quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Manaus quer estatal do Transporte

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Com aprovação do Ministério das Cidades, Manaus pode ser o primeiro município brasileiro a ter uma empresa estatal de transporte urbano. A medida, que custaria aproximadamente R$ 200 milhões, provenientes do programa Pró-Transporte, surge como uma solução para os atuais problemas causados pelas empresas privadas, consideradas deficitárias pela população.


De acordo com a prefeitura, o foco da nova empresa é preencher a deficiência de qualidade nos serviços prestados com relação à modernização e ampliação da frota e cumprimento de horários, com o intuito de evitar transtornos no período da Copa do Mundo, quando a cidade receberá milhares de turistas.


No entanto, a regulação da empresa poderá funcionar em parceria entre o poder público e privado, criando um sistema misto, mas com maior participação do município.

“A criação dessa empresa não significa dizer que o transporte público será todo estatizado, faremos um sistema misto, mas é importante que o município tenha uma companhia para evitar o caos, até para ser uma espécie de reguladora”, explicou Amazonino Mendes, prefeito da cidade.

De acordo com o chefe do executivo, a prefeitura local pretende realizar uma nova licitação para o transporte coletivo no prazo de um mês, mas está enfrentando problemas pela falta de interesse de outras empresas, além daquelas que já operam no atual sistema.

“O que inibe uma maior participação é a desconfiança com relação à tarifa. As empresas temem interferência do judiciário e isso pode complicar. São fatores psicológicos que afastam os investidores”, declara Mendes, frisando que na falta de interessados, a prefeitura suprirá a lacuna com ônibus estatais.

Segundo o prefeito, a cidade busca um modelo ideal que sustente a qualidade de maneira permanente. “Queremos evitar o colapso. O transporte coletivo e o sistema viário serão as maiores preocupações da prefeitura inclusive para o período após a realização dos jogos da Copa do Mundo de Futebol de 2014”.

BRT

O prefeito esclareceu que a licitação para a empresa estatal não se confunde com a implantação do (BRT) Bus Rapid Transit, que consiste na construção de corredores exclusivos ligando a zona leste ao Centro de Manaus, orçado em R$ 630 milhões.

“Nosso planejamento é adquirir ônibus articulados e bi-articulados visando o BRT que vai atender a Copa de 2014”, disse Amazonino, se referindo ao projeto, que deverá ser implantado na cidade, ligando a Zona Leste ao Centro.

fonte: Buzunet

MAN apresenta novo chassi

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O mercado brasileiro acaba de ganhar um novo chassi de ônibus da MAN Latin America. Trata-se de uma nova versão do Volksbus 17.260 EOT com piso baixo, que foi apresentado durante o Seminário da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano), em Brasília (DF).

O Low-Entry (piso baixo), segundo a MAN, é o mais adequado para atender as novas exigências de acessibilidade para passageiros. O novo desenvolvimento apresenta outras novidades como novo módulo dianteiro otimizado; eixo dianteiro com novo design, permitindo o uso de piso interno plano sem rampas ou obstáculos.
Além disso, o chassi traz um sistema de elevação e ajoelhamento, que colabora na acessibilidade ao veículo e na transposição de obstáculos durante a operação. O Volksbus 17.260 EOT Low Entry está preparado para carrocerias de 12 a 13,2 metros e é oferecido na versão V-Tronic, equipado com câmbio de acionamento mecânico, mas sem alavanca de mudança de marchas e sem o pedal de embreagem.

“Estamos certos de que essa será uma grande opção em relação ao custo-benefício para o mercado de ônibus que, em função das normas de acessibilidade, apresenta uma tendência cada vez maior em adquirir veículos com essas caracteríticas”, diz Ricardo Alouche, diretor de Vendas, Marketing e Pós-Vendas da MAN Latin America.

fonte: Buzunet

Busscar Abandona trabalhadores

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Após liderar mais um papelão com a convocação de trabalhadores que não recebem salários há quatro meses para finalizar ônibus inacabados pagando R$ 60 ao dia, sem garantias de direitos e segurança do trabalho, a Busscar Ônibus agora abandona de vez seus trabalhadores. Totalmente paralisada, a empresa sequer atende aos seus funcionários para informações sobre quando serão pagos os salários de abril e maio, mais o décimo-terceiro de 2009, que foram determinados pela Justiça do Trabalho.

Antes preocupados em manter seus funcionários seguindo a cartilha da salvação que não veio, divulgando notícias sem qualquer solução prática, levando milhares à passeatas e até a longínqua Brasília, agora a Busscar largou de vez seus trabalhadores ao relento. Nem telefonemas atendem dos trabalhadores, que precisam informações do RH da empresa, responsável pelas respostas – inúmeras aliás – sobre o pagamento decidido pela Justiça, documentação trabalhistas e muitas outras informações. O Sindicato recebe centenas de trabalhadores todos os dias pedindo dados que a empresa têm de informar e entregar.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias e Oficinas Mecânicas de Joinville e Região, João Bruggmann, a Justiça está acompanhando de perto a demora da Busscar em cumprir a decisão judicial de pagamento dos salários devidos de abril e maio, mais o 13º salário de 2009, fruto de ação do Sindicato dos Mecânicos em maio deste ano. Na sua defesa a empresa disse precisar liberar um terreno que estava bloqueado pela Justiça do Trabalho também por ação do Sindicato – para proteger os direitos dos trabalhadores e garantir pagamento dos mesmos direitos – para que pudesse negociar com o banco BIC um financiamento no valor de R$ 11 milhões.

Com parte desse valor e mais um crédito de R$ 7,5 milhões por impostos que está depositada na Justiça Federal, a empresa pagaria esses atrasados. Ficam ainda pendentes os salários de junho e julho que já venceram também, mas na época da entrada do processo ainda não haviam vencido, e por isso não estão contemplados nessa decisão. ”É triste porque alguns trabalhadores ligados à direção da Busscar pediram ao Sindicato que liberasse o terreno na Justiça para que isso acontecesse, pediram mais uma vez um voto de confiança. E agora, cadê a venda, a transação que estava pronta só esperando a liberação do terreno para acontecer? Estamos atentos e a Justiça pode até decretar intervenção judicial caso a Busscar não cumpra mais uma vez a lei e a determinação judicial”, dispara Bruggmann.

Ainda não há sinalização da Busscar sobre o pagamento dos atrasados decidido pela Justiça do Trabalho em sentença. Se a empresa não pagar, a Justiça bloqueia novamente o terreno e pode decretar a intervenção judicial. O Sindicato salienta que a essas obrigações de pagar parte dos atrasados, bloqueio dos bens da empresa e acionistas e possíveis tratativas de venda do controle acionário só estão acontecendo por pressão e ações do Sindicato dos Mecânicos. Até campanha de alimentos foi promovida pela entidade, arrecadando toneladas de alimentos que ajudaram os cerca de três mil trabalhadores a alimentar suas famílias temporariamente.

Rescisões indiretas: Justiça começa a dar sentenças liberando trabalhadores

Uma boa notícia para os trabalhadores que entraram com os processos de rescisões indiretas na Justiça do Trabalho: os juízes começam a dar as sentenças liberando os trabalhadores e trabalhadoras com a carteira de trabalho com baixa por culpa do empregador. A Justiça está determinando que a empresa dê baixa e emita as guias para encaminhamento do seguro desemprego e saque do FGTS depositado.

Hoje já existem em torno de 500 ações judiciais e trabalhistas contra a Busscar, sendo cerca de 400 ligadas às rescisões indiretas. O Sindicato dará mais informações neste site durante o dia e a semana, e os trabalhadores podem também ir até a sede central ou ligar para o fone 47 – 3027.1183.

“Quem deu entrada conforme decidido em assembleia geral na frente da empresa, pode ser beneficiado pela liberação da carteira, tocando a vida prá frente, e também receber o FGTS existente, ou ainda encaminhar o seguro-desemprego. É mais uma vitória do Sindicato e dos trabalhadores que acreditam na ação do seu Sindicato, entenderam que estamos ao seu lado e lutando sempre por seus direitos”, destaca o presidente João Bruggmann. O Sindicato ainda espera pela solução definitiva da crise, trabalhando em silêncio para que a empresa se recupera nas mãos de novos sócios, com dinheiro novo para a retomada da produção. 

Fonte: Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região

Vereadores alteram lei de transporte público em Porto Velho

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A lei que permite a entrada de outras empresas no transporte coletiva foi aprovada esta semana pela Câmara de Vereadores, em Porto Velho. A nova determinação também inclui regras como um ônibus para cada dois mil habitantes.

O prazo para a adaptação é de seis meses. Conforme a Câmara dos vereadores, atualmente, 150 veículos oferecem o serviço na capital. A medida tem como meta aumentar a competitividade e a qualidade do transporte público. A oportunidade será dada há pelo menos mais uma empresa.

Com informações da Tv Rondônia