domingo, 17 de julho de 2011

Volta Redonda adota aparelhos para deficientes visuais em ônibus

A palavra é bonita e muito usada nos discursos políticos e em aulas com conteúdo sociológico. Mas há pouca prática., principalmente para os portadores de necessidades especiais para o acesso aos serviços públicos de uma cidade. Já usado em outros municípios, existe um sistema que permite maior independência e segurança para os portadores de limitação visual. Um aparelho no ônibus recebe ondas por rádio freqüência do passageiro com deficiência que está no ponto. O receptor do ônibus avisa o motorista que há uma pessoa com necessidade especial na próxima parada e avisa o passageiro da chegada do veículo, com a linha programada na memória do equipamento. Depois de algumas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, mais uma fluminense adota. Os ônibus de Volta Redonda devem ter o equipamento.
Foto: Blog Ponto de Ônibus
O sistema de aparelhos que ajudam portadores de deficiência visual a usarem ônibus urbanos sem a dependência de pessoas estranhas também será implantado em Volta Redonda, no Rio de Janeiro.

A utilização do aparelho foi proposta por projeto de lei do vereador Luis Carlos da Silva e foi aprovada pelo prefeito Antônio Francisco Beto.

O princípio de funcionamento é bem simples.

O ônibus é dotado de um receptor de ondas de rádio de baixa freqüência. O deficiente visual possui, por sua vez, um emissor destas ondas.

O passageiro programa o número da linha que pretende usar. Quando o ônibus dessa linha está chegando perto, o aparelho do deficiente emite um sinal, num raio de 100 metros, recebido pelo aparelho do ônibus.

O receptor do ônibus avisa o motorista da presença do passageiro com deficiência visual enquanto o emissor recebe o sinal de volta do ônibus alertando sobre a aproximação do veículo.

O objetivo é evitar o constrangimento de toda a vez quer o portador de limitação visual depender de estranhos para se locomover de ônibus, aumentar sua segurança, evitando que pessoas com má intenção se aproveitem da condição destes passageiros, e dar mais liberdade na mobilidade urbana.

O sistema teve como uma das primeiras cidades Jaú, no Interior Paulista. Ribeirão Preto, também no interior de São Paulo anunciou o uso dos aparelhos assim que a licitação fosse concluída.

No Rio de Janeiro, a cidade de Niterói, o sistema foi adotado no mês de maio, a título de testes, na linha 49 que atende as zonas Sul e Norte da cidade.

De acordo com o Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Rio de Janeiro, Seterj, dois mil deficientes audiovisuais usam transporte coletivo em Niterói.

Já em Volta Redonda, onde mais recentemente foi aprovado projeto para uso do aparelho, são 438 pessoas com problemas visuais que usam os ônibus da cidade, de acordo com o Sindpass – Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros. Deste total, 122 têm falta de visão total e 316 deficiência parcial.

O preço para implantar o sistema não pe considerado alto pelo ganho social que ele traz: R$ 600,00 o aparelho receptor e que avisa o motorista dentro do ônibus e R$ 200,00 o custo do aparelho que fuça com o passageiro portador de necessidade especial.

A frota de Volta Redonda é de cerca de 200 ônibus.

Com o desenvolvimento e aprimoramento dos testes, a Prefeitura e as empresas de ônibus acreditam que mais pessoas que portem limitação visual, que hoje não usam o transporte coletivo, possam ser atraídas para o sistema.

E este deve ser o objetivo: inclusão. Derrubar barreiras e permitir que o uso do transporte público seja universal, um serviço para o público em geral, como o próprio nome diz.


Fonte: Blog ponto de ônibus (Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes).

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