sábado, 3 de novembro de 2012

Haddad vai “herdar” reajuste da tarifa

Valor de R$ 3,00 foi segurado por Gilberto Kassab no ano de eleição. Cidades do ABC Paulista devem ter reajustes também até o início de 2013

 

Vários prefeitos em diversas localidades do País “herdaram” um presente nada bom para o início dos seus mandatos. Eles terão, logo nos primeiros meses, de aplicar um remédio nada agradável: aumentar as tarifas de ônibus para equilibrar os gastos e as receitas dos sistemas.

 

E, em muitos casos, o eleitor/cidadão/passageiro pode preparar o bolso. Os aumentos não devem ser pequenos.

 

Isso porque, em ano de eleição, muitos prefeitos, para conseguirem se manter no cargo ou colocarem seus sucessores, congelaram em 2012 os reajustes.

Os que conseguiram se reeleger e os que assumem novos mandatos, sendo ou não de oposição, inevitavelmente agora vão ter de elevar o valor das passagens.

 

Em São Paulo, Fernando Haddad já admitiu que terá de aplicar reajuste logo no início de seu mandato, nos primeiros meses de 2013.

 

O prefeito que termina agora seu mandato, Gilberto Kassab, aumentou os subsídios para as empresas de ônibus, alegando o alto peso das gratuidades, e manteve as tarifas.

 

Neste ano, os subsídios foram de R$ 821 milhões, o maior da história do sistema de transportes de São Paulo.

 

Para 2013, a administração Kassab enviou à Câmara de Vereadores uma proposta de subsídio bem menor: R$ 660 milhões. Com isso, o aumento das passagens será certo. Em 2011, o reajuste foi acima da inflação chegando a 11,11% quando passou de R$ 2,70 para R$ 3,00.

 

Ainda não foram definidos os valores, mas estima-se que podem ficar em torno de R$ 3,25.

 

Em entrevista a diversos órgãos da imprensa, Haddad disse que vai seguir somente o aumento dos custos para operar ônibus e não permitir elevações acima das variações de preços dos veículos, diesel, óleo lubrificante, pneus, peças, insumos e salários de categorias, como motoristas e cobradores.

 

O problema é que muitos índices estão acumulados por conta do congelamento promovido por Kassab e isso deve se refletir nas tarifas.

 

Na verdade, com os subsídios, de forma indireta, o cidadão contribuiu para as tarifas. Mesmo assim o acumulado será repassado.

 

A Prefeitura de São Paulo diz que os subsídios não foram para bancar o congelamento das tarifas e sim por conta das gratuidades e integrações.

 

Assim, mesmo que as gratuidades entrem na conta dos subsídios (o que é verdade), a questão de segurar tarifa em ano eleitoral é um fato que não pode ser mascarado.

 

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

 

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