A Promotoria do Consumidor do Ministério Público Estadual (MP) abriu inquérito para investigar o transporte coletivo da Capital. A medida foi tomada depois que o vereador Pedro Ruas (PSOL) entrou com uma ação questionando o aumento de tarifas dos ônibus.
A meta do vereador é anular o reajuste no preço da passagem, que subiu, em fevereiro, de R$ 2,45 para R$ 2,70. Para ele, o aumento não é legítimo porque não houve licitação para contratar os serviços das empresas de transporte nos últimos 22 anos.
Ruas argumentou que a licitação poderia influenciar o valor da tarifa, tornando-a mais barata. Ele criticou as "prorrogações informais" dos contratos, efetuadas desde 1989.
O secretário de Mobilidade Urbana e diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, salientou que a ocorrência de licitação não influencia no valor da tarifa.
— A EPTC calcula uma tarifa técnica, baseada no Índice de Passageiro por Km, o IPK — afirma.
Quanto à licitação, Cappellari garantiu que deve ser aberto novo processo assim que estiverem confirmados e definidos os projetos do metrô e dos BRTs , os ônibus rápidos que circularão nos corredores de Porto Alegre.
Com informações do Zero Hora
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