quinta-feira, 8 de julho de 2010

Policia indicia oito por morte em ponto de ônibus no RS

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A Polícia Civil indiciou oito pessoas pela morte do estudante Valtair Jardim Oliveira, de 21 anos, por descarga elétrica numa parada de ônibus na Avenida João Pessoa, em Porto Alegre. O delegado Paulo César Jardim afirmou que o choque que matou o jovem quando ele se encostou numa grade de proteção, no dia 14 de abril, não foi fatalidade, mas negligência.

O inquérito, encerrado nesta quarta-feira, acusou um eletricista, cinco engenheiros e dois técnicos de órgãos públicos e empresas contratadas para manutenção do sistema de iluminação do local de homicídio culposo.

Com informações: Estadão.com.br

Novo "round" para a Busscar

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O futuro dos trabalhadores da Busscar e da própria empresa passa pelas mãos da Justiça. As ações do Sindicato dos Mecânicos de Joinville para a preservação dos bens do grupo e pagamento dos salários atrasados em até 48 horas após a decisão judicial devem ganhar mais uma companhia nos próximos dias.

A partir da segunda-feira, o sindicato intensifica os trabalhos de cadastramento de funcionários interessados em pedir a demissão indireta (veja mais ao lado e abaixo), uma forma de sair da empresa com a garantia de todos os benefícios de uma demissão, e promete oferecer atendimento diferenciado na recreativa da entidade.

A ideia do mutirão surgiu após a assembleia ocorrida ontem pela manhã em frente à empresa, onde mais de mil funcionários – segundo o sindicato – concordaram em descartar o pedido de falência e buscar a liberação da empresa na Justiça.

“Já temos mais de cem trabalhadores cadastrados e esperamos um número muito maior na próxima semana. A rescisão era a opção mais democrática e que deve trazer um retorno mais rápido ao funcionário do que traria a falência, pois os processos na Justiça do Trabalho costumam ser mais ágeis do que na Justiça comum”, explica o presidente do sindicato, João Brugmann.

O departamento jurídico da entidade ainda não definiu se as ações de rescisão indiretas serão individuais ou coletivas, e vai esperar pela procura dos funcionários para definir a estratégia.

“Os dirigentes da Busscar acabaram ganhando mais um prazo, mais uma chance. Mas caso o número de funcionários interessados na rescisão indireta seja expressivo ou o sindicato ganhe a ação que exige urgência no pagamento dos salários, o resultado pode ser uma falência por outro caminho, pois a empresa vai ser obrigada judicialmente a pagar as dívidas trabalhistas, o que pode exigir venda de bens por meio de leilões”, acrescenta Brugmann.

A empresa não se pronunciou sobre o assunto. O gerente de informática e um dos líderes da comissão de negociações da Busscar, Esbaldini Testoni, disse que a prioridade é continuar em Brasília. “Só voltaremos para Joinville com uma notícia positiva. Estamos fazendo contatos políticos para garantir o pagamento dos créditos de IPI, enquanto a diretoria da empresa segue negociando com os credores a injeção de capital.”

Com informações: A Notícia

quarta-feira, 7 de julho de 2010

CRISE DA BUSSCAR: Mesma resposta: Não!

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Fabricante de carrocerias volta a dizer que não vai demitir funcionários.

O prazo terminou. Uma semana após a última assembleia, que aconteceu no dia 1°, os trabalhadores da Busscar Ônibus S.A voltam a se reunir em frente a empresa hoje, às 9 horas, e desta vez, prometem sair apenas quando tiverem uma resposta da empresa. A expectativa do Sindicato dos Mecânicos é de que a assembleia reúna pelo menos três vezes mais funcionários do que a última, quando foram contabilizados 500 participantes.

A última tentativa de conseguir um acordo com a fabricante de carrocerias antes da assembleia foi frustrada. Ontem à tarde, a empresa disse ao sindicato que vai negar o pedido de liberação dos funcionários que não estão mais dispostos a esperar por uma solução para a crise econômica e querem ter um alívio no bolso por meio do seguro-desemprego e do FGTS. Mas a posição da Busscar foi a mesma dada há uma semana.

“A empresa não quer liberar os funcionários e pede mais paciência. Os trabalhadores apoiaram a Busscar esse tempo todo e esperaram por uma solução.Agora merecem seguir com as suas vidas”, afirma o presidente do sindicato, João Brugmann. A Busscar não se manifestou.

Ele confirma a possibilidade de pedir a falência da Busscar caso não seja apresentada uma alternativa que agrade aos trabalhadores. “Podemos voltar a votar a falência durante a assembleia”, diz. Mas essa estratégia, que pode resultar em uma maior demora dos trabalhadores em receber, não é a única opção da entidade.

Desde o dia 1°, corre na justiça uma ação que cobra o pagamento dos três meses de salários atrasados.

“O juiz Nivaldo Stankiewicz, da 4° Vara do Trabalho, está analisando uma antecipação de tutela – pedido de antecipação dos efeitos da sentença para o início do processo – que prevê o pagamento dos salários atrasados em até 48 horas após a decisão judicial. O processo corre juntamente a um pedido de preservação dos bens do grupo Busscar”, explica a advogada do sindicato, Luiza de Bastiani, que acredita em uma resposta ainda nesta semana.

Caso a sentença beneficie os trabalhadores, a fabricante de carrocerias poderá ter pagar mais de R$ 50 milhões. Se não fizer o pagamento, os bens da empresa poderão ser penhorados (veja as alternativas abaixo).

Com informações: A Notícia

CRISE DA BUSSCAR: Volta de Brasília sem sucesso

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Hoje à tarde, devem chegar de Brasília os últimos integrantes da União dos Trabalhadores da Busscar Ônibus S.A que ainda estavam na capital federal em busca de reuniões para negociar uma saída para a crise financeira da empresa.

Durante cerca de duas semanas, os representantes tiveram encontros com políticos e credores da fabricante de carrocerias, mas não tiveram sucesso na busca por uma solução para a Busscar.

Entre os principais compromissos, eles destacam uma reunião com o banco Santander, principal credor da empresa. Após o encontro, a União dos Trabalhadores afirmou que o banco se sensibilizou com a situação da empresa e sinalizou uma nova possibilidade de injeção de novos recursos para a retomada da produção, mas nenhuma proposta oficial foi protocolada.

Com informações: A Notícia