quinta-feira, 27 de outubro de 2011

CONSÓRCIO SOROCABA VAI CONTRIBUIR PARA REDUÇÃO DA IDADE DA FROTA PARA 2,33 ANOS

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Mais micro-ônibus para transporte especial de pessoas com limitações de movimento, toda frota acessível para quem precisa se cadeira de rodas ou possui alguma outra dificuldade, ônibus com motores eletrônicos e até os modernos veículos urbanos de 15 metros de comprimento, com três eixos,q eu transportam mais passageiros que um veículo convencional, ocupando proporcionalmente um espaço menor na via.
Esse é o cenário desenhado e prometido para o lote 01 de ônibus municipais de Sorocaba, no interior de São Paulo.
O lote 01 sofre problemas desde 2008.
As linhas eram operadas pela TCS – Transporte Coletivo Sorocaba, do empresário René Gomes de Sousa.
Enfrentando problemas financeiros e legais, a empresa não depositava os direitos trabalhistas dos funcionários, a qualidade dos serviços da TCS começou a ser prejudicada. Além disso, por questão contratual, uma empresa com estes débitos não tinha condições de prestar serviços públicos.
A Prefeitura então em julho de 2008 decidiu fazer uma intervenção nas linhas da companhia.
Foram contratas emergencialmente quatro viações para prestarem serviços nas 44 linhas: 43 alimentadoras e uma expressa.
Junidái, São João, Rosa e Reunidas Paulista operaram o lote até a realização da licitação, que foi tumultuada.
A Expresso Santa Paula, do Espírito Santo, apresentou a melhor proposta no primeiro certame. Melhor proposta só no papel, porque a comissão de licitação constatou que na prática, a empresa não tinha condições de cumprir o descrito oferta.
Nova fase do certame foi feita.
Entre três consórcios concorrentes, foi considerado vencedor o Consórcio Sorocaba, formado pela CS Brasil (empresa que engloba uma das maiores transportadoras de São Paulo, a Júlio Simões) e Metropolitana, companhia do Recife.
O Consórcio Sorocaba Transportes, o nome é quase igual, mas não é o mesmo, formado por Jundiá, Roda e São João contestou a vitória da Júlio Simões e da Metropolitana na Justiça.
A contestação ainda é analisada pelo poder judiciário, que chegou a suspender o resultado da licitação, mas depois a liminar foi cassada.
Por conta desse trâmite jurídico, o prazo para o Consórcio Sorocaba colocar os primeiros ônibus novos nas ruas passou de 17 de setembro para 30 de dezembro.
Mesmo assim, as empresas Júlio Simões e Metropolitana compraram parte dos ônibus, apresentados nesta quarta-feira. Os veículos vão começar a operar nesta segunda-feira, dia 31 de outubro.
São 41 ônibus, a maioria da encarroçadora Comil, do tipo convencional. O número de micro-ônibus para transporte especial, com áreas maiores e mais confortáveis para cadeira de rodas sobe de 07 para 09 veículos.
Inicialmente, serão 15 linhas contempladas com os novos ônibus do Consórcio Sorocaba, que vai receber R$ 463 milhões para operar por oito anos.
No total, o Consórcio vai colocar nas ruas 179 ônibus zero quilômetro, todos com acessibilidade, espaço para cadeira de rodas, cão guia, balaústres em relevo para portadores de limitações visuais, sinais de parada especiais para avisar ao motorista que um portador de deficiência vai desembarcar e motores eletrônicos.
De acordo com a Urbes – Trânsito e Transportes, empresa da prefeitura que gerencia o setor, com a entrada dos 179 ônibus novos do Consórcio Sorocaba, a idade média da frota da cidade vai cair para 2,33 anos.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

LINHAS QUE DEVEM SER CONTEMPLADAS INICIALMENTE COM 41 ÔNIBUS NOVOS DO CONSÓRCIO SOROCABA:

02
Brasilândia
16
Angélica/Botucatu
20
Carol
23
Industrial/Dois Corações
24 e 25
Guadalupe e Itavuvu
39
Aldeia dos Laranjais
39/1
Esmeralda/Portal do Itavuvu
45
Retiro São João
46
Paineiras
50
Hungarês
54
Paes de Linhares
58/1
Vitória Régia/Sorocaba Park
61
Iporanga
70
Nova Horizonte

Fonte: blog ponto de ônibus

BUSSCAR: BENS DA ENCARROÇADORA DEVEM IR A LEILÃO EM 45 DIAS

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O juiz da 4ª. Vara do Trabalho de Joinville (SC), Nivaldo Stankiewicz, determinou a realização de leilão no prazo de 45 dias do terreno localizado na rua Otto Pfuetzenreuter, e das edificações, máquinas e equipamentos do complexo fabril da Busscar Ônibus, e mais quatro imóveis – dois em São Francisco do Sul e dois em Joinville. Antes bloqueados, ou indisponíveis, para garantir o pagamento de salários atrasados a milhares de trabalhadores da encarroçadora de ônibus, agora os bens foram efetivamente penhorados pela Justiça para venda em leilão. Os oficiais de Justiça tem até 10 dias para as devidas notificações. Conforme consta nos autos do processo 922-10-2011.5.12.0030, os bens que receberam a proposta oficial da Caio/Induscar, tinham avaliação de pouco mais de R$ 100 milhões, e que agora serão reavaliados por Oficial de Justiça Avaliador na própria Vara do Trabalho, conforme determina o magistrado em sua decisão.

Ao mesmo tempo continuam as diligencias da Justiça por todo o país, e vários novos imóveis estão sendo indisponibilizados e penhorados, com indicação para execução e leilão. O Sindicato dos Mecânicos acredita que o processo avança para a fase final, mesmo com várias manobras da Busscar para impedir a chegada dos leilões. “Estamos confiantes de que a justiça será feita com os milhares de abandonados e lesados pela empresa. O cerca se fecha a cada dia mais, o Juiz já marcou e determinou os procedimentos para o leilão, para arrecadar os valores necessários ao pagamento dos 18 meses de salários atrasados, já chegando ao 19º. mês, mais outros débitos. Estamos acompanhando o processo de perto, e esperamos que a empresa não surja com mais manobras para cumprir com seus deveres”, afirma o presidente João Bruggmann. Ainda segundo Bruggmann, além da Caio/Induscar que apresentou a primeira proposta oficial, indeferida por não ser o momento adequado conforme o Juiz, várias outras empresas devem se habilitar ao leilão.

“Agora vamos ver o quanto valem realmente os bens divulgados, já que a empresa se manifestou contestando o valor aproximado de R$ 90 milhões, achando que valem mais. Ora, se os valores constam do balanço, e deveriam estar corretos, afinal é documento que se entrega à credores, bancos e até Receita Federal, alguém vai ter de se explicar um pouco mais do que já precisa. Mas o que vale para os trabalhadores é, ao final, receber o que lhes é devido, e se possível que novos investidores retomem a produção, com empregos e renda para a nossa cidade”, destaca João Bruggmann.

Salvador Neto, assessoria de imprensa do Sindicato dos mecânicos de Joinville
Fonte: blog ponto de ônibus