No próximo dia 27, os técnicos que fazem parte da Comissão Permanente de Estruturação do Processo Licitatório do Transporte Coletivo em Joinville apresentarão o projeto básico do novo modelo do transporte coletivo na cidade. Na prática, será um esboço das exigências que serão feitas à empresa que vencer a licitação. Na primeira audiência pública, segunda-feira, o grupo ouviu as manifestações de 44 pessoas.
Com base em algumas delas, o jornal "A Notícia" ouviu o diretor executivo do Ippuj, Vladimir Constante – que também é um dos líderes da comissão –, e montou dez perguntas e respostas que ajudam a explicar o processo.
A Prefeitura pretende publicar o edital de licitação até o final de abril, mas alguns detalhes estão pré-definidos, como a concessão para apenas uma empresa ou consórcio e a exigência para que a futura concessionária informe os passageiros sobre as linhas e os horários nos próprios pontos. Confira as dez perguntas e respostas.
1 - Há mudanças definidas em relação ao sistema atual?
O sistema de integração entre os terminais continua, até porque isso foi feito de forma planejada. A tarifa única possibilita o usuário de um local ter vários destinos pagando só uma passagem. A bilhetagem eletrônica também é uma referência do sistema de Joinville até para outras cidades. Essas características são muito importantes para o cidadão. Então, a Prefeitura entende que não deve haver uma mudança drástica em cima deste sistema. Mas, com a concorrência da licitação, se espera ganhar nas questões de custo e qualidade. E para descobrir qual é a qualidade que a população espera é que foi feita a pesquisa de campo.