terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Greve em Curitiba: Frota mínima não tem sido cumprida e faltam táxis

Pontos cheios, os poucos ônibus que saíram para as ruas abarrotados e muita indignação dos passageiros.

É assim que está Curitiba e Região Metropolitana com a greve dos motoristas e cobradores de ônibus que formam o sistema da RIT – Rede Integrada de Transporte.

A cota de 30% de ônibus em funcionamento, que já não seria suficiente, não está sendo cumprida pelos funcionários.

O medo é em relação a possíveis represálias de manifestantes ou mesmo revolta de passageiros que poderiam danificar os ônibus e colocar em risco a segurança dos funcionários que tentariam trabalhar.

Os motoristas e cobradores pelo Sindimoc, que representa a categoria, pedem reajuste salarial de 40%, aumento no vale-alimentação, readequação das escaladas, mais segurança, melhores condições de trabalho, entre outras reivindicações numa pauta de cerca de 50 reivindicações.

Houve tumulto em alguns piquetes nas portas das garagens, mas sem registros de ocorrências mais graves.

A Urbs disse que conseguiu na Justiça que fosse determinada a colocação de 80% dos veículos em horários de pico e 60% nos demais horários. A autarquia confirmou que o número de ônibus é bem abaixo dos 30%.

A juíza de plantão Patrícia de Fúcio Lages de Lima determinou em caráter emergencial em decisão expedida às 02h57 da madrugada que 80% dos ônibus que prestam serviços em Curitiba operem nos horários de pico e 60% nas demais horas do dia.
A decisão ainda não está sendo cumprida pelo Sindimoc – Sindicato dos Motoristas e Cobradores de ônibus de Curitiba e Região Metropolitana. Nem os 30% de frota que deveriam sair das garagens como foi cogitado em assembléia ontem saíram para as ruas.

A greve de ônibus em Curitiba e cidades que forMam a RIT – Rede Integrada de Transporte afeta mais de 2,5 milhões de passageiros.

TRÂNSITO:

Por da conta da greve dos motoristas e cobradores de ônibus, muita gente que usa o transporte público normalmente está indo trabalhar ou para outros compromissos de carro, o que tem deixado os congestionamentos acima do normal na manhã e início da tarde desta terça-feira, dia 14 de fevereiro de 2012.

A BR 116, que liga os municípios de Mandirituba e Fazenda Rio Grande à capital Curitiba apresenta agora vários pontos de lentidão.

Avenida das Torres, Rodovia dos Mineiros, Avenida Victor Ferreira do Amaral e as ruas da região central registram congestionamentos.

LOTAÇÃO:

Cerca de 50 peruas estão na frente da sede da Urbs (Ubanização de Curitiba S.A.), autarquia que gerencia os transportes, para conseguirem autorização de serviços de lotação. Mas antes, a Urbs espera que o Sindmoc (Sindicato dos Motoristas e Cobradores) cumpra a decisão judicial de 80% de ônibus em horários de pico e 60% nas demais horas.

Alguns veículos já estão fazendo o serviço de forma clandestina. A passagem média cobrada é de R$ 5,00, mas sem autorização, eles podem ser multados. A passagem oficial dos ônibus urbanos, que oferecem integrações em terminais e estações tubo, é de R$ 2,50.

Fiscais de trânsito flagraram carros e lotações invadindo os corredores exclusivos para ônibus.

Ainda chove em pontos isolados e a temperatura subiu para. Muitos passageiros que trabalham de madrugada estão sem opção para voltar para a casa.

As negociações entre o Sindimoc (motoristas) e Setransp (empresas de ônibus) devem continuar, mas ainda não há previsão para o fim da greve de ônibus em Curitiba.

A greve de ônibus em Curitiba e Região Metropolitana, que ainda não tem previsão de término expõe, um problema nos serviços de transportes do local: o número insuficiente de táxis em dias de maior demanda.

Se faltam táxis em dias de chuva, shows e jogos, encontrar um carro de praça quando não há transporte coletivo tem sido um verdadeiro desafio para quem se precisa se deslocar na Capital e municípios vizinhos.
Os taxistas têm preferido fazer viagens mais longas, de uma cidade para outra, e quem necessita do transporte para pequenos trajetos é o mais prejudicado.

A circulação de vans de kombis de lotação ainda não foi permitida, já que a Urbs – Urbanização de Curitiba S.A, espera que o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana cumpra a decisão da juíza de plantão Patrícia de Fúcio Lages de Lima que determinou em caráter emergencial em decisão expedida às 02h57 da madrugada que 80% dos ônibus que prestam serviços em Curitiba operem nos horários de pico e 60% nas demais horas do dia.

Com informações: Blog ponto de ônibus

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