Os trabalhadores do transporte público da Grande Florianópolis devem paralisar os trabalhos a partir da próxima semana. O indicativo de greve foi confirmado no dia 10 deste mês, em assembleias realizadas pelo sindicato dos trabalhadores, ao lado do Ticen, no Centro da Capital.
Por unanimidade, motoristas e cobradores decidiram não aceitar a proposta apresentada pelas empresas de ônibus, que ofereceram aumento de 8% nos salários, com ticket de refeição passando de R$ 340 para R$ 380.
Segundo o secretário de comunicação do Sintraturb, Antônio Carlos Martins, a categoria tem voltado as negociações deste ano para as chamadas "cláusulas sociais". As principais reivindicações são a redução da jornada de trabalho de seis horas e 40 minutos para seis horas, o fim dos turnos especiais de três horas e a revisão do pagamento do seguro contra acidentes.
De acordo com o secretário de Finanças e Jurídico do sindicato, Deonísio Linder, a paralisação pode acontecer (por lei) somente 72 horas depois da declaração de greve. A categoria já divulgou a greve para que a população saiba com antecedência da ação.
Não sabemos se vamos parar quando fechar as próximas 72 horas, mas isso pode acontecer. Um jornal informativo do sindicato deve avisar a população sobre o início da greve. Ainda vamos negociar, mas só vamos parar se a prefeitura e as empresas não aceitarem nossos pedidos - disse Deonísio.
Com informações do Diário Catarinense
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