| Foto: Blog Ponto de Ônibus |
A utilização do aparelho foi proposta por projeto de lei do vereador Luis Carlos da Silva e foi aprovada pelo prefeito Antônio Francisco Beto.
O princípio de funcionamento é bem simples.
O ônibus é dotado de um receptor de ondas de rádio de baixa freqüência. O deficiente visual possui, por sua vez, um emissor destas ondas.
O passageiro programa o número da linha que pretende usar. Quando o ônibus dessa linha está chegando perto, o aparelho do deficiente emite um sinal, num raio de 100 metros, recebido pelo aparelho do ônibus.
O receptor do ônibus avisa o motorista da presença do passageiro com deficiência visual enquanto o emissor recebe o sinal de volta do ônibus alertando sobre a aproximação do veículo.
O objetivo é evitar o constrangimento de toda a vez quer o portador de limitação visual depender de estranhos para se locomover de ônibus, aumentar sua segurança, evitando que pessoas com má intenção se aproveitem da condição destes passageiros, e dar mais liberdade na mobilidade urbana.
O sistema teve como uma das primeiras cidades Jaú, no Interior Paulista. Ribeirão Preto, também no interior de São Paulo anunciou o uso dos aparelhos assim que a licitação fosse concluída.
No Rio de Janeiro, a cidade de Niterói, o sistema foi adotado no mês de maio, a título de testes, na linha 49 que atende as zonas Sul e Norte da cidade.
De acordo com o Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Rio de Janeiro, Seterj, dois mil deficientes audiovisuais usam transporte coletivo em Niterói.
Já em Volta Redonda, onde mais recentemente foi aprovado projeto para uso do aparelho, são 438 pessoas com problemas visuais que usam os ônibus da cidade, de acordo com o Sindpass – Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros. Deste total, 122 têm falta de visão total e 316 deficiência parcial.
O preço para implantar o sistema não pe considerado alto pelo ganho social que ele traz: R$ 600,00 o aparelho receptor e que avisa o motorista dentro do ônibus e R$ 200,00 o custo do aparelho que fuça com o passageiro portador de necessidade especial.
A frota de Volta Redonda é de cerca de 200 ônibus.
Com o desenvolvimento e aprimoramento dos testes, a Prefeitura e as empresas de ônibus acreditam que mais pessoas que portem limitação visual, que hoje não usam o transporte coletivo, possam ser atraídas para o sistema.
E este deve ser o objetivo: inclusão. Derrubar barreiras e permitir que o uso do transporte público seja universal, um serviço para o público em geral, como o próprio nome diz.
Fonte: Blog ponto de ônibus (Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes).
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