sexta-feira, 22 de julho de 2011

Banco pede falência da Busscar


Se acatada, ação pode atrasar processo trabalhista movido pelo sindicato

Um novo processo pode trazer mais um nó para o já emaranhado caso Busscar. O Banco Fibra S/A – que faz parte do Grupo Vicunha, controlador também da Vicunha Têxtil e da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) – entrou com um pedido de falência da fabricante de carrocerias de Joinville.

O motivo da solicitação é uma dívida que a empresa tem com o banco, avaliada em R$ 3 milhões, valor bem inferior ao acumulado em atraso de pelo menos 15 salários, 13º e férias de cerca de 1,4 mil trabalhadores – que em dezembro de 2010 já era estimado em R$ 30 milhões –, além de acordos feitos com ex-funcionários.

O presidente do Sindicato dos Mecânicos, João Bruggmann, lamentou a notícia. É que, se o juiz da 2ª Vara Cível de Joinville acatar ao pedido do Banco Fibra, o processo que pede o pagamento dos salários movido pela entidade pode ser prejudicado.

“Não queríamos que isso acontecesse, pois pode atrasar o que já está em andamento. A diretoria da empresa nos informou que está tentando um acordo com o banco para reverter a situação, mas também disse que não tem como quitar a dívida”, afirmou.

De acordo com ele, a empresa também disse que continua o processo de venda da Busscar e que a parte mais complicada já foi superada. “Para nós, resta esperar que esta nova ação possa servir como pressão para que resolvam a situação de uma forma mais rápida”, acrescenta Bruggmann.

O Banco Fibra informou, por meio de uma nota, que “não se manifesta sobre processos ou eventuais processos judiciais”. A fabricante de carrocerias também preferiu não comentar o caso.

“Ainda é cedo para avaliar as possíveis consequências. O pedido ainda não foi apreciado pelo juiz”, afirmou a advogada do sindicato, Luiza de Bastiani.

Ela explica que, caso o juiz aceite o pedido do banco, a ação que já está em fase de execução no foro trabalhista pode ser suspensa, o que retardaria o processo.

“Os processos movidos na justiça do trabalho estão caminhando muito bem. Os individuais já estão em fase de execução, mas ninguém está recebendo. Há valores referentes a aluguéis e outras quantias da empresa que estão detidas judicialmente, mas dependemos do encaminhamento do juiz para saber como o valor será usado”, finaliza. 

Nenhum comentário: