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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Marcopolo e Caio Induscar procuram terrenos em Joinville

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Empresa formada através de parceria entre os dois grupos quer investir R$ 110 milhões na cidade

A joint-venture criada pela Marcopolo e pela Caio Induscar, as duas maiores fabricantes de carrocerias de ônibus do Brasil, está mirando o Norte de Santa Catarina para instalar uma planta para produzir de carrocerias de ônibus para o exterior e peças e acessórios para o mercado interno.

Um consultor da empresa que está sendo formada esteve reunido nesta terça com o prefeito Carlito Merss, secretários e integrantes da Associação Empresarial de Joinville (Acij).

Na pauta, o pedido de ajuda para a Prefeitura encontrar terrenos que possam sediar a unidade, A previsão é que a parceria entre os dois grupos injete R$ 110 milhões na nova empresa, que começaria a produzir a partir de 2014. A expectativa é que sejam criados pelo menos 2,5 mil postos de trabalho.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Confira alguns dos pontos que farão parte do novo modelo de transporte público em Joinville

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No próximo dia 27, os técnicos que fazem parte da Comissão Permanente de Estruturação do Processo Licitatório do Transporte Coletivo em Joinville apresentarão o projeto básico do novo modelo do transporte coletivo na cidade. Na prática, será um esboço das exigências que serão feitas à empresa que vencer a licitação. Na primeira audiência pública, segunda-feira, o grupo ouviu as manifestações de 44 pessoas. 

Com base em algumas delas, o jornal "A Notícia" ouviu o diretor executivo do Ippuj, Vladimir Constante – que também é um dos líderes da comissão –, e montou dez perguntas e respostas que ajudam a explicar o processo.

A Prefeitura pretende publicar o edital de licitação até o final de abril, mas alguns detalhes estão pré-definidos, como a concessão para apenas uma empresa ou consórcio e a exigência para que a futura concessionária informe os passageiros sobre as linhas e os horários nos próprios pontos. Confira as dez perguntas e respostas. 

1 - Há mudanças definidas em relação ao sistema atual? 
O sistema de integração entre os terminais continua, até porque isso foi feito de forma planejada. A tarifa única possibilita o usuário de um local ter vários destinos pagando só uma passagem. A bilhetagem eletrônica também é uma referência do sistema de Joinville até para outras cidades. Essas características são muito importantes para o cidadão. Então, a Prefeitura entende que não deve haver uma mudança drástica em cima deste sistema. Mas, com a concorrência da licitação, se espera ganhar nas questões de custo e qualidade. E para descobrir qual é a qualidade que a população espera é que foi feita a pesquisa de campo. 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Busscar não teme concorrência

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Em fase de avaliação do seu plano de recuperação judicial, a Busscar diz que a sinalização da Caio Induscar e da Marcopolo por vir a Joinville demonstra que a mão de obra disponível no município é valiosa e vista com bons olhos pelo setor.

“Tenho de admitir que a Busscar foi uma excelente empresa para formar mão de obra, e eu estou espantado com a capacidade de trabalho desta região. Acredito que Joinville tem capacidade para ser um polo mundial de fábricação de ônibus”, avalia Euclides Ribeiro S. Júnior, advogado e porta-voz da Busscar.

O advogado cita ainda a proximidade de Joinville aos portos de Itapoá, São Francisco do Sul, Navegantes e Itajaí como um item que deve estar gerando o interesse das duas empresas.

Sobre a possibilidade de a Busscar contar com um concorrente no município, Euclides diz que não há o que temer. “Estamos há pelo menos quatro meses ouvindo essa história, e por enquanto não há nada de concreto. E também, o mercado é livre”, argumenta. Até o final da semana, a empresa faz as entregas de 14 dos 52 ônibus encomendados desde o pedido de recuperação judicial, ocorrido em novembro. Os primeiros pedidos foram feitos pela Gidion e a Transtusa, concessionárias do transporte público em Joinville.

Fonte: A Notícia

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

BUSSCAR: BENS DA ENCARROÇADORA DEVEM IR A LEILÃO EM 45 DIAS

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O juiz da 4ª. Vara do Trabalho de Joinville (SC), Nivaldo Stankiewicz, determinou a realização de leilão no prazo de 45 dias do terreno localizado na rua Otto Pfuetzenreuter, e das edificações, máquinas e equipamentos do complexo fabril da Busscar Ônibus, e mais quatro imóveis – dois em São Francisco do Sul e dois em Joinville. Antes bloqueados, ou indisponíveis, para garantir o pagamento de salários atrasados a milhares de trabalhadores da encarroçadora de ônibus, agora os bens foram efetivamente penhorados pela Justiça para venda em leilão. Os oficiais de Justiça tem até 10 dias para as devidas notificações. Conforme consta nos autos do processo 922-10-2011.5.12.0030, os bens que receberam a proposta oficial da Caio/Induscar, tinham avaliação de pouco mais de R$ 100 milhões, e que agora serão reavaliados por Oficial de Justiça Avaliador na própria Vara do Trabalho, conforme determina o magistrado em sua decisão.

Ao mesmo tempo continuam as diligencias da Justiça por todo o país, e vários novos imóveis estão sendo indisponibilizados e penhorados, com indicação para execução e leilão. O Sindicato dos Mecânicos acredita que o processo avança para a fase final, mesmo com várias manobras da Busscar para impedir a chegada dos leilões. “Estamos confiantes de que a justiça será feita com os milhares de abandonados e lesados pela empresa. O cerca se fecha a cada dia mais, o Juiz já marcou e determinou os procedimentos para o leilão, para arrecadar os valores necessários ao pagamento dos 18 meses de salários atrasados, já chegando ao 19º. mês, mais outros débitos. Estamos acompanhando o processo de perto, e esperamos que a empresa não surja com mais manobras para cumprir com seus deveres”, afirma o presidente João Bruggmann. Ainda segundo Bruggmann, além da Caio/Induscar que apresentou a primeira proposta oficial, indeferida por não ser o momento adequado conforme o Juiz, várias outras empresas devem se habilitar ao leilão.

“Agora vamos ver o quanto valem realmente os bens divulgados, já que a empresa se manifestou contestando o valor aproximado de R$ 90 milhões, achando que valem mais. Ora, se os valores constam do balanço, e deveriam estar corretos, afinal é documento que se entrega à credores, bancos e até Receita Federal, alguém vai ter de se explicar um pouco mais do que já precisa. Mas o que vale para os trabalhadores é, ao final, receber o que lhes é devido, e se possível que novos investidores retomem a produção, com empregos e renda para a nossa cidade”, destaca João Bruggmann.

Salvador Neto, assessoria de imprensa do Sindicato dos mecânicos de Joinville
Fonte: blog ponto de ônibus

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Banco pede falência da Busscar

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Se acatada, ação pode atrasar processo trabalhista movido pelo sindicato

Um novo processo pode trazer mais um nó para o já emaranhado caso Busscar. O Banco Fibra S/A – que faz parte do Grupo Vicunha, controlador também da Vicunha Têxtil e da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) – entrou com um pedido de falência da fabricante de carrocerias de Joinville.

O motivo da solicitação é uma dívida que a empresa tem com o banco, avaliada em R$ 3 milhões, valor bem inferior ao acumulado em atraso de pelo menos 15 salários, 13º e férias de cerca de 1,4 mil trabalhadores – que em dezembro de 2010 já era estimado em R$ 30 milhões –, além de acordos feitos com ex-funcionários.

O presidente do Sindicato dos Mecânicos, João Bruggmann, lamentou a notícia. É que, se o juiz da 2ª Vara Cível de Joinville acatar ao pedido do Banco Fibra, o processo que pede o pagamento dos salários movido pela entidade pode ser prejudicado.

“Não queríamos que isso acontecesse, pois pode atrasar o que já está em andamento. A diretoria da empresa nos informou que está tentando um acordo com o banco para reverter a situação, mas também disse que não tem como quitar a dívida”, afirmou.

De acordo com ele, a empresa também disse que continua o processo de venda da Busscar e que a parte mais complicada já foi superada. “Para nós, resta esperar que esta nova ação possa servir como pressão para que resolvam a situação de uma forma mais rápida”, acrescenta Bruggmann.

O Banco Fibra informou, por meio de uma nota, que “não se manifesta sobre processos ou eventuais processos judiciais”. A fabricante de carrocerias também preferiu não comentar o caso.

“Ainda é cedo para avaliar as possíveis consequências. O pedido ainda não foi apreciado pelo juiz”, afirmou a advogada do sindicato, Luiza de Bastiani.

Ela explica que, caso o juiz aceite o pedido do banco, a ação que já está em fase de execução no foro trabalhista pode ser suspensa, o que retardaria o processo.

“Os processos movidos na justiça do trabalho estão caminhando muito bem. Os individuais já estão em fase de execução, mas ninguém está recebendo. Há valores referentes a aluguéis e outras quantias da empresa que estão detidas judicialmente, mas dependemos do encaminhamento do juiz para saber como o valor será usado”, finaliza. 

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Busscar: Novo julgamento em Julho

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A série de recursos que a legislação permite, principalmente em causas trabalhistas, tem feito com que os funcionários da Busscar, há cerca de um ano e meio com salários e direitos trabalhistas atrasados, não consigam receber nada até agora.

A juíza da 4ª Vara do Trabalho de Joinville, Patrícia Andrades Gameiro Hofstaetter determinou que a Busscar pague os salários em atraso assim como cumpra em dia o pagamento dos salários em vigor dos funcionários que ainda estão contratados pela encarroçadora. Estes salários na ativa devem ser pagos até o 5º dia útil de cada mês. A multa é de 1% sobre os vencimentos de cada trabalhador.

Mas uma brecha na lei favorece a inadimplência da Busscar. Isso porque a empresa só deverá quitar estes salários depois de 15 dias do “trânsito em julgado” do processo, ou seja, quando não houver nenhuma possibilidade de recursos.

E o caso ainda nem foi julgado na segunda instância.

A audiência de segunda instância está marcada para ser realizada no dia 06 de julho de 2011, uma quarta-feira, no Tribunal Regional do Trabalho da Décima Segunda Região (TRT 12ª Região), em Florianópolis.

A Busscar tenta reverter a decisão de bloqueio de bens da empresa e de seus acionistas.

Em dezembro de 2010, a juíza Patrícia Andrades Ganeiro Hofstaetterm da Quarta Vara do Trabalho de Joinville, bloqueou os bens do Grupo Busscar e dos principais acionistas: Rosita Nielson, que é a acionista majoritária, Cláudio Nielson e Fábio Nielson, da família fundadora da empresa que atua desde 17 de setembro de 1946, iniciando os trabalhos como uma marcenaria.

Patrícia Andarades na verdade confirmou a decisão de julho de 2010 proferida pelo juiz Nivaldo Satnkiewwicz, a quem estava substituindo no mês de dezembro.

O bloqueio dos bens foi pedido pelo Sindicato dos Mecânicos de Joinville, presidido por João Burggmann e é uma garantia de pagamento dos direitos dos trabalhadores caso a empresa entre em falência ou para que os bens, até uma decisão judicial definitiva, não sejam pulverizados.

Além dos salários, a Busscar está com 13º salários atrasados, depósitos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), que não são feitos há mais de dois anos. As rescisões de trabalho também não foram honradas pela empresa.

O problema para os trabalhadores é que mesmo que nesta segunda instância, cuja audiência está marcada para o dia 06 de julho, a Busscar continue com os bens bloqueados, ela ainda poderá recorrer e o processo ainda não chegará ao estágio de “trânsito em julgado”, a fase final.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Busscar poderá ser leiloada para pagar dividas

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O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Mecânica de Joinville espera que, até março, a Justiça determine oficialmente o leilão dos bens bloqueados das nove empresas da Busscar para pagar os salários atrasados de 3,1 mil funcionários. 

A expectativa do presidente, João Bruggmann, é de que o caso só seja resolvido pela Justiça. Na terça-feira, o juiz da 4ª Vara do Trabalho, Nivaldo Stankiewicz, determinou o pagamento, sob pena de multa.

A sentença determina que a fabricante de carrocerias de ônibus quite os salários atrasados, com juros e correção, em até 15 dias. Para Bruggmann, é difícil de acreditar que a dívida seja paga dentro do prazo.

– Por isso, se nenhum milagre acontecer, trabalhamos com a perspectiva do leilão judicial, que esperamos que comece em março.

O leilão dos bens seria a última medida judicial cabível para garantir o pagamento dos salários. A Busscar ainda tem 1,5 mil funcionários ligados à empresa joinvilense, que estão sem receber salários há nove meses.

De acordo com o presidente do sindicato, a dívida da Busscar com os funcionários é de pelo menos R$ 30 milhões. Pela avaliação dos bens, só as instalações da propriedade custam mais de R$ 84 milhões.

A Busscar tem oito dias para entrar com o recurso de embargo de declaração, que permite pedir esclarecimentos sobre a sentença, além de outros oito dias para recorrer da decisão judicial. Segundo o advogado da Busscar, Gilson Acácio, a empresa foi intimada ontem e ainda está em fase de análise de recurso.

Fonte: Buzunet

sábado, 9 de outubro de 2010

Busscar: Produção recomeça depois de três meses

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Depois de três meses paralisada, a produção de carrocerias foi retomada ontem, na Busscar. Parte dos funcionários (número não informado) trabalha na finalização de 25 ônibus que aguardam componentes na linha de produção.

Omaterial necessário foi comprado com uma fatia dos R$ 6,5 milhões que a empresa obteve do Bic Banco por meio da alienação de três terrenos. A fabricante de carroceiras investiu R$ 1,5 milhão para conseguir retomar a produção. Outros R$ 2,5 milhões foram utilizados para pagar a primeira parte do 13° salário de 2009 a cerca de 3 mil funcionários. Agora, a empresa espera receber, na próxima semana, outros R$ 2,5 milhões do banco, que devem permitir a quitação do 13° atrasado.

Também na semana que vem deve ser divulgado o resultado das negociações de venda da Tecnofibras, atual TSA. A consultoria Virtus BR Partners, responsável por encabeçar as negociações, deve apresentar à diretoria da Busscar os nomes dos interessados em adquirir a fabricante de componentes plásticos, um dos braços lucrativos do grupo, com faturamento mensal bruto de aproximadamente R$ 10 milhões e 900 funcionários. Pelo menos cinco propostas foram encaminhadas.

– Nossa esperança de fôlego para que a Busscar possa sair da crise é a concretização da venda da Tecnofibras. Acredito que a empresa vai saber aproveitar – afirmou o presidente do sindicato dos mecânicos de Joinville, João Bruggmann.

A expectativa é de que a operação seja concluída até o fim do mês. Mesmo que receba uma boa proposta pela Tecnofibras – a estimativa é de pelo menos R$ 60 milhões –, a Busscar precisará de aprovação para fechar negócio. A venda precisa ser autorizada pelo sindicato e pela Justiça do Trabalho, porque a fabricante de componentes plásticos está alienada, assim como todos os bens do grupo.

– Vamos concordar com a venda da empresa desde que os seis salários atrasados, que correspondem a cerca de R$ 25 milhões , sejam pagos – antecipou Bruggmann.

A dívida da empresa com os funcionários inclui ainda o FGTS, calculado em cerca de R$ 30 milhões, que, segundo o sindicato, será negociado após a retomada da produção.

O presidente do sindicato dos trabalhadores na indústria de material plástico de Joinville, Reinaldo Schroeder, que representa os trabalhadores da Tecnofibras, disse não ter informações sobre as negociações. A Busscar não comentou o assunto.

Com informações: Diário Catarinense.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Busscar paga o 13º salário após dez meses de atraso

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Depois de dez meses de atraso, 3,1 mil funcionários que trabalhavam na Busscar no final do ano passado estão recebendo a primeira parcela do 13º salário de 2009. Após seis meses sem nenhuma remuneração, o dinheiro deu uma ponta de esperança para quem já estava desacreditado. “Salvou milhares de pessoas. Na situação em que a gente está, já nos dá um ânimo”, diz o montador de componentes Nivaldo Sena, que trabalha há seis anos na empresa. O operário foi a uma agência assim que ela abriu e já tratou de sacar o valor. “Vai para pagar a prestação do carro que está vencendo.”


A empresa enviou às agências do Itaú as ordens de pagamento para os funcionários que não aderiram ao plano de demissão. Quem ainda não retirou o valor deve se dirigir a um caixa com o CPF e um documento com foto. Somente o trabalhador pode fazer o saque.

Segundo o presidente do Sindicato dos Mecânicos, João Bruggmann, a entidade está trabalhando para que este mês os funcionários tenham outras boas notícias.

FOTO: DIVULGAÇÃO
Foto: Divulgação“O sindicato estava negociando e o dinheiro saiu agora, com outro diálogo que abrimos com uma comissão de trabalhadores provisória eleita há quase três semanas. Sabemos que ainda é pouco, mas é a metade do 13º que ninguém mais acreditava receber”.

Para o pagamento, foram liberados R$ 2,5 milhões, conquistados por meio da alienação de três terrenos ao BicBanco. Além do dinheiro destinado aos trabalhadores, a Busscar recebeu R$ 1,5 milhão. O dinheiro está sendo usado para compra de matérias-primas para finalizar a produção de 25 ônibus. A expectativa é de que a próxima parcela do 13º seja paga até o dia 11. Os empregados esperam pela venda da Tecnofibras que pode regularizar a situação dos salários atrasados desde abril.

No início da semana, o sindicato vai conversar com a assessoria jurídica para tentar uma solução para os 930 trabalhadores que aderiram ao plano de demissão e que pela ordem judicial teriam direito à primeira parcela do 13º. A empresa alega que este valor já está incluído na rescisão.

Com informações do Diario Catarinense

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Joinville: SERÁ QUE PRECISA DE NOVA RODOVIÁRIA?

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No ano passado, foi retomada a história de que Joinville precisaria de uma nova rodoviária, maior e em outro ponto. A Conurb fez investimentos em reformas, em especial na iluminação, e a coisa deu uma melhorada, embora uma pesquisa entre os usuários mostre insatisfação com o terminal. O tema da nova rodoviária perdeu força, mas volta e meia retorna. Só que o movimento de passageiros na rodoviária não cresce. Neste ano, a movimentação caiu sensivelmente em relação ao ano passado. Na comparação com quatro anos atrás, a queda é de 6%. Haveria necessidade de outro terminal rodoviário ou adequações no atual seriam suficientes? E não foi porque a rodoviária não tem as melhores instalações do mundo que o movimento caiu: tem mais gente andando de carro e cresceu o número de ônibus de excursões, que não usam o terminal.

Texto: A Notícia

sábado, 18 de setembro de 2010

Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias e Oficinas Mecânicas de Joinville e Região emite nota sobre a Crise na Busscar

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O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias e Oficinas Mecânicas de Joinville e Região, diante do descumprimento da decisão judicial por parte da Busscar para pagamento dos salários atrasados, da manifestação caluniosa e recheada de inverdades por parte de alguns funcionários ligados aos acionistas da empresa nos meios de comunicação, em respeito à sociedade joinvilense, trabalhadores e órgãos de comunicação, vem destacar que: 

1) O Sindicato fez todas as ações jurídicas possíveis para garantir que os direitos dos trabalhadores da Busscar sejam honrados, sempre amparado em decisões discutidas e aprovadas em assembleia geral em frente à empresa, a última em julho passado quando se decidiu por unanimidade pelo encaminhamento das rescisões indiretas. 

2) Entre as ações, destacamos a que está em questão no momento, de pagamento dos salários atrasados, e também o bloqueio de todos os bens de todo o grupo econômico a que pertence a Busscar, inclusive seus acionistas, para garantir em ultimo caso o pagamento dos direitos de todos os trabalhadores da empresa que estão sendo desrespeitados permanentemente. 

3) Destacamos também que, a pedido da empresa e de alguns funcionários ligados aos acionistas, atendemos o pedido para liberação de um terreno que estava bloqueado para que a empresa cumprisse com a determinação judicial. Isso mostra que o Sindicato ajudou, mas infelizmente a Busscar não se empenhou, como sempre, para que o acordado fosse efetivado. 

4) Lembramos também que os trabalhadores da Busscar atenderam sempre aos chamados de seus diretores para atos públicos nas ruas, para viagem a Brasília, para ter paciência e não receber salários. Receberam em troco o silencio, o desrespeito aos seus direitos mais elementares para a sua dignidade: o pagamento dos salários devidos. Perguntamos também: onde estão os acionistas, o diretor presidente da empresa que não atende ninguém, nem Sindicato, imprensa, possíveis compradores? Porque se utilizam de alguns escudeiros travestidos de representantes dos trabalhadores para colocar suas opiniões e interesses na mídia, e até mobilizar os trabalhadores incautos e esperançosos? 

5) Informamos também que as desculpas de crise financeira internacional não servem como base para a atual situação da empresa. Não há comparação possível com outros países. O Brasil foi quem teve a competência para superar aquele momento graças a várias ações do Governo Federal. A prova disso é que o setor de encarroçadoras de ônibus cresce vertiginosamente em todo o país, assim como outros setores. O crescimento do PIB mostra isso e está estampado em toda a imprensa. Nesse quadro, somente a Busscar está nesta situação falimentar. A pergunta é: faltou apoio ou competência para gerir um negócio tão promissor? Em nossa opinião, e na da grande maioria faltou é competência. 

6) É preciso lembrar também que o BNDES já ajudou a resgatar a Busscar em 2003/2004, com o apoio decisivo do Sindicato dos Mecânicos! Mas em nenhum momento a empresa deu a contrapartida social a esse investimento, pelo contrário, hoje não paga nem os salários em dia, e sequer FGTS, INSS. Já são cinco salários atrasados e mais o décimo-terceiro de 2009. Qual a lógica de colocar mais dinheiro, público reiteramos, em um negócio que foi mal gerido, fechado, que desrespeita a todos e principalmente a inteligência da sociedade? Afinal, estamos falando aqui de dinheiro público. O BNDES já disse que ajuda, mas com a mudança de gestão, da administração, de uma reestruturação total. E o que fazem os acionistas da Busscar, até agora nada, apenas tentam transferir a culpa da quebradeira a terceiros, a todos que não tem culpa alguma nessa história. 

7) Relembramos também que foi o Sindicato quem promoveu uma grande campanha de arrecadação de alimentos com a comunidade joinvilense para suprir as famílias dos trabalhadores, que passam fome e tem contas atrasadas, bens penhorados, tudo porque a Busscar não paga seus salários. E pior, diferente do que fez quando pediu a participação dos trabalhadores, dessa vez não entregou sequer um quilo de alimento para as famílias. Uma lástima. 

8) Repudiamos veementemente o grupo de funcionários que se auto-intitula União dos Trabalhadores da Busscar, já que na verdade eles representam apenas os interesses dos acionistas e diretores da Busscar, e o deles próprios e seus cargos bem remunerados. Essa união deveria se intitular o que verdadeiramente é: União dos Defensores dos Acionistas da Busscar. 

9) Esse grupo de trabalhadores, certamente movidos por desejos inconfessáveis e com aval da diretoria e acionistas, nunca cobrou da empresa os salários atrasados, o FGTS atrasado, os direitos aviltados pela Busscar. Esse grupo representa sim a Busscar empresa, nunca os trabalhadores. Repudiamos mais uma vez a ação dessas pessoas que continuam a tentar ludibriar e iludir os trabalhadores da Busscar e a sociedade joinvilense e nacional. Eles não representam os trabalhadores, e pior, utilizam da boa fé dessas pessoas para usar em benefício de uma causa que só interessa aos acionistas. O único representante dos trabalhadores é o Sindicato dos Mecânicos, tanto legal quanto moralmente, fato incontestável pelo histórico de 51 anos de luta sindical. 

10) Destacamos também que a diretoria do Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região entende que utilizou todos os caminhos legais e institucionais possíveis até o momento. Acreditamos e confiamos que a Justiça do Trabalho dará as respostas a todo esse desrespeito que a Busscar tem com seus trabalhadores, a sociedade joinvilense e até com a Justiça. As famílias que passam por graves privações pela insensibilidade e intransigência dos acionistas esperam por isso ansiosamente. O Sindicato está atento e também ansioso por essa decisão da Justiça do Trabalho, que pode sair a qualquer momento. 

Finalmente, informamos a toda a sociedade e principalmente aos trabalhadores da Busscar que a diretoria estuda a realização de ações políticas e assembléias dentro da legalidade, da verdade e transparência que sempre pauta as decisões do Sindicato, logo após saber oficialmente da decisão da Justiça. Enquanto isso vai continuar a pressionar pela saída racional que preserve empregos e a marca que tanto orgulhou os joinvilenses, agora manchada por atos irracionais de seus acionistas que tem sim uma grande responsabilidade com a vida de milhares de pessoas. Esperamos e lutamos por Justiça para nossos trabalhadores. 

A Diretoria 

Com informações do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias e Oficinas Mecânicas de Joinville e Região 

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Busscar Abandona trabalhadores

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Após liderar mais um papelão com a convocação de trabalhadores que não recebem salários há quatro meses para finalizar ônibus inacabados pagando R$ 60 ao dia, sem garantias de direitos e segurança do trabalho, a Busscar Ônibus agora abandona de vez seus trabalhadores. Totalmente paralisada, a empresa sequer atende aos seus funcionários para informações sobre quando serão pagos os salários de abril e maio, mais o décimo-terceiro de 2009, que foram determinados pela Justiça do Trabalho.

Antes preocupados em manter seus funcionários seguindo a cartilha da salvação que não veio, divulgando notícias sem qualquer solução prática, levando milhares à passeatas e até a longínqua Brasília, agora a Busscar largou de vez seus trabalhadores ao relento. Nem telefonemas atendem dos trabalhadores, que precisam informações do RH da empresa, responsável pelas respostas – inúmeras aliás – sobre o pagamento decidido pela Justiça, documentação trabalhistas e muitas outras informações. O Sindicato recebe centenas de trabalhadores todos os dias pedindo dados que a empresa têm de informar e entregar.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias e Oficinas Mecânicas de Joinville e Região, João Bruggmann, a Justiça está acompanhando de perto a demora da Busscar em cumprir a decisão judicial de pagamento dos salários devidos de abril e maio, mais o 13º salário de 2009, fruto de ação do Sindicato dos Mecânicos em maio deste ano. Na sua defesa a empresa disse precisar liberar um terreno que estava bloqueado pela Justiça do Trabalho também por ação do Sindicato – para proteger os direitos dos trabalhadores e garantir pagamento dos mesmos direitos – para que pudesse negociar com o banco BIC um financiamento no valor de R$ 11 milhões.

Com parte desse valor e mais um crédito de R$ 7,5 milhões por impostos que está depositada na Justiça Federal, a empresa pagaria esses atrasados. Ficam ainda pendentes os salários de junho e julho que já venceram também, mas na época da entrada do processo ainda não haviam vencido, e por isso não estão contemplados nessa decisão. ”É triste porque alguns trabalhadores ligados à direção da Busscar pediram ao Sindicato que liberasse o terreno na Justiça para que isso acontecesse, pediram mais uma vez um voto de confiança. E agora, cadê a venda, a transação que estava pronta só esperando a liberação do terreno para acontecer? Estamos atentos e a Justiça pode até decretar intervenção judicial caso a Busscar não cumpra mais uma vez a lei e a determinação judicial”, dispara Bruggmann.

Ainda não há sinalização da Busscar sobre o pagamento dos atrasados decidido pela Justiça do Trabalho em sentença. Se a empresa não pagar, a Justiça bloqueia novamente o terreno e pode decretar a intervenção judicial. O Sindicato salienta que a essas obrigações de pagar parte dos atrasados, bloqueio dos bens da empresa e acionistas e possíveis tratativas de venda do controle acionário só estão acontecendo por pressão e ações do Sindicato dos Mecânicos. Até campanha de alimentos foi promovida pela entidade, arrecadando toneladas de alimentos que ajudaram os cerca de três mil trabalhadores a alimentar suas famílias temporariamente.

Rescisões indiretas: Justiça começa a dar sentenças liberando trabalhadores

Uma boa notícia para os trabalhadores que entraram com os processos de rescisões indiretas na Justiça do Trabalho: os juízes começam a dar as sentenças liberando os trabalhadores e trabalhadoras com a carteira de trabalho com baixa por culpa do empregador. A Justiça está determinando que a empresa dê baixa e emita as guias para encaminhamento do seguro desemprego e saque do FGTS depositado.

Hoje já existem em torno de 500 ações judiciais e trabalhistas contra a Busscar, sendo cerca de 400 ligadas às rescisões indiretas. O Sindicato dará mais informações neste site durante o dia e a semana, e os trabalhadores podem também ir até a sede central ou ligar para o fone 47 – 3027.1183.

“Quem deu entrada conforme decidido em assembleia geral na frente da empresa, pode ser beneficiado pela liberação da carteira, tocando a vida prá frente, e também receber o FGTS existente, ou ainda encaminhar o seguro-desemprego. É mais uma vitória do Sindicato e dos trabalhadores que acreditam na ação do seu Sindicato, entenderam que estamos ao seu lado e lutando sempre por seus direitos”, destaca o presidente João Bruggmann. O Sindicato ainda espera pela solução definitiva da crise, trabalhando em silêncio para que a empresa se recupera nas mãos de novos sócios, com dinheiro novo para a retomada da produção. 

Fonte: Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Busscar: Após cinco meses sem receber, os funcionários vão poder retirar o FGTS

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Os bolsos de parte dos trabalhadores da Busscar Ônibus devem receber um alívio nos próximos dias. A fabricante de carrocerias já começou a devolver as carteiras de trabalho que centenas de funcionários que optaram pela rescisão indireta, forma de sair da empresa mantendo os mesmos benefícios de uma demissão, entregaram na última quarta, no Sindicato dos Mecânicos.

Com a documentação em mãos, os trabalhadores vão poder retirar o fundo de garantia e dar entrada no pedido de seguro-desemprego. Os recursos devem aliviar o orçamento de profissionais que estão desde abril sem salários e que não receberam o 13° do ano passado.

Segundo o sindicato, cerca de 120 carteiras já foram devolvidas pela empresa acompanhadas das guias necessárias para retirar os benefícios. Mas, devido o grande número de processos, o apelo é de que os funcionários aguardem a ligação do sindicato antes de ir até a sede da entidade. O departamento jurídico informará por telefone quando cada trabalhador poderá retirar a documentação.

“Pedimos que esperem ser chamados, pois nem todas as carteiras foram entregues. Durante esta semana, vamos ligar para os trabalhadores para que busquem as que já estão aqui e devem ser retiradas entre sexta e segunda-feira”, explica a advogada do sindicato, Luiza de Bastiani.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Crise na Busscar: "Entregando as carteiras para sair"

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Uma fila de trabalhadores da Busscar Ônibus tomou conta do pátio da sede do Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região, no Centro, ontem. Eram pessoas como Salete da Silva, 38 anos, que há dez trabalhava na fabricante de carrocerias e que ontem entregou as carteiras de trabalho. Agora, aguarda a devolução do documento por parte da empresa para poder retirar o FGTS e entrar com o pedido de seguro-desemprego.

Assim como Salete, cerca de 360 funcionários tiveram os pedidos de rescisão indireta concedidos pela Justiça. Eles desistiram de esperar por uma definição sobre o futuro da empresa e entraram com a ação para conseguir sair da Busscar mantendo os direitos de uma demissão. Segundo o sindicato, 70% (cerca de 250) dos cerca de 360 entregaram as carteiras.

Salete diz que a baixa na carteira vai dar início a uma nova fase na vida dela. “Não consigo emprego com o registro em aberto. Só faço bicos fora da minha área, como diarista, pois acumulei dívidas. Esta é a única forma de pagar as contas. Já deixei currículos em algumas empresas e tenho esperança de conseguir uma vaga na produção. Mas tenho medo de recomeçar, não conseguir um salário bom. Vai ser uma grande mudança”, revela Salete.

De acordo com a advogada do sindicato, Luiza de Bastiani, quem entrou com o processo, mas ainda não levou a carteira, deve ir com urgência ao sindicato. “Amanhã cedo, entregaremos algumas carteiras. O prazo para a Busscar devolver varia de cinco a dez dias.”

Há dois anos na Busscar, o trabalhador Gersion Voltolini, de 47 anos, diz que, apesar de estar saindo, ainda torce pela recuperação da empresa. “Vou sair, pois cansei da incerteza, de não ter perspectivas para o futuro. Estou fazendo trabalhos sem registro e esperando um novo começo. Espero que a empresa se recupere. Mesmo que eu não volte a trabalhar lá, acredito ser um nome importante”, afirma.

Com informações: A Notícia

sábado, 7 de agosto de 2010

Novo empréstimo alivia crise da Busscar

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A Busscar Ônibus, de Joinville, SC, conseguiu a liberação de novo empréstimo bancário no valor de R$ 14,5 milhões. Como garantia ofereceu imóvel que estava bloqueado pela Justiça do Trabalho, a pedido do Sindicato dos Mecânicos, como forma de assegurar o pagamento de salários em atraso. A diretoria da entidade sindical concordou com a liberação do imóvel diante da proposta feita pela empresa de destinar parte do valor para regularização dos débitos com os trabalhadores.

O valor a ser pago aos trabalhadores, o que deve ocorrer em até quinze dias, é superior a R$ 12,6 milhões e refere-se aos salários de abril e maio e décimo-terceiro de 2009, favorecendo também quem aderiu ao PDV no início deste ano. Todos os bens do grupo e de seus acionistas estão bloqueados pela Justiça do Trabalho de Joinville, atendendo ação do sindicato para o pagamento dos direitos dos trabalhadores.

A empresa também se comprometeu com a Justiça do Trabalho e sindicato ao destinar um valor de créditos tributários a que teria direito, mas que estava embargado, na ordem R$ 7,5 milhões, para liquidar os débitos com os trabalhadores. O valor que restar será usado para finalizar cerca de setenta ônibus que estão parados no pátio à espera de matéria-prima para serem entregues aos clientes.

"Conseguimos o pagamento de três folhas atrasadas e permitimos que a empresa volte a funcionar mesmo que precariamente", argumenta João Bruggmann, presidente do sindicato. Mesmo assim, ele entende que para retomar a normalidade a empresa precisa de nova gestão, novos sócios e novo dinheiro.

Já o prazo de quinze dias, vencido em 26 de julho, que a Justiça do Trabalho havia determinado para que a empresa liquidasse os salários em atraso, acabou não se concretizando. Por falta de notificação de uma das nove empresas do grupo, a ação foi prejudicada.

Mudanças - Por meio de nota oficial, o BNDES negou que esteja participando de negociações que envolvam a mudança de controle acionário da Busscar. Na semana passada o prefeito de Joinville, Carlito Merss, sustentou que havia proposta formal de compra da empresa por parte de um grupo, não concorrente, mas que tem negócios no segmento de ônibus. O prefeito garantiu que o diretor-presidente da Busscar, Cláudio Nielson, e diretores do BNDES tinham conhecimento da proposta.

O empresário negou a afirmação, mas reconheceu em entrevista à TV Cidade, de Joinville, que estudaria eventual proposta. As notícias acabaram por levantar suspeitas quanto ao interessado: seria o grupo comandado por Nenê Constantino.

O BNDES acrescentou, no comunicado, que seus executivos acompanham a situação, participando de reuniões com representantes da empresa, dos credores e trabalhadores. Reconhece a importância da Busscar para o País e região onde está instalada, razão pela qual tem interesse na sua preservação.

Fonte: AutoData

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Nielson cogita vender maior parte das ações

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O presidente da Busscar, Cláudio Nielson, disse, em entrevista à TV Cidade no fim de semana, que está disposto a deixar de ser dono da maior parte das ações caso apareçam compradores.

Nielson também afirmou que Virtus BR Partners, consultoria que trabalha na negociação das dívidas da empresa, conseguiu um prazo de carência para o pagamento aos credores até setembro de 2011, e uma renegociação dos pagamentos, passando o número de parcelas de 55 para 96.

A Virtus está preparando a venda da Tecnofibras, que poderia injetar R$ 60 milhões.

domingo, 25 de julho de 2010

Busscar tenta vender terreno

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No curtíssimo prazo, há uma opção na mesa da Justiça do Trabalho e na do sindicato dos mecânicos. A Busscar tenta retirar um terreno da lista de bens colocados em indisponibilidade pela Justiça.

A possibilidade desta venda se efetivar passa, obrigatoriamente, pela concordância da Vara do Trabalho e do sindicato dos trabalhadores. Claudio Nielson despista e evita detalhar. “Há um termo de confidencialidade com a outra parte (interessada na aquisição) e, por isso, não posso falar mais nada.”

“AN” apurou que o terreno fica na zona Sul e a petição da Busscar foi feita na 4ª Vara do Trabalho no dia 2 de agosto. O presidente do sindicato dos mecânicos, João Bruggmann, diz que o imóvel poderia ser vendido por R$ 10 milhões.

Enquanto não há definição, funcionários seguem sem receber salários. São quatro pagamentos pendentes: três salários e o 13º de 2009, o que totaliza R$ 18 milhões. Segundo Bruggmann, trabalhadores cogitam acampar na frente da empresa caso não seja apresentada uma solução.

“Pedimos para que esperem até o fim do prazo dado pela Justiça para o pagamento de parte dos valores atrasados. Nosso pedido é de que a Busscar libere os funcionários que queiram sair, mas não há sinal de que isso aconteça”, afirma.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Novo "round" para a Busscar

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O futuro dos trabalhadores da Busscar e da própria empresa passa pelas mãos da Justiça. As ações do Sindicato dos Mecânicos de Joinville para a preservação dos bens do grupo e pagamento dos salários atrasados em até 48 horas após a decisão judicial devem ganhar mais uma companhia nos próximos dias.

A partir da segunda-feira, o sindicato intensifica os trabalhos de cadastramento de funcionários interessados em pedir a demissão indireta (veja mais ao lado e abaixo), uma forma de sair da empresa com a garantia de todos os benefícios de uma demissão, e promete oferecer atendimento diferenciado na recreativa da entidade.

A ideia do mutirão surgiu após a assembleia ocorrida ontem pela manhã em frente à empresa, onde mais de mil funcionários – segundo o sindicato – concordaram em descartar o pedido de falência e buscar a liberação da empresa na Justiça.

“Já temos mais de cem trabalhadores cadastrados e esperamos um número muito maior na próxima semana. A rescisão era a opção mais democrática e que deve trazer um retorno mais rápido ao funcionário do que traria a falência, pois os processos na Justiça do Trabalho costumam ser mais ágeis do que na Justiça comum”, explica o presidente do sindicato, João Brugmann.

O departamento jurídico da entidade ainda não definiu se as ações de rescisão indiretas serão individuais ou coletivas, e vai esperar pela procura dos funcionários para definir a estratégia.

“Os dirigentes da Busscar acabaram ganhando mais um prazo, mais uma chance. Mas caso o número de funcionários interessados na rescisão indireta seja expressivo ou o sindicato ganhe a ação que exige urgência no pagamento dos salários, o resultado pode ser uma falência por outro caminho, pois a empresa vai ser obrigada judicialmente a pagar as dívidas trabalhistas, o que pode exigir venda de bens por meio de leilões”, acrescenta Brugmann.

A empresa não se pronunciou sobre o assunto. O gerente de informática e um dos líderes da comissão de negociações da Busscar, Esbaldini Testoni, disse que a prioridade é continuar em Brasília. “Só voltaremos para Joinville com uma notícia positiva. Estamos fazendo contatos políticos para garantir o pagamento dos créditos de IPI, enquanto a diretoria da empresa segue negociando com os credores a injeção de capital.”

Com informações: A Notícia

quarta-feira, 7 de julho de 2010

CRISE DA BUSSCAR: Mesma resposta: Não!

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Fabricante de carrocerias volta a dizer que não vai demitir funcionários.

O prazo terminou. Uma semana após a última assembleia, que aconteceu no dia 1°, os trabalhadores da Busscar Ônibus S.A voltam a se reunir em frente a empresa hoje, às 9 horas, e desta vez, prometem sair apenas quando tiverem uma resposta da empresa. A expectativa do Sindicato dos Mecânicos é de que a assembleia reúna pelo menos três vezes mais funcionários do que a última, quando foram contabilizados 500 participantes.

A última tentativa de conseguir um acordo com a fabricante de carrocerias antes da assembleia foi frustrada. Ontem à tarde, a empresa disse ao sindicato que vai negar o pedido de liberação dos funcionários que não estão mais dispostos a esperar por uma solução para a crise econômica e querem ter um alívio no bolso por meio do seguro-desemprego e do FGTS. Mas a posição da Busscar foi a mesma dada há uma semana.

“A empresa não quer liberar os funcionários e pede mais paciência. Os trabalhadores apoiaram a Busscar esse tempo todo e esperaram por uma solução.Agora merecem seguir com as suas vidas”, afirma o presidente do sindicato, João Brugmann. A Busscar não se manifestou.

Ele confirma a possibilidade de pedir a falência da Busscar caso não seja apresentada uma alternativa que agrade aos trabalhadores. “Podemos voltar a votar a falência durante a assembleia”, diz. Mas essa estratégia, que pode resultar em uma maior demora dos trabalhadores em receber, não é a única opção da entidade.

Desde o dia 1°, corre na justiça uma ação que cobra o pagamento dos três meses de salários atrasados.

“O juiz Nivaldo Stankiewicz, da 4° Vara do Trabalho, está analisando uma antecipação de tutela – pedido de antecipação dos efeitos da sentença para o início do processo – que prevê o pagamento dos salários atrasados em até 48 horas após a decisão judicial. O processo corre juntamente a um pedido de preservação dos bens do grupo Busscar”, explica a advogada do sindicato, Luiza de Bastiani, que acredita em uma resposta ainda nesta semana.

Caso a sentença beneficie os trabalhadores, a fabricante de carrocerias poderá ter pagar mais de R$ 50 milhões. Se não fizer o pagamento, os bens da empresa poderão ser penhorados (veja as alternativas abaixo).

Com informações: A Notícia

CRISE DA BUSSCAR: Volta de Brasília sem sucesso

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Hoje à tarde, devem chegar de Brasília os últimos integrantes da União dos Trabalhadores da Busscar Ônibus S.A que ainda estavam na capital federal em busca de reuniões para negociar uma saída para a crise financeira da empresa.

Durante cerca de duas semanas, os representantes tiveram encontros com políticos e credores da fabricante de carrocerias, mas não tiveram sucesso na busca por uma solução para a Busscar.

Entre os principais compromissos, eles destacam uma reunião com o banco Santander, principal credor da empresa. Após o encontro, a União dos Trabalhadores afirmou que o banco se sensibilizou com a situação da empresa e sinalizou uma nova possibilidade de injeção de novos recursos para a retomada da produção, mas nenhuma proposta oficial foi protocolada.

Com informações: A Notícia