quinta-feira, 22 de setembro de 2011

BRT DO RIO DE JANEIRO VAI CUSTAR 4 VEZES MENOS QUE MONOTRILHO DO ABC, VAI TER MAIS QUE O DOBRO DE EXTENSÃO E LEVAR A MESMA QUANTIDADE DE PESSOAS

Uma forma de transportes modernos, eficientes, acessíveis e responsáveis com o dinheiro público. Assim podem ser considerados os BRTs (Bus Rapid Transit) de fato. São sistemas de ônibus de alta capacidade de passageiros que priorizam o transporte coletivo, com vias específicas segregadas e o pavimento adequado para ônibus, que conseguem agilizar as viagens, diminuindo o tempo de deslocamento, um dos grandes problemas das cidades.

Os BRTs também trazem ganhos ambientais por terem a capacidade de convencer as pessoas a deixarem os carros em casa, por atenderem um número maior de pessoas com menos ônibus e pelo fato de proporcionarem menos desgastes e danos operacionais nos veículos, pode incorporar ônibus mais modernos, confortáveis e ecologicamente amigáveis, como híbridos, totalmente elétricos ou com motores a diesel mesmo, mas de alto rendimento.

O BRT é indicado para ser o principal meio de transportes em médias cidades e em grandes pode-se complementar ao metrô, que transporta demanda maior.

As cidades que optaram pelo BRT em vez de modais intermediários entre o ônibus e o metrô são as que registram obras mais adiantadas e com menores gastos.
É o caso do Rio de Janeiro.

Outro modelo de ônibus que deve prestar serviços no Transoeste. Ônibus são mais modernos e apresentam design diferenciado, maior espaço interno, itens de conforto e acessibilidade, além de contarem com computador de bordo e sistema de monitoramento. Prefeito Eduardo Paes confere a novidade de perto. Foto: Claimar Cerutti

Nesta terça-feira, dia 20 de setembro de 2011, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, apresentou uma estação de BRT.
Trata-se da Estação Novo Leblon que fará parte da linha Transoeste, que deve ligar a Barra da Tijuca a Campo Grande e Santa Cruz.

O Transoeste faz parte das obras do Rio de Janeiro para melhorar a mobilidade e preparar a cidade para os grandes eventos esportivos: a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Além do Transoeste, outros corredores de ônibus rápidos fazem parte dos projetos para mobilidade do Rio: o Transcarioca, Transolímpico e o Transbrasil.

O Transoeste deve ter 39 estações como a Novo Leblon. Pelo fato de o BRT ser de mais fácil implantação, exigindo obras mais simples e menos intervenções, como grande número de desapropriações, o corredor deve ficar pronto já no primeiro semestre de 2012.

A estação traz uma série de inovações para a população ter um transporte mais rápido, eficiente e com mais qualidade e conforto enquanto aguarda a chegada do ônibus.

A Novo Leblon fica na Avenida das Américas. Com 250 metros quadrados, deve receber diariamente 5 mil passageiros (apenas neste ponto de parada).

De acordo com a Prefeitura do Rio de Janeiro, as estações de BRT foram pensadas para também reduzirem os impactos no meio ambiente e aproveitarem melhor os recursos naturais.

Elas possuem um sistema de ventilação natural com captadores eólicos, que aproveitam a energia do vento para refrigeração e outros serviços. Além disso, a luz natural, poupando o uso da artificial durante o dia, tem seu uso maximizado.

Cada estação deve ter entre 06 e 12 catracas, dependendo da demanda que vão receber. Elas vão oferecer o sistema de pré-embarque, uma das características do BRT, que consiste no pagamento da passagem antes de entrar no ônibus. Isso permite que o embarque seja mais rápido e que os ônibus fiquem menos tempo parados nas estações, agilizando a viagem.

A acessibilidade, outro ponto comum no BRT, também é uma das preocupações nas estações do Rio de Janeiro.
O piso da plataforma da estação fica na altura do assoalho do ônibus e cada parada é adaptada para o acesso de cadeira de rodas.

O prefeito pode ver também dois dos modelos de ônibus que devem servir ao sistema. O Neobus Mega BRT e o Marcopolo Viale BRT.

Em comum, os ônibus possuem design moderno, maior espaço interno, tecnologia como computadores de bordo e sistemas de monitoramento, poltronas mais ergonômicas, corredores internos que facilitam a circulação de passageiros e carroceria que oferece maior isolamento acústico, diminuindo o nível de ruído interno e externo.
Eduardo Paes afirmou que pelo ganho de tempo que vai proporcionar, os ônibus já estão sendo chamados de Ligeirões. Para o prefeito, o BRT vai trazer mais qualidade de vida à população:

“É uma mudança de paradigma de como as pessoas se deslocam no Rio de Janeiro. Imaginar que ano que vem teremos essa linha de BRT, ou ‘Ligeirão’ como estão chamando por aí, com 60 km, é uma mudança completa nos próximos 4, 5 anos. A gente vai mudar a qualidade de vida do carioca”, disse o chefe do executivo.

De acordo com a Prefeitura, o Transoeste deverá ter 56 quilômetros de extensão. Apesar de o trecho ser bastante longo, o custo foi considerado baixo: R$ 880 milhões para as obras. Devem ser transportadas 220 mil pessoas por dia.

Para se ter uma idéia, monotrilho entre o São Bernardo do Campo e a Estação Tamaduateí, em São Paulo, que deve atender o mesmo número de passageiros por dia, só que em cerca de 20 quilômetros, vai custar R$ 3,6 bilhões e deve demorar no mínimo três anos para ficar pronto.

A estimativa de demanda e custo do monotrilho do ABC foi divulgada pelo Diário da CPTM, blog de notícias da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

Um comentário:

Anônimo disse...

o BRT pode até custa menos,mas os beneficios sao muito diferentes,primeiro a durabilidade dos BRTS sao muito inferior as do VLT,as do BRT SAO DE 7 anos,enquanto a do VLT é de 30 anos uma diferença enorme,os BRTS APESAR DE SEREM bons nunca vao subistitui as ferrovias,oposta só em BRT é loucura,transporte de massa continua sendo metro monotrilho e vlt sao mais caro mas nao tem como compara com BRTque estao sujeitos a farol vermelho e um monte coisas diminui o espaço nas avenidas e por ai vai...