terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Acaba hoje prazo para recarregar Bilhete Único a R$ 2,70

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Hoje é o último dia para carregar o bilhete único paulistano com a tarifa de ônibus a R$ 2,70. A partir de amanhã, o preço da passagem passa para R$ 3. A recarga, sem limite de validade, pode ser de no máximo R$ 100 e o cartão acumula créditos até R$ 200. 

Segundo a Secretaria Municipal de Transportes de São Paulo, o aumento na tarifa de ônibus permitirá uma série de benefícios aos usuários do transporte público. Um deles é a extensão da validade do Bilhete Único de 2 para 3 horas. Outro benefício é a criação do Bilhete Amigão, que permite ao usuário do Bilhete Único fazer quatro viagens de ônibus em até oito horas, aos domingos e feriados. Também está prevista a renovação de 65% da frota de ônibus, com a substituição de 9.500 veículos por modelos novos, mais confortáveis, seguros e maiores, o que levará a uma maior oferta de lugares.

De acordo com a Secretaria de Transportes, a nova tarifa será reajustada em 11,11%, com base na planilha tarifária elaborada pelos técnicos da São Paulo Transporte S.A. (SPTrans). O valor do bilhete que faz integração com a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) será de R$ 4,29.

Fonte: Estadão.com.br

Aumento de ônibus: estudantes voltam a protestar nesta terça-feira

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A ameaça veio em coro: “Se essa tarifa não abaixar, na volta às aulas a cidade vai parar”. Ontem, na primeira segunda-feira do ano, pouco mais de 400 estudantes iniciaram protestos contra o aumento da passagem de ônibus de Salvador, que entrou em vigor anteontem. Os manifestantes se reuniram em dois pontos durante a tarde. Às 10h de hoje, as interdições no tráfego devem se repetir. Em proporção bem maior, os manifestantes que fazem parte da Revolta do Buzu pretendem parar a Estação da Lapa.

Por volta das 14h,  os estudantes bloquearam por  40 minutos a saída da Estação da Lapa e depois seguiram para a Rótula do Abacaxi. Com faixas, cartazes e carro de som,  seguiram para estação de transbordo do Iguatemi às 15h30 - um percurso de quatro horas e meia, que deixou alguns  pontos da cidade congestionados. O trânsito lento, que começou na Rótula, chegou a atingir o início da BR-324, altura do Retiro. O reflexo foi sentido também por quem passava pelas avenidas Heitor Dias e Bonocô, sentido Iguatemi.

“Se querem resolver o problema, deviam ir para a porta da prefeitura”, bradou a universitária Aline Costa, 33 anos, que teve que seguir andando da Rótula para o Iguatemi, onde tinha uma consulta médica marcada.  “Sou a favor, mas poderia ser mais organizado”, disse a vendedora Maria Ângela Pereira.  “É um transtorno necessário”, declarou Ruan Philippe, 16 anos, diretor da Associação de Grêmios e Estudantes de Salvador (Ages) a respeito da insatisfação da população pelo protesto. 

No trajeto, manifestantes gritavam palavrões e picharam muros e ônibus com mensagens ofensivas ao prefeito João Henrique. Alguns motociclistas que tentavam furar o bloqueio pelas calçadas eram cercados pela multidão, contida em seguida por policiais militares que acompanhavam o movimento. Pouco depois de pararem a região do Iguatemi, por volta das 19h, os  manifestantes chegaram à estação de transbordo, onde permitiram que passageiros entrassem de graça pela frente dos ônibus.

Todo o movimento foi planejado virtualmente, através de comunidade no orkut e perfil no twitter. Os estudantes reivindicam a redução da tarifa de R$ 2,50 para R$ 2,30, o congelamento da passagem por dois anos;  reativação do Conselho Municipal do Transporte; fim da taxa de revalidação do SalvadorCard;  aumento dos pontos de recarga; transformação da Lapa em estação de transbordo e transporte público 24 horas.

Fonte: Correio

Horário irregular e parada fora do ponto são maiores queixas

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Rio - Irregularidade no horário dos ônibus foi a queixa mais recebida pelo Departamento de Transportes Rodoviários (Dentro) em 2010, com 817 registros. Ontem, primeiro dia útil após o aumento da tarifa dos ônibus intermunicipais, iniciado no domingo, o órgão divulgou seu balanço sobre as reclamações recebidas dos usuários. 

Parar fora do ponto ficou em segundo lugar, com 796 ocorrências. E falta de carros com duas portas ficou em terceiro, com 652 reclamações. Segundo o órgão, essa queixa está ligada ao descumprimento do direito à gratuidade, já que a maior parte das linhas intermunicipais o restringe aos ônibus convencionais. Mais de 5 mil e-mails e ligações foram recebidos pela ouvidoria do órgão.

As empresas intermunicipais de quem as pessoas mais reclamaram foram Rio Ita (508), Fagundes (394), Viação União (332), Viação 1001 (302) e Nossa Senhora do Amparo (288). Durante o ano, todas as queixas foram encaminhadas às empresas, que tiveram até 10 dias após o recebimento para responder ao Detro. Caso contrário, pagariam multa de R$ 1.786,82. 

As reclamações são utilizadas pelo Detro para nortear as ações de fiscalização. Baseado nelas, o órgão criou o operação ‘Legal tem que ser legal’, que fiscaliza o transporte intermunicipal regular e averigua o estado dos ônibus em tráfego pelas empresas que prestam o serviço. No domingo, a tarifa dos ônibus intermunicipais subiu de R$2,35 para R$2,50. 

BILHETE ÚNICO NÃO MUDA

O reajuste de 5,63% foi autorizado pelo Detro e é menor que o reinvididicado pela Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Rio de Janeiro (Fetranspor), que pedia 9,42%. Apesar do aumento, quem utilizar o Bilhete Único intermunicipal continua a pagar R$ 4,40 para pegar duas conduções.

Fonte: O Dia Online

Tarifa de ônibus mais cara surpreende passageiros

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Usuários do transporte público de Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema foram pegos desprevenidos pelo aumento das tarifas de ônibus municipais. Os passageiros reclamam que os reajustes foram pouco divulgados e criticam a qualidade do serviço. Ontem foi o primeiro dia útil com os novos valores.

Entre as cidades que modificaram o preço do bilhete, a única que divulgou a informação no site oficial foi Diadema, que publicou aviso no dia 28 de dezembro. A Prefeitura de São Bernardo disponibilizou nota no dia 16 comunicando que haveria o reajuste, mas não informou o novo valor nem quando entraria em vigor. As páginas de Santo André e São Caetano não citam o aumento.

A falta de divulgação fez com que muitos passageiros entrassem no ônibus com o valor antigo. "Teve gente, na hora de passar pela catraca, não tinha dinheiro", contou o motorista de São Caetano João Carlos Stracanholi, 50, que também atua como cobrador. "Muitos reclamam com os funcionários, achando que nós somos culpados." No município, a passagem passou de R$ 2,30 para R$ 2,75 (aumento de 20%).

A gestora de recursos humanos Gabriela Nunes, 28, disse que tinha conhecimento sobre o reajuste, mas não sabia quando entraria em vigor. "Pensei que fosse mais para frente. Fui surpreendida", relatou a passageira, que aguardava o ônibus no Rudge Ramos, em São Bernardo. A tarifa na cidade, que custava R$ 2,50, subiu 16%, chegando a R$ 2,90. Mesmo valor é cobrado em Santo André, onde o bilhete, que era vendido a R$ 2,65. teve aumento de 9,4%.

"O engraçado é que, até para um aumento de nada no salário mínimo, o governo anuncia com bastante antecedência. Agora, quando é para tirar dinheiro do nosso bolso, não dizem nada", ironizou o motorista de frota José Luiz dos Santos, 43, morador de Diadema. "Eu até tenho dinheiro, mas contava com os R$ 2,50", completou. A tarifa foi reajustada em 12% e agora custa R$ 2,80.

RIBEIRÃO PIRES

A Prefeitura de Ribeirão Pires deve anunciar nesta semana o valor da nova passagem. Contatada pelo Diário, a administração informou que ainda não havia definido o índice de reajuste. Atualmente, a viagem custa R$ 2,50.

Qualidade do serviço é criticada pela população

As principais críticas feitas por passageiros sobre o aumento nas tarifas municipais dizem respeito à qualidade do serviço prestado. Segundo usuários, não há retorno que justifique o reajuste.

"É um absurdo mudar o valor da passagem. Isso porque, sempre que aumentam, justificam falando que vai haver melhora no serviço, mas isso nunca acontece", opinou a pedagoga Luciana Maria da Silva, 25, de São Bernardo.

Para a ajudante de cozinha Andrea Barbosa, 28, além do mau estado de conservação, faltam veículos nas ruas. "O transporte é ruim. Os ônibus nunca têm horário certo para passar", salientou a moradora de Diadema. "Vou ter mais de R$ 6 semanais de prejuízo, e não vou ver retorno deste dinheiro", protestou.

Diário do Grande ABC