segunda-feira, 31 de maio de 2010

Agenda de manifestações contra o aumento da tarifa em Florianópolis

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Calendário dessa Semana (31/05 - 06/06):

  • (31/05) SEGUNDA: Ato 17h no TICEN;
  • (01/06) TERÇA: Ato 12h TICEN;
  • (02/06) QUARTA: Grande Ato 17h TICEN;
  • (06/06) DOMINGO: Reunião da Frente 13h no Sindicato dos Bancários e Colagem de materiais 18h;

Semana seguinte (07/06 - 11/06):

  • (07/06) Segunda: Atos descentralizados;
  • (08/06) Terça: Bicicletada, 17h, Concha Acústica;
  • (09/06) Quarta: Grande ato no TICEN, 17h;
  • (10/06) Quinta: Ato em São José, 17h;
  • (11/06) Sexta-feira: Festa da Frente.

domingo, 30 de maio de 2010

Em caso de greve, circulação de ônibus deve ser de 70% (Ceará)

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Em caso de deflagração de greve, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sintro) terá de assegurar a prestação do serviço de transporte coletivo de Fortaleza e Região Metropolitana com 70% do efetivo, em horários de pico, e 50% dos demais horários.

A decisão partiu do presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), desembargador José Antonio Parente da Silva, em liminar concedida na ação cautelar proposta pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus). A informação foi confirmada pelo procurador-chefe substituto do Ministério Público do Trabalho (MPT), Nicodemos Fabrício Maia, que foi notificado na tarde deste sábado (29).

De acordo com a liminar, a multa a ser aplicada ao Sintro em caso de descumprimento do efetivo mínimo exigido será de R$ 30 mil por dia. O desembargador acatou parcialmente o pedido feito pelo Sindiônibus. Na ação cautelar, a entidade representativa dos empresários do setor queria que o TRT fixasse os percentuais de 80% de efetivo funcionamento nos horários de pico e 60% nos demais horários. Também havia requerido a aplicação de multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento, mas o presidente do TRT considerou “exagerados os pedidos formulados, fugindo ao princípio da razoabilidade”.

O desembargador determinou, ainda, que o Sintro cesse, de imediato, as paralisações pontuais que vem empreendendo e abstenha-se de praticar atos que impliquem dano ao patrimônio público ou privado e de impedir, por qualquer meio, o acesso dos trabalhadores ao serviço, sob pena de pagamento de multa diária também fixada em R$ 30 mil, além de ter de indenizar os prejuízos de ordem material ou moral causados em decorrência da ação de seus filiados.

Deflagração de greve

O intuito dessa decisão é impedir que se repitam, até a deflagração oficial da greve (cuja assembleia está marcada para a próxima quinta-feira, 3), paralisações-relâmpago como as realizadas na última semana em frente a garagens de empresas, que impediram a entrada e saída de veículos.

José Antonio Parente da Silva também determinou que, além do MPT, o Sintro, o Sindiônibus, a Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) e a Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social sejam notificados da decisão através de oficial de Justiça. No caso da Secretaria, a orientação foi no sentido de que sejam adotadas medidas necessárias para assegurar a ordem pública enquanto persistir o impasse entre trabalhadores e empresários do setor de transporte coletivo.

Com informações: Verdes Mares

sábado, 29 de maio de 2010

Uma proposta no caminho da Busscar

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Centenas de horas de conversas com credores depois e após o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) afirmarem que só liberam dinheiro com a mudança na gestão da Busscar, surge, nos bastidores do meio financeiro, uma proposta concreta para a Busscar Ônibus sair do sufoco e recuperar credibilidade.

A saída de Claudio Nielson da presidência, passando a diretor industrial. Consequentemente, ele teria de aceitar que a comissão de credores indique um nome para o comando geral. Até agora, nada disso se concretiza. O empresário ainda não se convenceu de que deve entregar o bastão, apesar de pressão intensa de bancos, órgãos públicos e fornecedores.

Um empresário, que já vivenciou experiência parecida quando a companhia familiar passou ao comando de bancos e fundos de investimentos credores é curto e direto: “no caso da Busscar é necessário identificar sócio estratégico ou um fundo de investimentos que compre parte do negócio e coloque capital novo. Porque aí aparecerá dinheiro do BNDES para reerguer a produção”. Ele acredita que só este modelo atrairá recursos para viabilizar o futuro.

Este empresário diz: “É preciso garantir a sobrevivência da marca e a qualidade da tecnologia de alto padrão reconhecida mundialmente”. E, do alto de sua experiência, alerta: “Fundamental é ser ágil porque com o passar do tempo até este ativo pode ser perdido”.

Outro empresário diz que do jeito que está, é inviável continuar. “A companhia que dirijo já antecipou duas vezes dinheiro para que a Busscar pudesse comprar matéria-prima e, assim, produzir os ônibus encomendados. Desde 2009 são dez veículos a serem entregues – e ainda não foram. São ônibus com piso rebaixado. No total, custam R$ 3,5 milhões.

“A Busscar tem a melhor tecnologia neste tipo de produto. O problema é que não consegue entregar a mercadoria. E nós já pegamos financiamento, mas não temos o produto”.

Este quadro difícil preocupa muito. Há uma razão objetiva para tanta inquietação: se a Busscar efetivamente deixar de produzir, haverá problemas sociais enormes e, para este segmento, é previsível dificuldade de reposição de peças para os ônibus que já estão rodando.

O agravamento da crise da Busscar obriga a este cliente – e outros, é claro – a comprar carrocerias de outras fábricas. Pelos dados da Fabus (Associação Nacional de Fabricantes de Carrocerias de Ônibus) a Neobuss, de Caxias do Sul, vem ganhando espaço no mercado. Por isto tudo, a opinião se repete: “Auanto mais cedo trocar o comando, maiores serão as chances de recuperação.

Até agora, parece que há uma crença de que Deus vai salvar a empresa. Não vai”. No final do ano passado, a Busscar tinha 5% do mercado.

Matéria: A Notícia

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Manifestação de estudantes termina em tumulto em Florianópolis

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Seis manifestantes foram detidos na noite dessa quinta-feira durante um protesto de estudantes pela redução da tarifa de ônibus em Florianópolis. Houve tumulto entre os jovens e a Polícia Militar e vários estabelecimentos comerciais acabaram depredados.

Seis manifestantes foram detidos na noite desta quinta-feira durante um protesto de estudantes pela redução da tarifa de ônibus em Florianópolis Foto: Fabrício Escandiuzzi/Especial para TerraOs estudantes vêm protestando há cerca de três semanas contra um decreto que reajustou o preço das passagens em pouco mais de 7%. Nessa quinta, a manifestação vinha ocorrendo de forma pacífica pelas ruas centrais, mas acabou se transformando numa grande confusão quando os manifestantes tentaram furar o cerco realizado pelos policiais. Pelo menos 1,5 mil pessoas participavam do protesto, segundo os cálculos da Polícia Militar.
Houve muito corre-corre pela rua Felipe Schmidt, uma das mais movimentadas do centro da capital. Duas agências bancárias e uma loja tiveram as portas de vidro destruídas no tumulto. Sacos de lixo foram espalhados, caixas e lixeiras foram arrancadas e lançadas no meio da confusão. Vários muros e portas de lojas foram pichadas durante o ato.

A situação se acalmou depois que os jovens foram cercados por policiais numa praça de Florianópolis. Eles marcharam sob escolta até o terminal central de ônibus e encerraram o protesto. Entre os seis detidos, dois deles eram menores de idade. Todos foram levados para a Central de Polícia e liberados no início da madrugada, após assinarem um Termo Circunstanciado.
O tenente coronel Newton Ranlow criticou a ação dos estudantes e disse que não teria ocorrido abuso por parte dos policiais militares. "Permitimos que eles protestassem pelas ruas, mas o problema é que não há liderança e o manifesto se tornou uma grande ação de alguns baderneiros", disse. "Quase transformaram o centro de Florianópolis numa praça de guerra".

A situação entre estudantes e prefeitura vem se tornando mais tensa nos últimos dias. O Ministério Público de Santa Catarina emitiu uma recomendação de que a PM utilize "meios legais" para evitar o bloqueio de ruas do centro de Florianópolis durante as manifestações.

Para esta sexta-feira, um novo ato está marcado pelos estudantes na cidade vizinha de São José.

Com informações: Terra.
Foto:Fabrício Escandiuzzi.