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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Curitiba terá 60 ônibus movidos a eletricidade e a biodiesel a partir de 2012

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O prefeito Luciano Ducci e o presidente mundial da Volvo, Hakan Karlsson, anunciaram nesta segunda-feira (13), em Gotemburgo, na Suécia, que a Volvo vai investir R$ 200 milhões em Curitiba. Os investimentos incluem, além do aumento da produção, a implantação de uma fábrica de ônibus híbridos com motores elétrico/biodiesel na capital do Paraná. "Curitiba será a primeira cidade da América Latina a ter o hibribus atendendo a população, com 60 ônibus a entrar no sistema a partir de 2012", anunciou Luciano Ducci.

Curitiba venceu Índia e México na disputa para a implantação da fábrica de hibribus. "Também seremos a primeira cidade da América Latina a fabricar o ônibus elétrico/biodiesel. É uma conquista que reforça os avanços da cidade, principalmente na área de transporte e desenvolvimento com foco no respeito ao meio ambiente", afirmou Luciano Ducci.

Investimentos - Além da linha de produção do hibribus, a Volvo também terá investimentos na ampliação da fábrica de pintura, na expansão do Centro de Operações Logísticas e na nacionalização das linhas de motores de 11 litros e de caixas de transmissão eletrônica para ônibus e caminhões.

O investimento na linha do hibribus será de R$ 16 milhões, com geração de 30 empregos de alta qualificação, para engenheiros. O desenho do chassi do hibribus será feito em Curitiba.

Operação - A primeira linha de Curitiba a ter o hibribus será a do Interbairros 1, que circula em bairros no entorno do Centro. Na segunda etapa, os ônibus híbridos atenderão as linhas Detran-Vicente Machado, Água Verde-Abranches, Ahú-Los Angeles, Juvevê-Água Verde e Jardim Mercês-Guanabara.

"São linhas que ligam bairros opostos e passam pelo Centro. Com o hibribus, teremos ônibus mais silenciosos e menos poluentes nestes locais", disse o presidente da Urbs, Marcos Isfer, que também participou do anúncio na Suécia. A Urbs gerencia o transporte coletivo em Curitiba.

Produção - A nova linha da Volvo vai produzir chassis de ônibus híbridos, movidos a eletricidade e a biodiesel. O produto escolhido é um chassi padrão, na configuração 4x2 eixos. O motor tem tecnologia similar à usada da Fórmula 1, que transforma energia mecânica em energia elétrica.

A Volvo é o primeiro fabricante a produzir veículos híbridos no Brasil. A pré-produção começa no próximo ano, com uma previsão de 80 unidades. A operação brasileira será a primeira a fabricar híbridos fora da Suécia. Os híbridos da Volvo são produzidos conjuntamente por duas plantas - a de Boros, a 80 quilômetros de Gotemburgo, e a de Wroclaw, na Polônia.

Dois motores - O ônibus tem dois motores, um a biodiesel e outro elétrico, que funcionam em paralelo ou de forma independente. O motor elétrico é utilizado para arrancar o ônibus e acelerá-lo até uma velocidade de aproximadamente 20 quilômetros por hora, e também como gerador de energia durante as frenagens.

O motor biodiesel entra em funcionamento em velocidades mais altas. A cada vez que se acionam os freios, a energia de desaceleração é utilizada para carregar as baterias.

Quando o veículo está parado, seja no trânsito, em pontos de ônibus ou em semáforos, o motor biodiesel fica desligado. Estudos da Volvo demonstram que o tempo que o veículo fica parado pode representar até 50% do período total de operação do ônibus. Durante todo esse tempo, não há emissões de poluentes, pois o motor biodiesel se apaga completamente.

"Esta tecnologia tem duas vantagens principais: mais economia de combustível e grande redução no impacto ambiental", destaca Luis Carlos Pimenta.

Fonte: Jornale

É OFICIAL: VOLVO DO BRASIL VAI PRODUZIR ÔNIBUS HÍBRIDOS

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HÍBRIDO DA vOLVO
Foto: Assessoria de Imprensa da Volvo.

A partir do próximo ano, a planta da Volvo no Brasil vai começar a produzir ônibus híbridos. Movidos com um motor a eletricidade e outro a combustão interna.

Devem ser feitos 80 chassis na versão convencional 4 x 2. Diferentemente da Volvo na Suécia, a planta brasileira não fará carrocerias. O encarroçamento ficará a cargo de outras empresas, como ocorre já há muito tempo no País, que não produz monoblocos.

As plantas do México e da Índia também disputavam a produção dos híbridos, mas o interesse demonstrado pelo Brasil nos testes em Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro e o potencial de mercado para tecnologias limpas em ônibus para sistemas diferenciados, como os BRTs (Bus Rapid Transit – corredores de ônibus modernos que permitem ultrapassagem, embarques acessíveis e maior velocidade dos ônibus), inclusive os previstos para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 motivaram a decisão da Volvo Mundial.
A escolha do Brasil foi comunicada pelo presidente mundial da divisão de ônibus da Volvo, Hakan Karisson, ao prefeito de Curitiba, Luciano Ducci, que está em Gotemburgo, sede mundial da Volvo.

Por enquanto, apenas ônibus convencionais serão produzidos no Brasil. Não há previsão para articulados.

A produção de híbridos é concentrada e,m Boros, a 80 quilômetros de Gotemburgo, e Wroclaw, na Polônia.

Apesar de o projeto ser sueco, para a produção do Brasil, algumas tecnologias e peças vão ser desenvolvidas no País, principalmente pelo fato de o encarroçamento ser feito por companhias brasileiras.

Luiz Carlos Pimenta, presidente da Volvo do Brasil, destacou, na nota enviada pela Assessoria de Imprensa da fabricante, o potencial nacional para s BRTs, que demandam veículos mais limpos, ainda mais nestes preparativos para os grandes eventos esportivos internacionais.

“Somos líderes em BRTs e temos certeza que este sistema continuará em expansão, justamente por conta de suas vantagens: maior capacidade de transporte, menos emissões de poluentes e mais conforto para os passageiros” – disse Pimenta.

Pimenta diz que o ônibus é a melhor solução híbrida para o País.

“Vamos produzir no Brasil e para a sociedade brasileira a melhor solução híbrida em transporte urbano de passageiros já desenvolvida pela indústria automotiva global”, afirmou Pimenta.

No ano passado foi testado o modelo 7700 Hybrid. O modelo produzido no Brasil será semelhante.

Ele permite redução na emissão de poluições de 80% a 90%, redução no consumo de combustível na ordem de 35%, além de emitir menos barulho.

Segundo a Volvo, o ônibus tem dois motores, um a diesel e outro elétrico, que funcionam em paralelo ou de forma independente. O motor elétrico é utilizado para arrancar o ônibus e acelerá-lo até uma velocidade de aproximadamente 20 quilômetros por hora, e também como gerador de energia durante as frenagens.

Blog Ponto de Ônibus
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes, da Rádio CBN

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Fortaleza conhece experiências suecas de ônibus movidos a etanol e a eletricidade

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O aumento da frota de veículos nos grandes centros urbanos tem trazido a reboque transtornos como congestionamentos nas vias públicas e o crescimento da poluição atmosférica. A solução apontada para atenuar o problema tem sido a diminuição da circulação de carros e adoção do transporte público como principal meio de transporte.

Para além da preocupação em viabilizar um transporte público que ofereça conforto próximo ao do carro particular, aliada a questão do tempo de deslocamento, porém, outro ingrediente começa a ser viabilizado pela tecnologia desenvolvida nas empresas fabricantes dos ônibus a serem utilizados em futuro próximo.

Este mês, durante a realização em Fortaleza do Seminário de Sustentabilidade Urbana Brasil / Suécia - SimbyoCity, promovido pela embaixada da Suécia e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam), experiências da Volvo e da Scania deram uma mostra da tecnologia dos ônibus ecológicos, que podem vir a estar circulando em breve pelas ruas brasileiras.

As experiências das empresas suecas foram apresentadas como parte do conceito de cidades sustentáveis desenvolvidas por aquele País e estavam incluídas no caderno de encargos da candidatura de Estocolmo às olimpíadas de 2004. Os jogos acabaram acontecendo em Atenas, mas o resultado levou a capital sueca a ampliar as iniciativas no sentido de reduzir a emissão de combustíveis fósseis. “Até 2030 vamos estar totalmente livres dos combustíveis fósseis”, afirma Ulf Ranhagen, executivo da embaixada da Suécia.

Em Curitiba
No Brasil, a experiência da Scania com o ônibus movido totalmente a biocombustível, utilizando o etanol, começa a ser implantada em maio na frota urbana de Curitiba. Em 2010, testes iniciais realizados em seis ônibus da cidade apontaram a redução de 30% no índice médio de monóxido de carbono e queda de 25% de fumaça expelida no ar.

Já a Volvo projeta para 2012 a implantação do ônibus híbrido, aliando tecnologia, economia de combustível e respeito ao meio ambiente. O primeiro modelo também deve rodar em Curitiba combinando um motor elétrico a um diesel.

Os testes iniciais apontam que a redução do consumo de combustível chega a 35% e a emissão de poluentes a 90%, já que em boa parte de sua utilização, o ônibus trafega em baixa velocidade ou é alimentado somente pelo motor elétrico, não emitindo gases nocivos ou ruído.


Quando

ENTENDA A NOTÍCIA
As cidades de Curitiba e São Paulo começam a implantar já em 2011 experiências de transporte coletivo ecologicamente aceitáveis, utilizando biocombustíveis ou modelos híbridos, como o motor elétrico