sexta-feira, 15 de julho de 2011

Volare com 40 mil ônibus quer ampliar liderança nos 13 anos de história

minionibus
Foto: Júlio Soares
O mercado de ônibus está cada vez mais diversificado. É possível encontrar veículos de transporte coletivo quase do mesmo comprimento de carros até o maior ônibus do mundo, que é o brasileiro Mega Bus BRT, de 28 metros de comprimento. Há ônibus baixos, um pouco maiores que vans, e ônibus de quase cinco metros de altura.

A sociedade tem diferentes agentes, diversas atividades econômicas, e a indústria brasileira consegue colocar ônibus para todas elas.

Um dos mercados que cresceu, devido a necessidade de transportar pessoas de forma coletiva, mas ocupando o menor espaço possível nas disputadas ruas das cidades e que também atende a pequenas demandas, mas que necessitam de deslocamento, é o de miniônibus. Veículos que não passam de 9 toneladas.

A Volare, empresa do Grupo Marcopolo, percebeu essa necessidade por ônibus de pequeno porte e se dedicou somente a este segmento. A Marcopolo atende a todas configurações de veículos: micros, convencionais, articulados, de dois andares, em versões urbanas e rodoviárias dependendo da configuração. Os ônibus rodoviários e alguns urbanos e articulados são feitos na sede em Caxias do Sul e a maior parte dos urbanos, em especial do modelo Torino, é feita na sede da Ciferal, no Rio de Janeiro, empresa que tem muita história e que foi comprada pela Marcopolo em 2001.

A produção dos minis foi concentrada na Volare, também no Sul do País.

A Volare comemorou 13 anos em junho com a entrega do minionibus número 40 mil.

A entrega foi feita à empresa Imetame Metalmecânica, de Aracruz, no Espírito Santo, que atua nos setores de Celulose, Papel, Siderurgia e Mineração.

O modelo comemorativo número 40 mil é um W Fly Executivo W9 para transporte de funcionários.

A Volare lançou neste ano o modelo W Fly em modelos diferentes (W 9 e D W 9, versõesUrbano, Executivo e a inédita Limousine ) nos mercados brasileiro e do Restante da América do Sul.

O ônibus de número 40 mil foi uma conquista para a empresa, sem dúvida, mas o número já ficou para trás.

A Volare que tem mais de 50% no mercado de minionibus (de até 9 toneladas) quer mais e prevê um crescimento para este ano de 10%, com vendas próximas a 4500 unidades.

No primeiro semestre de 2011, a Volare já comercializou 1800 ônibus deste pequeno porte, o que significa, pela expectativa de 4500 unidades, que a maioria ainda vem por aí.

O câmbio, com o real valorizado frente ao dólar, e a carga tributária, não permitem um cenário favorável para o mercado de ônibus no exterior. O que vai garantir 2011 como um ano recordista na produção de ônibus é o mercado interno por vários fatores: antecipação de renovação da frota por parte de empresários que querem escapar dos veículos que atendam a nova legislação de redução de emissão de poluentes (Proconve p 7 – Euro V), que devem custar entre 10% e 15% mais caros, licitações regionais, renovações previstas já para este ano, as primeiras movimentações para os eventos esportivos mundiais, como Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016, a licitação de mais de 2 mil linhas interestaduais gerenciadas pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestes), as eleições municipais (quando as renovações ocorrem, mesmo sendo as empresas particulares, para que o agente público tenha um ganho de imagem), entre outras.

Mesmo com este cenário nem tanto favorável para o mercado externo, a Volare prevê que as exportações representem entre 5% e 10% do total produzido.

Apesar de os minionibus serem muito conhecidos pelo transporte escolar, ele tem aplicações urbanas, rurais e de traslados, por exemplo, entre aeroportos e hotéis, o que será um mercado promissor nos anos de eventos internacionais.

Fonte: Blog ponto de ônibus (Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.)

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