domingo, 13 de fevereiro de 2011

São Paulo já possui 1.200 mil ônibus movidos com Biodiesel

A Secretaria Municipal dos Transportes colocou ontem em circulação 1.200 ônibus movidos a combustíveis menos poluentes. A chamada ecofrota vai ser usada em cerca de 200 linhas que prestam serviço na zona leste. Estima-se que esses veículos emitam 22% menos poluentes na atmosfera, principalmente partículas articuladas (fuligem). 

O número de ônibus que compõem a ecofrota corresponde a cerca de 10% da frota. O Município diz que vai aumentar gradativamente o número de veículos ambientalmente sustentáveis. A Lei de Mudanças Climáticas (2009) prevê que todo o sistema de transporte público deve usar combustível renovável até 2018. 

"É um projeto de modificação da matriz energética da cidade de São Paulo. Queremos acabar com o uso de combustível fóssil (diesel)", disse o secretário Marcelo Cardinale Branco. 

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Os ônibus apresentados são da empresa Viação Itaim Paulista (VIP) e usam o combustível B20 - que mistura 20% de biodiesel ao combustível normal, o diesel. Os veículos terão adesivos com a inscrição "ecofrota" e, em destaque, a matriz energética usada: por exemplo, álcool, 20% de biodiesel ou híbrido (ônibus que também usa energia elétrica quando está mais lento). 


Recursos. A Prefeitura afirma que vai usar o dinheiro arrecadado com as multas por falta de inspeção veicular para subsidiar os combustíveis menos poluentes e o investimento na frota adaptada. Desde dezembro, a fiscalização foi intensificada com o uso dos radares da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) para flagrar os infratores. No entanto, ainda não foi divulgado um balanço das multas aplicadas pelos equipamentos. 

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"Se os recursos das multas forem escassos, e nós esperamos que não haja multa, então vamos complementar com recursos do orçamento para que o programa possa prosseguir", disse o prefeito Gilberto Kassab (DEM). 

Segundo dados da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, todos os anos são registradas 12 mil internações e 875 mortes em decorrência de partículas inaláveis e ozônio. 

Com informações do Estadão

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