domingo, 25 de setembro de 2011

City Rio é considerado ônibus pirata pela Prefeitura

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FOTO: RODRIGO SALLES - DIVULGAÇÃO


Eles se parecem com os ônibus panorâmicos de dois andares usados em cidades turísticas mundo afora, mas não são. Há sete dias, ônibus adaptados - com parte da carroceria removida para que os bancos fiquem ao ar livre - começaram a circular pelo Rio, oferecendo passeios turísticos da Barra ao Centro, passando por bairros da Zona Sul, a R$ 30 por pessoa. Vermelhos e chamativos como os tradicionais Sightseeing Tours do Reino Unido, atraíam centenas de turistas. Até sexta-feira. Segundo a prefeitura, o serviço é irregular. Por isso, determinou o recolhimento dos veículos. Um deles foi lacrado quando estava parado na Avenida Niemeyer, em São Conrado.

Segundo o secretário municipal de Turismo e presidente da Riotur, Antônio Pedro Figueira de Mello, o serviço era irregular por pegar passageiros no caminho, sem autorização municipal.

- Se estivessem oferecendo fretamento, tudo bem. São credenciados para isso. Mas vi passageiro entrando no caminho e pagando passagem. Isso é linha circular. Mandamos apreender os ônibus - explicou.

Anunciado na internet, o circuito funcionava em oito horários, de terça-feira a domingo e às segunda-feiras que coincidiam com feriados. O ponto de partida era a Rua Aquarela do Brasil, em São Conrado. Por telefone, atendentes da empresa informavam na sexta-feira que oito ônibus faziam o circuito de três horas e meia, passando por pontos turísticos como Pão de Açúcar, Corcovado, Igreja da Candelária e Arcos da Lapa.

A agência de turismo City Rio operava o circuito com veículos da transportadora Breda. Ambas funcionam no mesmo endereço, na Penha Circular, de acordo com os sites das empresas. As duas companhias pertencem ao mesmo grupo, segundo explicou o diretor-superintendente, Álvaro Lopes. Ele alega que o serviço é oferecido pela agência e, por isso, teria prerrogativa do Ministério do Turismo para operar, não precisando de autorização municipal.

- É uma operação legítima e um bom serviço para a cidade. Mas se a prefeitura acha que tem algo a legalizar, poderia conversar - afirmou.

Em nota, o Ministério do Turismo informou que autoriza as empresas a funcionarem apenas como transportadoras turísticas e que cabe às prefeituras autorizar agências de turismo a utilizar pontos de ônibus.

Já a Secretaria municipal de Transportes informou que o ônibus foi lacrado porque a empresa alterou suas características sem a devida autorização. Informou ainda que o motorista teria confirmado a fiscais a realização de roteiro turístico com hóspedes de hotéis da Zona Sul.

Segundo o secretário municipal de Turismo, a prefeitura teria sido procurada pela Breda em 2009 para renovar uma licença de dez anos para oferecer passeios turísticos. Mas o município não aceitou.

- Usavam ônibus comum, todo decorado com propaganda de refrigerante. Quiseram renovar com a promessa de melhorar o serviço, mas tiveram dez anos e não o fizeram - diz Antônio Pedro.

A polêmica surge num momento em que a Riotur se prepara para conhecer a empresa vencedora de uma licitação para oferecer passeios turísticos em ônibus de duplo deque, o que deverá acontecer em duas semanas. A ganhadora poderá explorar o serviço por dez anos e terá que pagar à prefeitura uma outorga de R$ 600 mil, além de assumir a operação de todos os postos de informação turística dos aeroportos, da rodoviária e de pontos turísticos, como Corcovado e Pão de Açúcar. A empresa terá ainda que fornecer todos os folhetos turísticos e guias feitos hoje pela Riotur. A CityRio e a Breda se inscreveram na concorrência, mas foram desclassificadas. A informação foi confirmada pelo diretor das duas empresas.

De acordo com o edital de licitação da Riotur, a tarifa limite do novo serviço será de R$ 60 por bilhete diário. Os pontos de parada serão delimitados e sinalizados, e os visitantes poderão usar os coletivos quantas vezes quiserem, dentro do prazo de validade. O novo transporte terá duas linhas, uma fazendo o circuito Barra da Tijuca- Zona Sul e outra realizando o trajeto Zona Sul- Centro. Se o turista optar pelo bilhete com validade de dois dias, ele terá desconto de 50% no segundo dia de passeio.

Fonte: Revista do Ônibus

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

BRT DO RIO DE JANEIRO VAI CUSTAR 4 VEZES MENOS QUE MONOTRILHO DO ABC, VAI TER MAIS QUE O DOBRO DE EXTENSÃO E LEVAR A MESMA QUANTIDADE DE PESSOAS

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Uma forma de transportes modernos, eficientes, acessíveis e responsáveis com o dinheiro público. Assim podem ser considerados os BRTs (Bus Rapid Transit) de fato. São sistemas de ônibus de alta capacidade de passageiros que priorizam o transporte coletivo, com vias específicas segregadas e o pavimento adequado para ônibus, que conseguem agilizar as viagens, diminuindo o tempo de deslocamento, um dos grandes problemas das cidades.

Os BRTs também trazem ganhos ambientais por terem a capacidade de convencer as pessoas a deixarem os carros em casa, por atenderem um número maior de pessoas com menos ônibus e pelo fato de proporcionarem menos desgastes e danos operacionais nos veículos, pode incorporar ônibus mais modernos, confortáveis e ecologicamente amigáveis, como híbridos, totalmente elétricos ou com motores a diesel mesmo, mas de alto rendimento.

O BRT é indicado para ser o principal meio de transportes em médias cidades e em grandes pode-se complementar ao metrô, que transporta demanda maior.

As cidades que optaram pelo BRT em vez de modais intermediários entre o ônibus e o metrô são as que registram obras mais adiantadas e com menores gastos.
É o caso do Rio de Janeiro.

Outro modelo de ônibus que deve prestar serviços no Transoeste. Ônibus são mais modernos e apresentam design diferenciado, maior espaço interno, itens de conforto e acessibilidade, além de contarem com computador de bordo e sistema de monitoramento. Prefeito Eduardo Paes confere a novidade de perto. Foto: Claimar Cerutti

Nesta terça-feira, dia 20 de setembro de 2011, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, apresentou uma estação de BRT.
Trata-se da Estação Novo Leblon que fará parte da linha Transoeste, que deve ligar a Barra da Tijuca a Campo Grande e Santa Cruz.

O Transoeste faz parte das obras do Rio de Janeiro para melhorar a mobilidade e preparar a cidade para os grandes eventos esportivos: a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Além do Transoeste, outros corredores de ônibus rápidos fazem parte dos projetos para mobilidade do Rio: o Transcarioca, Transolímpico e o Transbrasil.

O Transoeste deve ter 39 estações como a Novo Leblon. Pelo fato de o BRT ser de mais fácil implantação, exigindo obras mais simples e menos intervenções, como grande número de desapropriações, o corredor deve ficar pronto já no primeiro semestre de 2012.

A estação traz uma série de inovações para a população ter um transporte mais rápido, eficiente e com mais qualidade e conforto enquanto aguarda a chegada do ônibus.

A Novo Leblon fica na Avenida das Américas. Com 250 metros quadrados, deve receber diariamente 5 mil passageiros (apenas neste ponto de parada).

De acordo com a Prefeitura do Rio de Janeiro, as estações de BRT foram pensadas para também reduzirem os impactos no meio ambiente e aproveitarem melhor os recursos naturais.

Elas possuem um sistema de ventilação natural com captadores eólicos, que aproveitam a energia do vento para refrigeração e outros serviços. Além disso, a luz natural, poupando o uso da artificial durante o dia, tem seu uso maximizado.

Cada estação deve ter entre 06 e 12 catracas, dependendo da demanda que vão receber. Elas vão oferecer o sistema de pré-embarque, uma das características do BRT, que consiste no pagamento da passagem antes de entrar no ônibus. Isso permite que o embarque seja mais rápido e que os ônibus fiquem menos tempo parados nas estações, agilizando a viagem.

A acessibilidade, outro ponto comum no BRT, também é uma das preocupações nas estações do Rio de Janeiro.
O piso da plataforma da estação fica na altura do assoalho do ônibus e cada parada é adaptada para o acesso de cadeira de rodas.

O prefeito pode ver também dois dos modelos de ônibus que devem servir ao sistema. O Neobus Mega BRT e o Marcopolo Viale BRT.

Em comum, os ônibus possuem design moderno, maior espaço interno, tecnologia como computadores de bordo e sistemas de monitoramento, poltronas mais ergonômicas, corredores internos que facilitam a circulação de passageiros e carroceria que oferece maior isolamento acústico, diminuindo o nível de ruído interno e externo.
Eduardo Paes afirmou que pelo ganho de tempo que vai proporcionar, os ônibus já estão sendo chamados de Ligeirões. Para o prefeito, o BRT vai trazer mais qualidade de vida à população:

“É uma mudança de paradigma de como as pessoas se deslocam no Rio de Janeiro. Imaginar que ano que vem teremos essa linha de BRT, ou ‘Ligeirão’ como estão chamando por aí, com 60 km, é uma mudança completa nos próximos 4, 5 anos. A gente vai mudar a qualidade de vida do carioca”, disse o chefe do executivo.

De acordo com a Prefeitura, o Transoeste deverá ter 56 quilômetros de extensão. Apesar de o trecho ser bastante longo, o custo foi considerado baixo: R$ 880 milhões para as obras. Devem ser transportadas 220 mil pessoas por dia.

Para se ter uma idéia, monotrilho entre o São Bernardo do Campo e a Estação Tamaduateí, em São Paulo, que deve atender o mesmo número de passageiros por dia, só que em cerca de 20 quilômetros, vai custar R$ 3,6 bilhões e deve demorar no mínimo três anos para ficar pronto.

A estimativa de demanda e custo do monotrilho do ABC foi divulgada pelo Diário da CPTM, blog de notícias da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Porto Alegre amplia frota de ônibus na linha turismo

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Será assinado, hoje (13/09), o contrato de compra de dois novos ônibus de dois andares para a frota do city tour Linha Turismo. Este é o primeiro investimento feito para ampliar a frota de veículos desde que o serviço de city tour foi criado, em 2003. A licitação foi realizada pela Carris, empresa pública de transporte urbano da capital gaúcha, a partir de convênio firmado no início de agosto com a Secretaria Municipal de Turismo (SMTur). Os novos ônibus deverão ser entregues pela empresa vencedora da licitação, a Marcopolo, de Caxias do Sul (RS), até fevereiro de 2012.

Os novos veículos seguirão o modelo do que opera hoje o city tour, com algumas inovações -como sistema informatizado de áudio, transmissão de informações turísticas em quatro idiomas e climatização. Os ônibus terão dois andares, sendo o superior aberto, e contará com circuito interno de TV, rampa de acesso para cadeirantes, janelas panorâmicas no piso inferior e capacidade para 74 passageiros.

Com mais veículos, além de atender à demanda reprimida pelo Linha Turismo, a SMTur estuda inovações para qualificar o serviço. Entre elas, incluir pontos de parada para os ônibus durante os passeios turísticos e ampliar a oferta de horários do city tour. Além de mais ônibus, está em andamento a implantação de um sistema informatizado de bilhetagem, com reserva on line de lugares e pagamento eletrônico das passagens por meio de uma página Web ou nos terminais de autoatendimento que serão instalados nos Centros de Informação Turística.

O investimento, de R$ 1, 4 milhão, é autossustentado - 50% do valor será pago com recursos do fundo de reserva criado com a receita gerada pelo city tour nos últimos três anos; a outra metade será financiada e paga com a mesma fonte de recursos.

Com informações do Mercado e Eventos

domingo, 11 de setembro de 2011

Curitiba terá linha especial de ônibus para 2014

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Curitiba terá o Circular Copa, uma linha especial de transporte coletivo para atender a região central da cidade durante os 30 dias da Copa do Mundo 2014. O Circular Copa faz parte do Plano de Mobilidade Urbana de Curitiba que está sendo preparado pela Prefeitura para atender as recomendações da Federação Internacional de Futebol (Fifa) e as necessidades dos torcedores e da população durante o Mundial.

Uma prévia do plano e das operações de trânsito planejadas para a cidade foi apresentada em Belo Horizonte, em agosto, por um grupo de técnicos da Assessoria Especial da Copa, Urbs, Diretran e Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) que participaram do Seminário Técnico de Transportes e Tráfego, organizado pela Fifa. Esse grupo é responsável pelo Plano de Mobilidade que será avaliado pela Fifa.

A linha Circular Copa será uma linha especial no período da Copa do Mundo, atendendo a região central e as imediações do estádio Joaquim Américo (Arena da Baixada). Como a maioria dos hotéis fica na região central, consequentemente o torcedor hospedado em algum hotel na área central terá como opção, além de outras linhas da rede de transporte, o Circular Copa.

Em Curitiba, nos dias de jogos, cerca de 37 mil torcedores chegarão perto da Arena da Baixada usando transporte coletivo. A medida atende a um dos requisitos da Fifa. “Curitiba precisará de poucos ajustes, pois a experiência prática da cidade com o assunto casa perfeitamente com as determinações da Fifa”, destaca a engenheira Susana Lins da Costa, do Ippuc, responsável técnica pelo projeto.

Nos dias de jogos, a Prefeitura também reforçará a linha direta Aeroporto, que fará atendimento especial na Rodoferroviária e no estádio. O mesmo acontecerá com a linha Aeroporto Executivo. Os passageiros que saírem do aeroporto direto para o estádio poderão usar qualquer uma dessas linhas. Quem usar a linha direta Aeroporto vai desembarcar numa estação mais perto possível do estádio. O Executivo também terá essa extensão. “São detalhes que estão sendo avaliados pelas equipes da Urbs e do Ippuc”, diz Susana.

A equipe técnica também está mapeando as alternativas de acesso ao estádio via transporte coletivo. Esse mapa deverá ser estudado junto com as áreas de bloqueios de trânsito que serão aprovadas pela Fifa. São delimitados três perímetros para bloqueio em dias de jogos: de veículos credenciados pela Fifa, de segurança e do estádio.

A Urbs reforçará também as linhas que atendem a região do estádio, principalmente os expressos do eixo Norte/Sul e Boqueirão, pois o torcedor será direcionado a utilizar as estações Praça Osvaldo Cruz, distante aproximadamente 690 metros do estádio, e as estações Getúlio Vargas, distante 1.100 metros da Arena da Baixada.

Em todos os pontos de desembarque que dão acesso ao estádio as ruas serão bloqueadas ao trânsito de veículos, e o Ippuc desenvolverá um projeto urbanístico diferenciado que dará mais segurança e conforto à circulação dos pedestres. Um desses projetos ligará as ruas Buenos Aires e Pateur à caneleta de ônibus expresso da avenida Sete de Setembro; e a rua Engenheiros Rebouças e a avenida Getúlio Vargas à canaleta da Marechal Floriano Peixoto.

“Devido à proximidade da rede hoteleira (45% dos hotéia estão no entorno da Arena da Baixada), acreditamos que a maioria das pessoas optará pelo deslocamento a pé, devido as facilidades que a cidade proporcionará em termos de segurança, tais como a colocação de câmaras no entorno do estádio e nas principais rotas de acesso”, aposta a Guacira Civolani, gestora da área de Operação de Trânsito.

Fonte: Bem Paraná