terça-feira, 17 de maio de 2011

Trinta e duas viações de ônibus fazem paralisação nesta terça-feira

As viações de ônibus que circulam na capital paulista anunciaram que vão fazer uma paralisação em toda a cidade nesta terça-feira. No total, 32 garagens estão deixando de circular gradualmente e até o final do dia, dos oito mil ônibus, dois mil estarão estacionados.

De acordo com o Sindicato dos Motoristas, a estimativa é de que pelo menos 1,5 milhão de pessoas serão prejudicadas com a paralização. Funcionários do setor de manutenção não estão trabalhando e todos os ônibus que entrarem nas garagens não voltarão mais a circular até às 6h desta quarta-feira.

O sindicato pede reajuste de 6,68%, mais 5% do aumento real, PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de R$ 1,1 mil, vale refeição de R$ 15, nomenclatura de funções de todos os funcionários do setor da manutenção, equiparação salarial com o maior piso, que é o de funileiro, ampliação na quantidade de produtos da cesta básica e um plano de saúde de qualidade.

O setor patronal oferece 5,5 % de aumento e R$ 300 PLR para motoristas e R$ 200 para cobradores.

Nesta quarta-feira haverá uma assembleia às quatro horas da tarde para definir se haverá greve. Caso seja decretado estado de greve, a partir de segunda-feira, dia 23, os funcionários irão paralisar definitivamente.

O sistema de Cooperativos, com vans e micro-ônibus, não participa da ação.

MOTORISTAS E COBRADORES DECIDEM SE GREVE CONTINUA NA QUARTA-FEIRA


Protesto deve tirar 2 mil ônibus do horário de pico em São Paulo
Pelo menos 1,5 milhão de pessoas podem ser prejudicadas diretamente e intervalo entre veículos deve aumentar

Pelo menos doismil ônibus deixariam de prestar serviços no horário de pico. Nesta quarta-feira, motoristas e cobradores realizam assembléia para definerem movimento.

Funcionários do setor de manutenção de pelo menos 32 garagens de ônibus da Capital Paulista realizam desde o meio dia desta terça-feira, dia 17 de maio de 2011, uma paralisação por correção e reajuste salarial.
O protesto deve impedir que pelo menos 2 mil ônibus, que deveriam passar por serviços de abastecimento e manutenção, saiam às ruas da Capital Paulista para reforçarem o atendimento da maior demanda do horário de pico.

A SPTrans reconhece a paralisação e diz que pelo menos 6,1 milhões de pessoas podem ser prejudicadas entre usuários diretos e indiretos.

Os setores de manutenção não devem liberar os ônibus que estavam previstos para saírem no horário de pico e que dependem de revisões e checagens do estado para funcionamento.

Os motoristas e cobradores que entram no turno da tarde devem aderir ao movimento e não vão sair com os ônibus sem condições.

De acordo com o sindicato que representa os trabalhadores em transportes públicos na cidade de São Paulo, a categoria reivindica desde março reajuste salarial e correção pela inflação.

A correção reivindicada leva em cinta os índices inflacionários apurados pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos) entre maio de 2010 e abril deste ano, que acumularam 7,3%. A categoria reivindica participação nos lucros e resultados de R$ 1.100, além de aumento real de 5% e reajuste no valor do vale refeição de R$ 11 para R$ 15.

Ao Ultimo Segundo, o SPUrbanus, sindicato patronal, afirmou que desde o meio dia há regiões que operam com um terço da frota somente.

Os motoristas e cobradores de ônibus também devem parar a exemplo dos funcionários do setor de manutenção. Nesta quarta-feira, dia 18 de maio de 2011, será realizada uma assembléia para definir o movimento.

Fonte: Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes
Com informações: Agência Estado e Último Segundo e eBand

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