sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

TRT vai julgar dissídio dos motoristas e cobradores na próxima terça

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O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Ceará (Sintro), Domingo Neto, afirmou que as paralisações vão continuar. Se o dissídio não for julgado até o dia 18, a categoria vai votar em assembleia se será realizada uma greve geral.

Na última terça-feira, 7, a sessão foi suspensa porque o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado (Sindiônibus) alegou que o Sintro não teria legitimidade para defender a categoria de motoristas e cobradores. O Sindiônibus alega que quem deve representar os trabalhadores é o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Fortaleza (Sintrofor). 

"Diante desse incidente processual, o Tribunal adiou o julgamento do dissídio até obter as informações reais sobre esse fato", afirmou o relator do processo, desembargador José Antonio Parente, que revelou já ter, agora, as informações necessárias para retomar o julgamento.

A reunião no Ministério Público do Trabalho segue nesta quinta-feira, 9, para definir representatividade de motoristas e cobradores no processo. Participam da audiência representante do Sintro, o Superintendente Regional do Trabalho, Papito de Oliveira, o procurador-chefe do MPT, Gérson Marques. O Sintrofor não enviou representante. 

Com informações do O Povo On Line

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Terminais rodoviários do Distrito Federal estão em péssimas condições

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Na chegada do terminal de Taguatinga, há lixo por todo lado. Os restos das baias demolidas, onde ficavam os camelôs, não foram retirados. Na pista, pedaços de pau alertam para o bueiro sem tampa. As calçadas e bancos servem de abrigo para muitos moradores de rua, assim como a parte inferior da escada. 

As paredes são esburacadas e as caixas de esgoto não têm tampas. Madeira e jornal são utilizados para cobrir as janelas sem vidros. Lojas abandonadas viraram moradia para pombos. E carros particulares e táxis estacionam nas baias reservadas para os ônibus. 

Na rodoviária do Plano Piloto, buracos ameaçam a passagem dos ônibus. Uma das baias está tão comprometida que é perigoso entrar e sair. As calçadas estão desgastadas, os banheiros desativados e as escadas rolantes, quebradas. Existem muitas lixeiras, mas elas não dão conta do lixo produzido no local. 

A Secretaria de Transportes informou que, com o fim da greve da Novacap, os buracos devem ser cobertos em breve. O banheiro foi quebrado de madrugada, já foi consertado e reaberto. As escadas rolantes não suportam a quantidade de pedestres, apesar de manutenção diária. 

A administração de Taguatinga afirmou que ninguém tem permissão para ficar no terminal desativado - que só funciona para ônibus interestaduais agora. E que vai acionar o governo para tomar as providências cabíveis. 

Com informações da TV Globo

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Jotur e Paulotur concorrem para assumir novo transporte coletivo no Sul de Palhoça

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O Prefeito Ronério Heiderscheidt (PMDB) assinou na tarde da última quinta-feira, 25, o decreto nº 1.210, que altera o itinerário, o quadro de horários e a oferta de serviço das linhas do Sul do Município.

No Sistema de Transporte de Palhoça, a linha 1, que liga a Pinheira a Ponte do Imaruim, vai disponibilizar para os usuários um total de 40 novos horários, com tarifa que vão de R4 2 a R$ 5.
Na linha 2, que liga a Enseada de Brito a Ponte do Imaruim, via BR 101, também terá um total de 40 novos horários, com valor da tarifa a R$ 2,25.

A novidade é a instauração das linhas circulares. Na linha 3, que liga o Sertão do Campo até a Passagem do Maciambu, passando pelas localidades de Morretes, Guarda do Embaú, Pinheira, Ponta do Papagaio, Praia do Sonho, foi criado o Sistema Integrado do Transporte Coletivo Municipal da região Sul. A tarifa estabelecida é de R$ 2.

O passageiro, que, por exemplo, utilizar o sistema circular (linha 3) poderá utilizar a linha 1 pagando apenas a diferença, no caso, R$ 3. Ainda ficou determinada no decreto a notificação das atuais concessionárias para que manifestem no prazo de 24 horas, a contar do recebimento da referida notificação, a possibilidade ou não, do cumprimento das condições impostas pela Administração.
"A nossa preocupação é melhorar o transporte coletivo de Palhoça. Queremos mais ônibus, tarifa menores, ônibus novos, adaptados, enfim, queremos oferecer um serviço de qualidade e de menor preço para os usuários", enfatiza o Prefeito.

Entre as exigências determinadas para a concessionária está o fornecimento de frota de veículos novos ou seminovos, com no máximo de dois anos de uso, adaptação para atender deficientes físicos, assento preferencial para idosos e câmeras de segurança.
Caso a empresa não possua as condições acima, deverá providenciar a comprovação documental da aquisição no prazo de 30 dias, com a respectiva incorporação à frota, no prazo máximo de 120 dias, ambos, contados da publicação do decreto.

Tanto a Paulotur como a Jotur, empresas que exploram o transporte coletivo no Município, responderam ao decreto lançado pela Prefeitura manifestando o interesse em continuar operando na Cidade.

A Paulotur, segundo o Diretor Juarez Nienköter, no entanto, não aceita as determinações do decreto e diz que vai pedir a revogação da medida na Justiça. Se isso acontecer, o novo sistema corre o risco de vir a ser instalado somente no ano que vem.
Segundo Juarez, as determinações são pontuais exatamente naquilo que a empresa Jotur pode atender. "Está existindo um favorecimento da Prefeitura à empresa Jotur. Querem com isso inviabilizar a nossa empresa", critica ele.

Problemas no Terminal Rodoviário Rita Maria

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Goteiras e pedaços de granito e argamassa que estão se desprendendo das paredes e do teto. Esses são apenas alguns dos problemas do Terminal Rodoviário Rita Maria, em Florianópolis.


Obras emergenciais

 O prédio do terminal, uma das portas de entrada da Capital catarinense, deve passar por obras emergenciais. De acordo com a Defesa Civil, trata-se de reparos pontuais de prevenção que, se feitos rapidamente, não representam perigo aos usuários.

O Deter, que administra o local, constatou a precariedades na infraestrutura do prédio e solicitou que a Defesa Civil fizesse vistorias. Depois de dois laudos técnicos — um do Deter e outro da prefeitura — um decreto foi assinado pelo prefeito Dário Berger concluindo que o terminal necessita de reparos urgentes para garantir a segurança dos usuários. — São questões bem pontuais, que não afetam a estrutura do prédio — garante Maximo Porto Seleme, diretor da Defesa Civil Municipal.

O custo dos reparos está estimado em, aproximadamente, R$ 700 mil, e as obras, que devem durar 45 dias, estão previstas para começar no final de dezembro. — Nosso medo é que pedaços de um centímetro que já caíram da argamassa não virem pedaços maiores que possam machucar alguém. É um trabalho de prevenção, e o terminal não vai ser interditado durante os reparos — explica Seleme.

Desde que foi fundado há 29 anos, a estrutura do prédio nunca passou por uma reforma, apenas reparos foram feitos nos banheiros, restaurante e lanchonetes. As 170 telhas, que pesam 37 toneladas cada uma, apresentam desgaste natural em decorrência da localização do edifício.

Segundo Seleme, a maresia (vento com salitre), típica de áreas perto ao mar, exige que a manutenção seja feita periodicamente, o que nunca foi feito. Para o presidente do Deter, Altamir José Paes, o Estado não tem competência para administrar o Terminal Rodoviário Rita Maria. — O Estado não está preparado e, por isso, o local não tem a manutenção que deveria ter. Foi uma situação de comodismo em que ninguém se comprometeu com a segurança do lugar. A saída é abrir uma concessão para a iniciativa privada, que teria melhores condições de administrar o terminal — afirma.
Apesar do caráter emergencial das obras, Altamir Paes garante que os usuários e trabalhadores do terminal não correm risco de se machucarem.

Segurança também preocupa

 A falta de segurança no Terminal Rita Maria é apontada por usuários, lojistas e Deter como um dos principais problemas no local. Com uma área de mais de 15 mil metros quadrados, apenas dois vigilantes cuidam da segurança durante a madrugada, das 19h às 7h.
De dia, um vigilante fica no estacionamento. De acordo com o gerente do Deter, Nildo Teixeira, não se vê policial fardado dentro do Rita Maria: — Não adianta tapar o sol com a peneira, pois segurança aqui realmente não existe — lamenta.

Ele explica que há um uma companhia da Polícia Militar no anexo do terminal, mas não há apoio na segurança para os usuários. O taxista Jurandir Acelino, 59 anos, também afirma que não há policiamento. — A segurança aqui é problemática. Só vejo PM aos domingos para multar os carros — conta Jurandir.

De acordo com o comandante da área central de Florianópolis da Polícia Militar, tenente Vieira, cinco policiais fazem a ronda preventiva. À noite, são mais dois que cuidam da segurança no terminal: — Em um ano, somente duas ocorrências criminais foram registradas no Rita Maria. Aqui não há mais concentração de pedintes e moradores de rua, que usavam os espaços para dormir. Para mim, o terminal é quase uma fortaleza — diz.

Segundo piso em melhores condições

 As lojas do segundo piso do Rita Maria pouco se parecem com os estabelecimentos que ocupam o andar de baixo. Se no andar térreo, a reclamação de quem trabalha diariamente no local é, principalmente, quanto às goteiras, no piso superior a vendedora Mari Pereira, 30 anos, diz que nem sabia que a rodoviária tinha esse problema: — Aqui em cima não tem goteira.

O segundo piso, que, ao contrário das outras lojas da rodoviária, está decorado com enfeites de Natal, é preparado para receber duas plataformas elevatórias para garantir acessibilidade. Elas já foram compradas e devem estar funcionando a partir do dia 15. Os equipamentos foram adquiridos por causa das salas que vão abrigar órgão públicos. Após essa transferência, 20 mil pessoas devem circular diariamente pelo terminal.