirmou que pelo ganho de tempo que vai proporcionar, os ônibus já estão sendo chamados de Ligeirões. Para o prefeito, o BRT vai trazer mais qualidade de vida à população:

“É uma mudança de paradigma de como as pessoas se deslocam no Rio de Janeiro. Imaginar que ano que vem teremos essa linha de BRT, ou ‘Ligeirão’ como estão chamando por aí, com 60 km, é uma mudança completa nos próximos 4, 5 anos. A gente vai mudar a qualidade de vida do carioca”, disse o chefe do executivo.

De acordo com a Prefeitura, o Transoeste deverá ter 56 quilômetros de extensão. Apesar de o trecho ser bastante longo, o custo foi considerado baixo: R$ 880 milhões para as obras. Devem ser transportadas 220 mil pessoas por dia.

Para se ter uma idéia, monotrilho entre o São Bernardo do Campo e a Estação Tamaduateí, em São Paulo, que deve atender o mesmo número de passageiros por dia, só que em cerca de 20 quilômetros, vai custar R$ 3,6 bilhões e deve demorar no mínimo três anos para ficar pronto.

A estimativa de demanda e custo do monotrilho do ABC foi divulgada pelo Diário da CPTM, blog de notícias da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Porto Alegre amplia frota de ônibus na linha turismo

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Será assinado, hoje (13/09), o contrato de compra de dois novos ônibus de dois andares para a frota do city tour Linha Turismo. Este é o primeiro investimento feito para ampliar a frota de veículos desde que o serviço de city tour foi criado, em 2003. A licitação foi realizada pela Carris, empresa pública de transporte urbano da capital gaúcha, a partir de convênio firmado no início de agosto com a Secretaria Municipal de Turismo (SMTur). Os novos ônibus deverão ser entregues pela empresa vencedora da licitação, a Marcopolo, de Caxias do Sul (RS), até fevereiro de 2012.

Os novos veículos seguirão o modelo do que opera hoje o city tour, com algumas inovações -como sistema informatizado de áudio, transmissão de informações turísticas em quatro idiomas e climatização. Os ônibus terão dois andares, sendo o superior aberto, e contará com circuito interno de TV, rampa de acesso para cadeirantes, janelas panorâmicas no piso inferior e capacidade para 74 passageiros.

Com mais veículos, além de atender à demanda reprimida pelo Linha Turismo, a SMTur estuda inovações para qualificar o serviço. Entre elas, incluir pontos de parada para os ônibus durante os passeios turísticos e ampliar a oferta de horários do city tour. Além de mais ônibus, está em andamento a implantação de um sistema informatizado de bilhetagem, com reserva on line de lugares e pagamento eletrônico das passagens por meio de uma página Web ou nos terminais de autoatendimento que serão instalados nos Centros de Informação Turística.

O investimento, de R$ 1, 4 milhão, é autossustentado - 50% do valor será pago com recursos do fundo de reserva criado com a receita gerada pelo city tour nos últimos três anos; a outra metade será financiada e paga com a mesma fonte de recursos.

Com informações do Mercado e Eventos

domingo, 11 de setembro de 2011

Curitiba terá linha especial de ônibus para 2014

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Curitiba terá o Circular Copa, uma linha especial de transporte coletivo para atender a região central da cidade durante os 30 dias da Copa do Mundo 2014. O Circular Copa faz parte do Plano de Mobilidade Urbana de Curitiba que está sendo preparado pela Prefeitura para atender as recomendações da Federação Internacional de Futebol (Fifa) e as necessidades dos torcedores e da população durante o Mundial.

Uma prévia do plano e das operações de trânsito planejadas para a cidade foi apresentada em Belo Horizonte, em agosto, por um grupo de técnicos da Assessoria Especial da Copa, Urbs, Diretran e Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) que participaram do Seminário Técnico de Transportes e Tráfego, organizado pela Fifa. Esse grupo é responsável pelo Plano de Mobilidade que será avaliado pela Fifa.

A linha Circular Copa será uma linha especial no período da Copa do Mundo, atendendo a região central e as imediações do estádio Joaquim Américo (Arena da Baixada). Como a maioria dos hotéis fica na região central, consequentemente o torcedor hospedado em algum hotel na área central terá como opção, além de outras linhas da rede de transporte, o Circular Copa.

Em Curitiba, nos dias de jogos, cerca de 37 mil torcedores chegarão perto da Arena da Baixada usando transporte coletivo. A medida atende a um dos requisitos da Fifa. “Curitiba precisará de poucos ajustes, pois a experiência prática da cidade com o assunto casa perfeitamente com as determinações da Fifa”, destaca a engenheira Susana Lins da Costa, do Ippuc, responsável técnica pelo projeto.

Nos dias de jogos, a Prefeitura também reforçará a linha direta Aeroporto, que fará atendimento especial na Rodoferroviária e no estádio. O mesmo acontecerá com a linha Aeroporto Executivo. Os passageiros que saírem do aeroporto direto para o estádio poderão usar qualquer uma dessas linhas. Quem usar a linha direta Aeroporto vai desembarcar numa estação mais perto possível do estádio. O Executivo também terá essa extensão. “São detalhes que estão sendo avaliados pelas equipes da Urbs e do Ippuc”, diz Susana.

A equipe técnica também está mapeando as alternativas de acesso ao estádio via transporte coletivo. Esse mapa deverá ser estudado junto com as áreas de bloqueios de trânsito que serão aprovadas pela Fifa. São delimitados três perímetros para bloqueio em dias de jogos: de veículos credenciados pela Fifa, de segurança e do estádio.

A Urbs reforçará também as linhas que atendem a região do estádio, principalmente os expressos do eixo Norte/Sul e Boqueirão, pois o torcedor será direcionado a utilizar as estações Praça Osvaldo Cruz, distante aproximadamente 690 metros do estádio, e as estações Getúlio Vargas, distante 1.100 metros da Arena da Baixada.

Em todos os pontos de desembarque que dão acesso ao estádio as ruas serão bloqueadas ao trânsito de veículos, e o Ippuc desenvolverá um projeto urbanístico diferenciado que dará mais segurança e conforto à circulação dos pedestres. Um desses projetos ligará as ruas Buenos Aires e Pateur à caneleta de ônibus expresso da avenida Sete de Setembro; e a rua Engenheiros Rebouças e a avenida Getúlio Vargas à canaleta da Marechal Floriano Peixoto.

“Devido à proximidade da rede hoteleira (45% dos hotéia estão no entorno da Arena da Baixada), acreditamos que a maioria das pessoas optará pelo deslocamento a pé, devido as facilidades que a cidade proporcionará em termos de segurança, tais como a colocação de câmaras no entorno do estádio e nas principais rotas de acesso”, aposta a Guacira Civolani, gestora da área de Operação de Trânsito.

Fonte: Bem Paraná

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

BRT vs. Metro

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Às vésperas de Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, o que era um problema antigo e que se agravava a cada ano, tornou-se mais evidente: a mobilidade do País precisa ser modernizada. É bem verdade que isso deveria já ter sido uma ação independentemente de eventos internacionais, mas é inegável que eles têm se tornado impulsos para que as medidas que não foram tomadas até agora, fossem apressadas.

Afinal, nenhum País quer fazer feio para o mundo diante de acontecimentos que fazem suas sedes se tornarem o centro das atenções.

Mas o momento é de responsabilidade, clamam os especialistas. Isso porque, oportunamente, muitos aproveitam a ocasião para aparecerem diante da população com fins de imagem e eleitoreiros, sem pensar na conseqüência de suas escolhas que podem custar caro no futuro. Mas até o futuro chegar, votos foram dados, “pais e mães das obras foram criados” e muito dinheiro escoado.

Não somente as cidades que vão sediar os jogos, mas outras de grande e pequeno porte até mesmo, discutem quais são os tipos de meios de transportes que podem adotar.

Nem sempre, estes meios apresentados são os mais adequados e compatíveis com a realidade econômica de estados e municípios.

Siglas e nomes não faltam: BRT (Bus Rapid Transit), BRS (Bus Rapid Service), VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), monotrilho são alguns dos mais pronunciados.

A escolha de um modal deve levar vários fatores em consideração: qual a demanda a ser atendida (número de passageiros), tipo de região onde vão operar e a relação custo/benefício: o quanto vão custar para implantação e depois para operação, pois não basta inaugurar obras, elas devem manter servindo, e o quanto vão atender. Será que se a diferença entre um modal e outro for de 10% de capacidade de passageiro, vale a pena pagar uma obra que custe de 5 a 10 vezes mais?

Quem defende o BRT – Bus Rapid Transit, que não se limita a simples operação tradicional de ônibus, mas corredores modernos que permitem melhor acesso dos passageiros ao veículo, pagamento antes do embarque, pontos de ultrapassagem e uso de melhores veículos, garante que o modal é o mais compatível com a situação econômica das cidades e não só isso, mas à necessidade de responsabilidade com os recursos públicos e à urgência de ações. Seja pela proximidade das Copa e das Olimpíadas e seja pelo real risco de as cidades terem sua mobilidade ainda pior, com ruas e avenidas cheias de carros, congestionando o tráfego e também os pulmões, pelo excesso de poluição.

Caio deixou o já consagrado Millennium com linhas mais arredondadas e harmoniosas. Foto: Adamo Bazani

Números vantajosos ao BRT não faltam:

- TEMPO DE DESLOCAMENTO MÉDIO EM 10 QUILÔMETROS, CONSIDERANDO O QUE É GASTO TAMBÉM PARA O ACESSO ATÉ O VEÍCULO E NÃO APENAS SUA VELOCIDADE APÓS O EMBARQUE, QUE É O QUE REALMENTE AS PESSOAS LEVAM PARA SE DESLOCAREM:

METRÔ: 28,6 minutos
VLT – Veículo Leve sobre Trilhos: 34 minutos
ÔNIBUS CONVENCIONAL: 38,4 minutos
BRT – BUS RAPID TRANSIT: 26 minutos

- CUSTO DE IMPLANTAÇÃO POR QUILÔMETRO COM BASE EM DEMANDA DE 150 MIL PESSOAS POR DIA NESTE TRECHO:

METRÔ: R$ 2,1 bilhões
VLT – Veículo Leve sobre Trilhos: R$ 404 milhões
ÔNIBUS CONVENCIONAL: R$ 55 milhões
BRT – Bus Rapid Transit: R$ 111 milhões

- TEMPO DE IMPLANTAÇÃO DE 10 QUILÔMETROS:

METRÔ: 09 anos
VLT – Veículo Leve sobre Trilhos: 7 anos
ÔNIBUS CONVENCIONAL: Utiliza via existente
BRT – Bus Rapid Transit: 2,5 anos.

- CAPACIDADE DE TRANSPORTES POR HORA – VALORES MÁXIMOS.

METRÔ: 80 mil pessoas
VLT – Veículo Leve sobre Trilhos: 48 mil pessoas
ÔNIBUS CONVENCIONAL: 15 mil pessoas, dependendo de variantes como fluidez no tráfego e total de veículos à disposição
BRT : Bus Rapid Transit: 48 mil pessoas.


ATENÇÃO: ESTES DADOS SÃO UMA COMPILAÇÃO DA FUNDAÇÃO CLINTON E DO INSTITUTO JAIME LERNER E FORAM APURADOS POR TÉCNICOS E ENGENHEIROS DO SETOR DE TRANSPORTES

A pergunta de quem defende o BRT é: Por que gastar 4 vezes mais, demorar pelo menos o triplo de tempo, para garantir acesso ao transporte à praticamente o mesmo número de passageiros?

INDÚSTRIA APRESENTA ÔNIBUS INOVADORES:

Busca por uso de veículos maiores, mesmo que não articulados, mostra que a demanda por transportes públicos é grande e deve ser melhor atendida. Foto: Adamo Bazani

Discussões numéricas à parte, já que cada um tem seu argumento, um fato é incontestável: a indústria brasileira de ônibus mostrou que têm capacidade para fazer veículos urbanos de alto nível e que atendam às exigências de um BRT – Bus Rapid Transit e de uma mobilidade mais moderna.

Na Transpúblico 2011, evento que reúne empresas de diversos segmentos do setor de transportes por ônibus, foram apresentadas inovações de chassis, equipamentos, carrocerias e métodos de operação.
Os ônibus não ficam atrás do Metrô no quesito conforto, design, renovação da paisagem urbana e segurança.
No evento foram apresentadas diversas novidades.


Neobus reforça a imagem de sua linha para BRTs , pioneira com a nomenclatura e conceitos para servir corredor segregado. Modelo foi apresentado no início do ano: Foto: Adamo Bazani

A Marcopolo, empresa encarroçadora que atua no País desde 1949, mostrou seu Viale BRT. O único ônibus com configuração que levava a nomenclatura e conceitos de corredor exclusivo até então era o Neobus Mega BRT.
O design do veículo mostrado na Transpúblico chama a atenção, por ser limpo e moderno.

Além de contar com computadores de bordo, novo sistema de ar condicionado, poltronas ergonômicas, câmeras de ré, painel que informa em tempo real mais dados de operação, o conjunto óptico do Marcopolo Viale BRT é considerado inovador. Além de lâmpadas de Led, as luzes sinalizadoras de direção na posição vertical o diferenciam dos outros veículos. Os faróis dianteiros têm luzes dianteiras diurnas, que se acendem automaticamente. É o sistema Daytime Running Light.


Acessibilidade agora faz parte da rotina dos transportes, seja por força de lei ou por maior conscientização. A Comil apresentou o modelo tradiconal, porém renovado, Svelto, com piso baixo. Foto: Adamo Bazani

A Marcopolo garante que o conforto é ampliado pelo maior espaço interno, tanto em relação a altura e a largura.

O gerente de design da Marcopolo, Petras Amaral Santos, conversou com a reportagem do Blog Ponto de ônibus. Segundo ele, o ônibus pode ser um atrativo para estimular o uso do transporte público por quebrar estilos arcaicos e mostrar que o ônibus entra numa nova fase: a de conforto e segurança, sempre aprimorada, mas também à de as pessoas olharem para o veículo e se agradarem esteticamente.

No total (área externa), o Viale tem 2,60 m de largura e 3,560 de altura. O comprimento pode variar de acordo com o chassi. Na versão articulada 6 x 2 (com dois eixos no antes da articulação e após), a carroceria pode varia de 18,75 metros a 21 metros. Na versão 8 X 2 (com dois eixos antes e outros dois depois da articulação), pode chegar a 23 metros de comprimento.


Scania apresentou sua versão já utilizada em Curitiba, de articulados maiores, com 20,3 metros de comprimento. Mercedes Benz deve comercializar no ano que vem um articulado de 23 metros. Foto: Adamo Bazani

A Scania já possui um veículo articulado para configuração maior que os 18 metros, tamanho mais comum para os ônibus desta configuração. A Mercedes Benz, no entanto, lançou os chassis O 500 UDA (piso baixo) e O 500 MDA (piso convencional), com 4 eixos, dois antes da articulação e outros dois depois, sendo o último direcional, ou seja, esterça também. A plataforma pode receber carrocerias de 23 metros de comprimento, sendo uma opção entre os articulados e os biarticulados, estes últimos predominantemente da Volvo, que neste ano apresentou o maior ônibus do mundo, com 28 metros de comprimento.

Além da Marcopolo, outras encarroçadoras apresentaram novidades. A Comil mostrou uma versão de piso baixo do Svelto, tradicional, mas renovado modelo da marca gaúcha. A paulista Caio trouxe a terceira geração do Millenniuum, carroceria já consagrada nos serviços urbanos, mas que agora possui linhas mais arredondadas e harmoniosas.

A Neobus reforçou a apresentação do seu lançamento no início do ano, a versão BRT, que já está em operação em sistemas de alta capacidade, como de Curitiba, o primeiro BRT do mundo e que é considerado modelo para todo o mundo.

No setor de rodoviários, os lançamentos foram mais tímidos. A Irizar mostrou um modelo topo de linha, o PB, com atualizações. A Comil trouxe um Campione que se destaca pelas linhas harmoniosas. A Marcopolo permaneceu com a Geração Sete, que este ano ganhou dois integrantes, o Paradiso 1600 LD, com salão de passageiros elevado, e o Paradiso 1800 DD, de dois andares.

Roma 370 da Mascarello foi um dos destaques de rodoviários. Veículo é novo e traz aplicações mais modernas na área de envidraçamento, sobre o motorista, o que deixa claro seu ambiente de trabalho, e no conjunto de faróis e lanternas, além de oferecer interior luxuoso.. Foto: Adamo Bazani

A Mascarello apresentou o ROMA 370, um ônibus maior do que os da linha da empresa e com inovações funcionais e estéticas, como uma área envidraçada sobre o motorista, clareando seu posto de trabalho mas não permitindo incidência direta do sol, e conjuntos de faróis renovados.

A Transpúblico 201, além de ter sido considerada já no seu primeiro dia um grande palco de negócios e apresentação do que será o futuro próximo do ônibus, também proporcionou uma maior discussão sobre a mobilidade.

O evento vai até esta sexta-feira, dia 26 de agosto, no Expo Center Transamérica, na zona Sul de São Paulo.

Os modelos apresentados não são apenas tendência, já são realidade, mesmo que alguns ainda tenham saído da conclusão do produto. Tendências serão os sistemas, que se forem melhores, poderão receber ônibus ainda mais tecnológicos.

É o que disse o empresário Belarmino de Ascenção Marta, um dos maiores de São Paulo, em entrevista exclusiva ao Blog Ponto de Ônibus.

“Temos ônibus bons e mais modernos. Precisamos de corredores e espaços para eles atenderem à população”, disse Berlamino que começou no setor como costuma dizer “exatamente em março de 1961” e viu desde os mais simples LP 312 da Mercedes Benz, passando pelos ônibus hidráulicos até os eletrônicos.

Ele sabe que operar transportes é muito mais que colocar ônibus nas ruas. É uma ação conjunta de empresários, população e poder público.

E olha que este português, com baixa estatura física e mantendo seu sotaque lusitano, de forma muito simpática com a reportagem do Blog Ponto de Ônibus, tem estrada.

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

DF: DFTrans mostra que há 479 ônibus circulando no DF há mais de 15 anos

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Encontrar ônibus velhos, enferrujados, com bancos soltos e pneus carecas se tornou comum em Brasília. Quem precisa do transporte público reclama da precariedade do sistema, que vai desde os atrasos nos itinerários à falta de segurança imposta pela frota sucateada. Para se ter uma dimensão do problema, de um total de 3 mil ônibus que circulam pelas regiões administrativas, 1.802 tem até 7 anos de fabricação, tempo máximo de uso permitido por lei. Existem 479 ônibus que foram inseridos no sistema há 15 anos. Um levantamento do DFTrans, órgão vinculado à Secretaria de Transportes, identificou também a existência de sete coletivos da Viplan fabricados em 1986, ou seja, que transportam passageiros há 25 anos. Apenas 14%, (446) dos ônibus tem menos de dois anos.

O edital de licitação para seleção das empresas interessadas em operar 900 ônibus para substituição da frota antiga deveria ser lançado amanhã, mas foi barrado pelo Tribunal de Contas da União (TCDF). A equipe técnica apontou falhas no projeto básico e constatou que os dados dos cálculos para a elaboração do contrato estavam defasados. Os conselheiros determinaram a suspensão da licitação e ainda solicitaram que a Secretaria de Transportes faça um estudo técnico que demonstre ser a licitação por frota a mais vantajosa para a administração pública, uma vez que existem outros modelos como a licitação por linha ou região. Outro edital deverá sair em 40 dias.

O secretário de Transportes, José Walter Vazquez Filho, afirmou à reportagem que o objetivo da desistência seria dar mais confiabilidade ao pleito licitatório. “O tribunal acredita que a licitação por bacia (região) é a mais confiável, tanto que deu certo em várias capitais do país, como São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás”, explicou.

Em entrevista ao Correio durante a reinauguração do Posto de Saúde nº 3 do Gama na manhã de ontem, o governador Agnelo Queiroz disse que o Executivo vai exigir licitações para modernizar a frota.

Acidentes

A precariedade do transporte público tem refletido na vida dos brasilienses, mesmo depois de provas de sucateamento como a tragédia da última sexta-feira, quando o acidente com um ônibus matou três pessoas em Sobradinho. Com 16 anos de uso, um coletivo da Condor, empresa de Wagner Canhedo Filho, atingiu outro veículo da viação e um carro de passeio nas proximidades do Balão do Aeroporto, por volta das 7h de ontem. A colisão deixou dois feridos, atrapalhou os mais de 150 passageiros que tentavam chegar ao Plano Piloto e causou um engarrafamento de 10km e mais de três horas. Os dois ônibus estavam lotados. Uma passageira que fazia a viagem em pé acabou caindo e teve de ser socorrida com dores no corpo. Outra mulher, que estava no automóvel, também foi levada pelo Corpo de Bombeiros, fora de perigo.

A reportagem do Correio ainda percorreu as ruas e terminais de Taguatinga e Ceilândia na tarde de ontem. Em duas horas, dois ônibus foram encontrados quebrados: um deles na Avenida Hélio Prates e outro em Taguatinga Centro. Na primeira ocorrência, segundo o motorista Paulo Pereira, 48 anos, houve vazamento de ar e a embreagem falhou. “Foi a minha primeira viagem. O motorista que estava dirigindo antes já tinha me alertado”, contou. O ônibus que fazia a linha Setor O/Samambaia Norte quebrou por volta das 14h40 e, às 16h, ainda não tinha sido retirado da via pelo guincho. “Sempre acontece de um ou outro ônibus quebrar. É problema no freio, no pneu, é tudo. Quando chove é pior ainda”, contou o motorista.

Em Taguatinga Centro, um ônibus da Viação Planeta com menos de dois anos de uso ficou parado por uma hora e meia até a chegada de um técnico. O elevador usado por deficientes físicos em cadeira de rodas tinha descido, mas não levantava mais. Para a doméstica Sandra Pereira de Medeiros, 33 anos, os coletivos mais novos não deveriam apresentar problemas. “Moro em Samambaia e todos os dias eu vejo ônibus quebrados, sem contar que eles andam lotados. É um absurdo”, destacou.

Ferrugem

Em um dos ônibus, nove dos assentos estavam soltos e as ferragens oxidadas. Em outros dois, o teto estava quebrado e os pneus carecas. A maioria dos veículos antigos aparenta estar bem conservado por fora, mas por dentro é motivo de reclamação. “Os empresários só mudaram a capa. Às vezes, dá até para ver o adesivo antigo. Já peguei ônibus em que o motorista teve de descer correndo com extintor na mão porque na parte de baixo estava pegando fogo”, revoltou-se o morador do Riacho Fundo 1, o vendedor Mateus Emerson de Oliveira, 23 anos.

Segundo o diretor do DFTrans, Marco Antônio Campanella, a frota velha, também chamada de excedente, ainda não foi substituída para não gerar transtorno maior para a população. Ele diz que a intenção é de renovar o sistema ainda este ano ou início de 2012, mas que isso depende dos trâmites burocráticos para a realização do processo licitatório. “Vamos organizar o sistema de modo geral, com otimização do serviço. Enquanto isso não ocorre, as vistorias têm sido cada vez mais rigorosas. O nosso núcleo de dívida ativa estava fechado e agora foi reativado. Com isso, as empresas não deixarão de pagar as multas que cometem”, disse.

De janeiro deste ano até o último dia 22, as 18 empresas do sistema acumularam 425 multas por diversas infrações, entre elas, por circular com vistoria vencida. Neste caso, o carro é recolhido pela fiscalização e a empresa recebe uma multa que varia de R$ 540 a R$ 1,8 mil. O DFTrans não tem o valor total das multas aplicadas. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Coletivos do DF (Setransp) informou que a Viplan não tem ônibus com 25 anos de uso circulando pelas cidades e disse não saber o motivo de esses carros estarem no cadastro do DFTrans. Em relação às vistorias, a assessoria da entidade disse que elas são feitas rigorosamente nas datas marcadas.

Radiografia

Frota do Distrito Federal - 3 mil

  • Até 2 anos - 446
  • Até 7 anos - 1.802
  • Até 10 anos - 2.201
  • Com mais de 10 anos - 800
  • Com 15 anos - 479
  • Com 25 anos - 7 ônibus, todos eles da Viplan

Empresas recordistas em multas: (de janeiro a 22 de agosto)

  • Rápido Brasília - 73
  • Viva Brasília - 67
  • Viplan - 57
  • Pioneira - 54
  • Cootarde - 43
  • Satélite - 26
  • Cidade Brasília - 21
  • Planeta - 18
  • Alternativa - 12
  • Condor - 10
  • Coopatran - 10
  • Coopertran - 10
  • Cootransp - 7
  • Lotáxi - 4
  • Veneza - 3
  • Riacho Grande - 3
  • Coobrataete - 1
  • São José - 1

Os dados são do DFTrans/Secretaria de Transporte
Fonte: Rede Integrada de Transportes (eixo Goiânia-DF)

Nova tendência concretizada na TRANSPÚBLICO

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Novo Viale BRT

Uma nova forma de mobilidade, com sistemas mais modernos e eficientes, e veículos com concepções inovadoras em relação à operação, conforto, acessibilidade e segurança, além da preocupação com as normas em respeito ao meio ambiente têm sido a tônica da edição da Transpúblico 201, que começou nesta quarta-feira dia 24 de agosto e vai até sexta-feira, dia 26.

Com olho já nos sistemas de BRTs – Bus Rapid Transit, Corredores de ônibus modernos, que garantem alto atendimento e eficiência operacional, as empresas investem em novidades.

A Mercedes Benz, que recentemente anunciou o sistema Blue Tec 5, para atender às normas de redução de emissão de poluentes, apresentou duas novidades. Tratam-se dos chassis, um para aplicação de fretamento, rodoviário de curta e média distâncias u urbano para operações mais severas e outro para sistemas de alta capacidade urbanos.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

MAN NA METRA: O ÔNIBUS ALEMÃO QUE É O ASSUNTO DO MOMENTO DO SETOR DE TRANSPORTES

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Um veículo diferente do que os usuários de transportes coletivos no Brasil estão acostumados a ver. Essa é a primeira impressão de quem vê o ônibus da MAN, modelo Lions City, alemão, trazido pelo Grupo da Auto Viação ABC, que engloba as empresas Eletra (de fabricação e desenvolvimento de tecnologia elétrica e, conseqüentemente, limpa para veículos) e Metra (operadora do Corredor Metropolitano ABD, que liga São Mateus, na zona Leste da Capital Paulista, ao Jabaquara, na zona Sul de São Paulo, passando pelos municípios de Santo André, Mauá, São Bernardo do Campo e Diadema).

Mas não é apenas o visual robusto e detalhes como a abertura de portas semelhante a do Metrô, só que para o lado externo, que são diferenciais neste veículo.

O grupo trouxe o ônibus para o Brasil há cerca de dois meses com o objetivo de desenvolver no País um veículo mais moderno, diferenciado e tem a intenção de transformá-lo em trólebus. A Eletra já conseguiu transformar dois ônibus articulados nacionais movidos a diesel em ônibus elétricos, com resultados surpreendentes pelo lado positivo. Segundo a empresa, a força de tração dos ônibus, Volvo B 10 M, carroceria Busscar modelo Urbanuss Pluss, aumentou como trólebus em comparação quando ele era movido a diesel.

A empresa diz que o objetivo é agregar conhecimento e valores técnicos e operacionais aos sistemas brasileiros com a “importação” deste ônibus para o Brasil.

Não que a indústria brasileira fique atrás das plantas de outros países. Pelo contrário. Por sua robustez e flexibilidade, atributos exigidos pelas dimensões e características heterogêneas das regiões brasileiras, o ônibus nacional é um dos mais conceituados no mercado externo. Tanto em relação às carrocerias como chassis.

Mas troca de informações e estudos são sempre positivos.

A parte eletrônica e mecânica do MAN A 23 (ou XXNG), que é comercializado em vários países da Europa, apresenta algumas diferenças, como melhor disposição dos equipamentos e facilidade no acesso para manutenção de instrumentos e aparelhos, como do sistema de ar condicionado.

O gigante de pouco mais de 18 metros de comprimento e capacidade para 28 toneladas tem um motorzão que rende 320 cavalos de potência. Mas nem por isso ele é barulhento. Pelo contrário: por conta da modernidade do motor e do bom isolamento acústico, dentro do salão de passageiros se ouve mais o barulho da trepidação da carroceria, aparentemente rígida em relação aos brasileiros, que do próprio motor.

O ônibus é monobloco, ou seja, carroceria, chassi e motor são integrados, formando um bloco só. Prática não mais usada no Brasil desde 1999, quando eram produzidos os últimos Monoblocos Mercedes Benz da série o 400.
Acessibilidade é um dos pontos pensados no ônibus. Ele é todo de biso baixo, deixando o assoalho no mesmo nível das guias de calçada e plataformas de embarque. Só os últimos bancos ficam em posição mais elevada por conta do chassi que tem de ser preparado para receber o motor.

Ainda em relação a acessibilidade, o MAN peca na rampa de acesso para quem precisa de cadeira de rodas ou outro meio para se locomover. O acionamento desta rampa é manual, exigindo que um funcionário saia do seu posto dentro do ônibus ou terminal para ajudar a pessoa com necessidade especial.

Quando esta rampa é levantada pelo funcionário ou mesmo um usuário, automaticamente luzes externas ao lado da porta, que têm adesivos que indicam que é por ela que entram pessoas que necessitam de auxílio, ficam piscando.
Aliás, a questão da comunicação é muito bem pensada no ônibus da MAN Lions City.

Além dos sinais de trânsito universais, o ônibus é cheio de alertas sonoros e painéis que interagem com motorista, passageiros e pessoas externas ao ônibus.

O salão de passageiros possui telas que podem avisar sobre pontos de parada, itinerários, mensagens de segurança, etc. Isso é da configuração do ônibus.

O painel do motorista com computador de bordo possui telas que informa em tempo real dados operacionais, como já ocorre com vários modelos nacionais. De acordo com quem dirigiu este ônibus e outros nacionais, a quantidade de dados disponíveis é maior.

O portador de necessidade especial tem outra vantagem na comunicação. Existem botões distribuídos pelo salão de passageiros para acionamento de parada no ponto. Eles emitem um sinal diferente dos outros botões de parada para a maioria dos passageiros. Isso avisa ao motorista que o próximo a descer merece atenção especial.

Câmera de ré também é item neste ônibus, que na parte frontal superior interna, na altura da caixa do itinerário, têm as imagens transmitidas por um monitor de televisor. Há outros dois monitores que transmitem imagens da porta para o motorista ter controle do acesso.

Os espelhos internos são amplos e auxiliam neste controle.

Os retrovisores possuem dois vidros e têm acionamento elétrico, pelo painel do motorista.

Motorista este que possui todo conforto para trabalhar. Regulagem de altura e inclinação do banco é eletrônica. Ele trabalha isolado dos passageiros, por uma porta de vidro. Esta porta tem um porta objetos amplo para comodidade do condutor, que conta também com ar condicionado com saída individual direcionada.

O ar condiconado para os passageiros é em dutos e os vidros são colados.

A área de envidraçamento é bem ampla, o que permite melhor visibilidade para motorista e usuários, além de oferecer um design limpo ao ônibus, mesmo em cores agressivas.
O modelo que está na Metra é todo pintado de branco.

Os assentos são de plástico, um pouco duros, mas se acomodam bem ao corpo. Destaque para os bancos destinados a pessoas obesas.

Diferentemente de boa parte dos modelos nacionais, cujo o banco para obeso trata-se de uma poltrona convencional, mas sem a divisória para os dois assentos, no MAN, ele tem tamanho específico.

Isso ajuda para que a pessoa com massa corporal maior seja melhor acomodada e não fique “dançando” num banco duplo, e também economiza área interna.

O corredor é largo e permite boa circulação interna.

O ônibus possui quatro portas de acesso para os passageiros. Duas no primeiro carro (antes da articulação) e outras dias no segundo, o que não é novidade para o mercado brasileiro.

O interessante fica por conta do sistema de abertura das portas 2, 3 e 4.

Elas abrem externamente, como se fossem de metrô. Isso requer plataformas e pontos de parada mais seguros e em melhores condições, o que nem sempre é visto nas cidades brasileiras. A vantagem é que todo o vão da porta fica livre, aproveitando espaço interno, e agilizando o embarque e o desembarque.

Outros detalhes técnicos são estudos pelo grupo da Metra e da Eletra. Na configuração em que o, o ônibus não pode circular, sendo necessárias adaptações à legislação brasileira. Mas o intuito é esse, adaptar, estudar o veículo e somar o que há de melhor na indústria nacional (que são muitas coisas) com diferenciais de sistemas de transportes mais tradicionais e com eficiência.

O Corredor ABD sempre foi “pista de testes” para tecnologias novas que proporcionam mais conforto, segurança e principalmente ações para preservação do meio ambiente.

Quando foi inaugurado em 1988, foi o primeiro corredor da região Metropolitana a receber ônibus elétricos. São Paulo tinha trólebus operando desde 1949, de linhas municipais, operadas pela CMTC – Companhia Municipal de Transportes Coletivos, até sua privatização entre 1993 e 1994. Os trólebus continuaram a ser operados por empresas particulares, mas o sistema da Capital que teve já 485 veículos deste tipo, reduziu a frota para cerca de 200, com uma única operadora: a Himalaia Transportes S.A.

No entanto, os serviços eram municipais. Nunca havia sido realizado um serviço de trólebus metropolitano. Com esta característica, o Corredor ABD continua sendo o único a operar ônibus elétricos intermunicipais.

As vantagens dos trólebus são grandes, a principal delas é a poluição zero, sem emissão de gases e materiais particulados. Mas há também a força maior de tração, o melhor aproveitamento de energia (que é a força gerada pelo motor que realmente se transforma em movimento), emissão menor de ruídos, mais conforto na carroceria e acessórios e durabilidade maior.

O corredor é ainda um dos principais investimentos em trólebus do Estado de São Paulo. Enquanto os sistemas de trólebus estavam sendo aposentados ou projetos de revitalização dos serviços não davam certo em outras cidades, a empresa Metra, que ganhou a licitação e começou a operar em 24 de maio de 1997, aproveitou o momento e ajudou a evitar quer ônibus elétricos bons e que teriam condições de servir por muitos anos fossem levados à sucata.

Entre 1986 e 1987, foram produzidos trólebus sobre chassis Volvo B 58, com tração Gevisa, que receberam carroceria Marcopolo, da Geração 4. Os veículos era para o Metrobel, projeto de Belo Horizonte para revitalizar os trólebus na cidade, o que acabou não dando certo.

Os veículos seriam desperdiçados e estavam parados há quase 10 anos, quando a Metra comprou 22 das 40 unidades produzidas. Recebendo prefixos entre 7047 e 7068, os ônibus elétricos rodam até hoje como novos.
O mesmo ocorreu com 24 trólebus modelo de carroceria Marcopolo Geração V, . Eles chegaram a ser usados pela Eletrobus, concessionária da Capital Paulista, um tempo após a privatização da CMTC – Companhia Municipal de Transportes Coletivos.

Esses ônibus elétricos que estavam parados também foram revitalizados pela Metra e são aprovados pelos passageiros.

Surgia também no Corredor ABD a era dos trólebus articulados. Os Marcopolo Torino Geração V, Volvo B 10M, tração Toshiba, de prefixos 8101 a 8110 ofereciam o mesmo conforto dos trólebus convencionais mas para mais gente em uma só viagem.

Ao longo dos 14 anos da Metra, vieram mais veículos elétricos novos, como os Busscar Urbanuss Pluss LF (Low Floor) trazendo para o ABC Paulista de forma inédita trólebus com piso baixo total, não havendo degraus em nenhuma das portas, tornando os veículos acessíveis para todos os públicos e incluindo os portadores de necessidades especiais.

Estes veículos com motor de tração Engesa, monoblocos Busscar, são considerados um dos mais confortáveis pelos passageiros.

Paralelamente a estas aquisições, a Eletra continuava a investir no desenvolvimento de novas tecnologias que tornassem os trólebus mais atraentes para o mercado.

Em 2009, a Eletra conseguiu transformar um Urbanuss Pluss LF, com mais de 10 anos de uso, que tinha sistema de corrente contínua para corrente alternada. Foi o trólebus de prefixo 7301, que ganhou uma adesivação especial
O sistema de corrente alternada oferece várias vantagens aos ônibus elétricos como em economia operacional e desempenho, Mas um dos maiores ganhos é que os trólebus de corrente alternada é que ele pode usar eixo de tração nacional, no caso desta unidade Mercedes Benz O 500 e peças também fabricadas no Brasil, o que barateia a aquisição e a manutenção dos trólebus no Brasil.

A partir de 2008, mais trólebus de corrente alternada, desta vez todos novos, começaram a fazer parte da frota do Corredor ABD. Tratam-se dos Caio Millennium II, Eletra /WEG, chassi O 500 U, da Mercedes Benz.
Além do trólebus, o Corredor ABD também testou e desenvolveu outros ônibus com tecnologia limpa.

Em 1999, colocou o primeiro ônibus elétrico híbrido articulado do mundo em operação comercial. Era um Marcopolo Viale sobre chassi B 10 M.

Em 2007, começava a circular pelo corredor um Marcopolo Gran Viale sobre chassi Scania L 94 movido a etanol, com nova geração de equipamentos, o que possibilitou a redução de 90% da emissão de poluentes em relação ao mesmo modelo a diesel.

No ano de 2008, com o crescimento da demanda de passageiros acentuada, a empresa colocou em operação ônibus Scania Caio Millenium II, chassi K 270 U, de três eixos, com 15 metros de comprimento. Apesar de serem a diesel, os ônibus apresentam vantagens ecológicas pois, por serem maiores,m podem substituir mais ônibus e atender a demanda de pessoas que deixam o carro de passeio, além de terem motores eletrônicos que permitem redução de poluição.

Em 2009, foi apresentado o ônibus a Hidrogênio, que não deixa de ser um híbrido elétrico, mas como combustível, ele recebe células de hidrogênio que por meio de um processo eletro-químico chamado eletrólise, separa o oxigênio do hidrogênio. O hidrogênio pe convertido dentro do ônibus em energia e o subproduto dessa transformação é o vapor d´agua que sai pelo escapamento.

No final de 2010, a Metra e Eletra viram que poderia ser possível colocar mais trólebus nas ruas de maneira sustentável e econômica. O Grupo apostou na conversão dos veículos tradicionais a diesel para trólebus. Além de aproveitar toda a estrutura do ônibus que teria sua vida útil terminada, mas que poderia ser dobrada se fosse trólebus, com as adaptações necessárias, com a conversão, literalmente um veículo poluente foi tirado de circulação. Pois se simplesmente substituísse por um trólebus novo, o veículo diesel seria vendido e poderia estar poluindo em outros locais. A conversão, mesmo com o desenvolvimento e os estudos, que tendem a deixar a primeira unidade com valor superior, acabou sendo mais barata que a compra de um trólebus novo. O veículo que tinha as condições técnicas era o Volvo B 10 M, com carroceria Busscar Urbanuss Pluss.

A empresa Eletra, depois de estudos, começou a trabalhar na primeira unidade em fevereiro de 2011. Foram realizados vários testes dentro da garagem e no corredor. No dia 03 de junho de 2001, o veículo recebeu a documentação do Detran e já no dia 04 de junho de 201, o trólebus prefixo 8150 começou a operar comercialmente.
Os resultados da conversão do trólebus Volvo foram surpreendentes. A força de tração foi um dos principais pontos positivos, bem superior ao imaginado no iniciozinho do projeto.

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

CANTOR DANIEL COMPRA ÔNIBUS DE NOVA GERAÇÃO

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Foto: Divulgação
O cantor Daniel visitou ontem (segunda-feira), em companhia de seu pai, a fábrica da Marcopolo de Ana Rech. Os dois foram recebidos por Paulo Corso, diretor de operações comerciais para o mercado brasileiro, e Leandro Sodré, negociador da área comercial, e conheceram as linhas de produção dos novos modelos da Geração 7, o Paradiso 1800 DD e o Paradiso 1600 LD.

Daniel, que utiliza os ônibus da Marcopolo em suas turnês e shows, esteve em Caxias do Sul para comprar novos veículos. O cantor, que já possui dois Paradiso 1550 LD, adquiriu um Paradiso 1600 LD e outro Paradiso 1800 DD, recentemente lançados.

“Este é o primeiro Double Decker adquirido pelo Daniel e um dos primeiros do novo modelo a serem produzidos e entregues. Estamos muito felizes pela sua escolha, o que demonstra a satisfação com os nossos veículos. Por possuir dois pisos e poder receber configuração especial, quase como uma casa, o Paradiso 1800 DD será utilizado pelo cantor em suas viagens”, explica Paulo Corso.

Com informações da Secco Comunicação

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Goiânia: Frota do Eixo Anhanguera começa a ser substituída em agosto

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A partir de agosto, começam a chegar os novos ônibus que vão substituir a frota do Eixo Anhanguera. Ao total, serão 90 veículos que irão atender a demanda dos usuários e que serão colocados de forma gradativa. “Não vamos esperar chegar todos para colocá-los nas ruas”, explica o presidente da Metrobus, Carlos Maranhão. “Vamos substituindo aos poucos porque os atuais estão velhos, com mais de 13 anos de uso, e os passageiros não podem esperar mais tempo”.

São 30 ônibus biarticulados, com capacidade para 270 passageiros cada um, e 60 articulados, com capacidade para 170 cada que, juntos, custaram quase R$ 90 milhões, recursos da Metrobus. Cada ônibus articulado custou em torno de R$ 840 mil e, o biarticulado, R$1,2 milhão cada. O valor será financiado pela Metrobus para ser pago em cinco anos, com seis meses de carência. A previsão é de que, até o final de novembro, todos os 90 estejam circulando.

A nova frota vai atender a demanda de usuários do eixão que, hoje, supera os 240 mil usuários, por dia, segundo dados da Metrobus, o que corresponde a quase 25% do número de passageiros de todo o sistema de transporte. Hoje a frota atual é composta por 84 ônibus, cada um com capacidade menor de passageiros.

A Metrobus também está fazendo melhorias na pista do Eixo Anhanguera, em parceria com a prefeitura, e a reforma dos terminais. A previsão é de que estas obras sejam concluídas até dezembro deste ano. A empresa vai ainda investir em serviço de qualidade dentro dos terminais. São ações que incluem reforço na vigilância, apoio no embarque e desembarque de passageiros, serviços de limpeza permanente e atendimento de urgência na área da saúde, para casos de acidentes.

Carlos Maranhão adiantou que, na quarta-feira da próxima semana, vai lançar um concurso de pintura dos ônibus do Eixo Anhanguera. A Metrobus vai expor modelos e deixar que os usuários escolham qual o melhor.

Fonte: Rede Integrada de Transporte Coletivo

MAN vence licitação para vender ônibus ao governo federal

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A MAN, que no Brasil fabrica caminhões e ônibus com a marca Volkswagen, anunciou hoje que ganhou concorrência do governo federal para fornecer 2.940 ônibus pelo programa Caminho da Escola. "Esse negócio representa para nós um recorde com tecnologia Euro 3", afirmou Ricardo Arouche, diretor de vendas e marketing da empresa, sem revelar o valor do contrato. O valor de cada ônibus é de cerca de R$ 220 mil. 

O Euro 3 é o nome do modelo atual de motores usados no Brasil, segundo especificações com relação a emissões. A partir de 2012, só poderão ser comercializados no País caminhões e ônibus equipados com motores que seguem a tecnologia Euro 5, com regras mais severas de emissões. 
Foto: Divulgação
FOTO: DIVULGAÇÃO GOVERNO DE FLORES-PI
Segundo Arouche, até o final do ano passado a MAN já havia vendido ao programa Caminho da Escola cerca de 6 mil ônibus e até o final deste ano esse número deve subir para 11 mil. 

O programa Caminho da Escola foi criado em 2007 com o objetivo de renovar a frota de veículos escolares destinada ao transporte diário de alunos da educação básica da rede pública que moram, principalmente, na zona rural. A compra desses veículos é financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

Com informações da AE

Banco pede falência da Busscar

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Se acatada, ação pode atrasar processo trabalhista movido pelo sindicato

Um novo processo pode trazer mais um nó para o já emaranhado caso Busscar. O Banco Fibra S/A – que faz parte do Grupo Vicunha, controlador também da Vicunha Têxtil e da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) – entrou com um pedido de falência da fabricante de carrocerias de Joinville.

O motivo da solicitação é uma dívida que a empresa tem com o banco, avaliada em R$ 3 milhões, valor bem inferior ao acumulado em atraso de pelo menos 15 salários, 13º e férias de cerca de 1,4 mil trabalhadores – que em dezembro de 2010 já era estimado em R$ 30 milhões –, além de acordos feitos com ex-funcionários.

O presidente do Sindicato dos Mecânicos, João Bruggmann, lamentou a notícia. É que, se o juiz da 2ª Vara Cível de Joinville acatar ao pedido do Banco Fibra, o processo que pede o pagamento dos salários movido pela entidade pode ser prejudicado.

“Não queríamos que isso acontecesse, pois pode atrasar o que já está em andamento. A diretoria da empresa nos informou que está tentando um acordo com o banco para reverter a situação, mas também disse que não tem como quitar a dívida”, afirmou.

De acordo com ele, a empresa também disse que continua o processo de venda da Busscar e que a parte mais complicada já foi superada. “Para nós, resta esperar que esta nova ação possa servir como pressão para que resolvam a situação de uma forma mais rápida”, acrescenta Bruggmann.

O Banco Fibra informou, por meio de uma nota, que “não se manifesta sobre processos ou eventuais processos judiciais”. A fabricante de carrocerias também preferiu não comentar o caso.

“Ainda é cedo para avaliar as possíveis consequências. O pedido ainda não foi apreciado pelo juiz”, afirmou a advogada do sindicato, Luiza de Bastiani.

Ela explica que, caso o juiz aceite o pedido do banco, a ação que já está em fase de execução no foro trabalhista pode ser suspensa, o que retardaria o processo.

“Os processos movidos na justiça do trabalho estão caminhando muito bem. Os individuais já estão em fase de execução, mas ninguém está recebendo. Há valores referentes a aluguéis e outras quantias da empresa que estão detidas judicialmente, mas dependemos do encaminhamento do juiz para saber como o valor será usado”, finaliza. 

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Conheça a nova linha de chassis Volkswagen com motores MAN

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Volkswagen 26.330 é o mais novo produto da montadora alemã. O chassi é desenvolvido especialmente para ônibus articulados e vai colocar a marca de forma inédita neste segmento de mercado. O 26.330 tem motor Cummins ISL de 8,9 litros
Quando a Volkswagen Ônibus e Caminhões anunciou oficialmente que foi comprada pela grupo alemão MAN AG, por 1,175 bilhões de euros (R$ 3,78 bilhões), no dia 15 de dezembro de 2008, o mercado começou a especular o que poderia acontecer com os veículos produzidos na planta da Volks para os pesados, em Resende, no Rio de Janeiro.

Inicialmente, houve uma troca de conhecimento entre os técnicos das empresas, mas não houve tanta alteração nos produtos, principalmente nos ônibus.

Mas agora, aproveitando a necessidade de atualizar os motores para seguir as normas mais rígidas de controle de poluição, da sétima fase do Proconve, a P 7, do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores, a Volkswagen/Man oferece o que há muito tempo o mercado vinha especulando.

A partir de 2012, os ônibus da montadora no Brasil, terão de forma inédita os motores genuinamente produzidos pela MAN.

Além dos motores da MAN, continuam a equipar os chassi da Volkswagen os motores Cummins, só que também seguindo as mais rigorosas normas do Proconve P 7.

Em comunicado à imprensa, o presidente da MAN América Latina, Roberto Cortes, disse que a empresa para atender à nova legislação, poderia apenas modificar as linhas de motores. Mas foi além e renovou os motores oferecidos pelo mercado.

“Para atendermos a legislação, bastaria trabalharmos apenas na mudança de motores da linha Volksbus. Fomos além, e desenvolvemos uma linha totalmente renovada, com uma série de evoluções tecnológicas que agregam ainda mais valor a linha Volksbus” – afirmou o executivo.

Foi apresentada nova solução de motores para todas as categorias: micro, minionibus, convencionais urbanos, rodoviários e articulados. A tecnologia será baseada na utilizada na Europa, mas adaptada para as condições brasileiras de uso.

PREOCUPAÇÃO E LEGISLAÇÃO AMBIENTAL:

Para atender à nova legislação que obriga redução de emissão de poluentes, a Volkswagen/Man apresenta dois tipos de tratamento de gases no escape: o SCR – Selective Catalyst Reduction (Redução Catalítica Seletiva) e o EGR – Exhaust Gas Recirculation (Recirculação de Gases de Exaustão).

Os motores MAN D 08 serão fabricados pela MAN Latin América em São Paulo, nas versões de quatro e de seis cilindros e são especialmente desenvolvidos para ônibus, podendo ser usados em 03 dos 08 modelos da linha nova da Volkswagen.

Os Motores MAN D 08 possuem tecnologia EGR – Exhaust Gas Recirculation (Recirculação de Gases de Exaustão). A Volkswagen/MAN garante que os motores possibilitam menos ruído, menor consumo e mais espaço de tempo entre as manutenções.

Também seguindo as normas de poluição do Euro V, Proconve P 7, Além disso, a MAN Latin America usará os motores Cummins ISF e ISL com tecnologia SCR – Selective Catalyst Reduction (Redução Catalítica Seletiva), de quatro e seis cilindros.

Eles também vão equipar chassis de miniônibus, microônibus e também chassis rodoviários e articulados Volksbus.

A iniciativa de oferecer dois tipos de sistemas de redução de poluição é ampliar a opção do mercado, para quem acha conveniente ou não usar o agente de tratamento de gases ARLA 32 (Agente Redutor Líquido Automotivo), com 32% de uréia. “As duas opções de tecnologia Euro 5, a SCR e a EGR, estarão disponíveis em nossa nova linha de produtos. São as melhores opções disponíveis no mercado para as aplicações a que se destinam”, garante Cortes.

O padrão de emissão de poluentes do Euro V, seguido pelo Proconve P7, determina os seguintes níveis de diminuição de alguns elementos presentes no diesel e que são prejudiciais à saúde:

domingo, 17 de julho de 2011

Novidades na Bussmania em Breve...

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Caro leitor, o blog Bussmania informa:

Em breve alterações serão realizadas no layout, rede sociais e endereço do blog.

Atualmente a Bussmania está presente apenas no twitter (twitter.com/cainabranco) e no endereço, www.bussmania.blogspot.com. Passando então a atuar também no Facebook e mudando de blog para site Bussmania.

Aguarde...
Bussmania
De ônibus com você 

Volta Redonda adota aparelhos para deficientes visuais em ônibus

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A palavra é bonita e muito usada nos discursos políticos e em aulas com conteúdo sociológico. Mas há pouca prática., principalmente para os portadores de necessidades especiais para o acesso aos serviços públicos de uma cidade. Já usado em outros municípios, existe um sistema que permite maior independência e segurança para os portadores de limitação visual. Um aparelho no ônibus recebe ondas por rádio freqüência do passageiro com deficiência que está no ponto. O receptor do ônibus avisa o motorista que há uma pessoa com necessidade especial na próxima parada e avisa o passageiro da chegada do veículo, com a linha programada na memória do equipamento. Depois de algumas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, mais uma fluminense adota. Os ônibus de Volta Redonda devem ter o equipamento.
Foto: Blog Ponto de Ônibus
O sistema de aparelhos que ajudam portadores de deficiência visual a usarem ônibus urbanos sem a dependência de pessoas estranhas também será implantado em Volta Redonda, no Rio de Janeiro.

A utilização do aparelho foi proposta por projeto de lei do vereador Luis Carlos da Silva e foi aprovada pelo prefeito Antônio Francisco Beto.

O princípio de funcionamento é bem simples.

O ônibus é dotado de um receptor de ondas de rádio de baixa freqüência. O deficiente visual possui, por sua vez, um emissor destas ondas.

O passageiro programa o número da linha que pretende usar. Quando o ônibus dessa linha está chegando perto, o aparelho do deficiente emite um sinal, num raio de 100 metros, recebido pelo aparelho do ônibus.

O receptor do ônibus avisa o motorista da presença do passageiro com deficiência visual enquanto o emissor recebe o sinal de volta do ônibus alertando sobre a aproximação do veículo.

O objetivo é evitar o constrangimento de toda a vez quer o portador de limitação visual depender de estranhos para se locomover de ônibus, aumentar sua segurança, evitando que pessoas com má intenção se aproveitem da condição destes passageiros, e dar mais liberdade na mobilidade urbana.

O sistema teve como uma das primeiras cidades Jaú, no Interior Paulista. Ribeirão Preto, também no interior de São Paulo anunciou o uso dos aparelhos assim que a licitação fosse concluída.

No Rio de Janeiro, a cidade de Niterói, o sistema foi adotado no mês de maio, a título de testes, na linha 49 que atende as zonas Sul e Norte da cidade.

De acordo com o Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Rio de Janeiro, Seterj, dois mil deficientes audiovisuais usam transporte coletivo em Niterói.

Já em Volta Redonda, onde mais recentemente foi aprovado projeto para uso do aparelho, são 438 pessoas com problemas visuais que usam os ônibus da cidade, de acordo com o Sindpass – Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros. Deste total, 122 têm falta de visão total e 316 deficiência parcial.

O preço para implantar o sistema não pe considerado alto pelo ganho social que ele traz: R$ 600,00 o aparelho receptor e que avisa o motorista dentro do ônibus e R$ 200,00 o custo do aparelho que fuça com o passageiro portador de necessidade especial.

A frota de Volta Redonda é de cerca de 200 ônibus.

Com o desenvolvimento e aprimoramento dos testes, a Prefeitura e as empresas de ônibus acreditam que mais pessoas que portem limitação visual, que hoje não usam o transporte coletivo, possam ser atraídas para o sistema.

E este deve ser o objetivo: inclusão. Derrubar barreiras e permitir que o uso do transporte público seja universal, um serviço para o público em geral, como o próprio nome diz.


Fonte: Blog ponto de ônibus (Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes).