Fonte: Rede Integrada de Transporte Coletivo
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| Gran Via Articulado - O-500MA |
Mais micro-ônibus para transporte especial de pessoas com limitações de movimento, toda frota acessível para quem precisa se cadeira de rodas ou possui alguma outra dificuldade, ônibus com motores eletrônicos e até os modernos veículos urbanos de 15 metros de comprimento, com três eixos,q eu transportam mais passageiros que um veículo convencional, ocupando proporcionalmente um espaço menor na via.
Esse é o cenário desenhado e prometido para o lote 01 de ônibus municipais de Sorocaba, no interior de São Paulo.
O lote 01 sofre problemas desde 2008.
As linhas eram operadas pela TCS – Transporte Coletivo Sorocaba, do empresário René Gomes de Sousa.
Enfrentando problemas financeiros e legais, a empresa não depositava os direitos trabalhistas dos funcionários, a qualidade dos serviços da TCS começou a ser prejudicada. Além disso, por questão contratual, uma empresa com estes débitos não tinha condições de prestar serviços públicos.
A Prefeitura então em julho de 2008 decidiu fazer uma intervenção nas linhas da companhia.
Foram contratas emergencialmente quatro viações para prestarem serviços nas 44 linhas: 43 alimentadoras e uma expressa.
Junidái, São João, Rosa e Reunidas Paulista operaram o lote até a realização da licitação, que foi tumultuada.
A Expresso Santa Paula, do Espírito Santo, apresentou a melhor proposta no primeiro certame. Melhor proposta só no papel, porque a comissão de licitação constatou que na prática, a empresa não tinha condições de cumprir o descrito oferta.
Nova fase do certame foi feita.
Entre três consórcios concorrentes, foi considerado vencedor o Consórcio Sorocaba, formado pela CS Brasil (empresa que engloba uma das maiores transportadoras de São Paulo, a Júlio Simões) e Metropolitana, companhia do Recife.
O Consórcio Sorocaba Transportes, o nome é quase igual, mas não é o mesmo, formado por Jundiá, Roda e São João contestou a vitória da Júlio Simões e da Metropolitana na Justiça.
A contestação ainda é analisada pelo poder judiciário, que chegou a suspender o resultado da licitação, mas depois a liminar foi cassada.
Por conta desse trâmite jurídico, o prazo para o Consórcio Sorocaba colocar os primeiros ônibus novos nas ruas passou de 17 de setembro para 30 de dezembro.
Mesmo assim, as empresas Júlio Simões e Metropolitana compraram parte dos ônibus, apresentados nesta quarta-feira. Os veículos vão começar a operar nesta segunda-feira, dia 31 de outubro.
São 41 ônibus, a maioria da encarroçadora Comil, do tipo convencional. O número de micro-ônibus para transporte especial, com áreas maiores e mais confortáveis para cadeira de rodas sobe de 07 para 09 veículos.
Inicialmente, serão 15 linhas contempladas com os novos ônibus do Consórcio Sorocaba, que vai receber R$ 463 milhões para operar por oito anos.
No total, o Consórcio vai colocar nas ruas 179 ônibus zero quilômetro, todos com acessibilidade, espaço para cadeira de rodas, cão guia, balaústres em relevo para portadores de limitações visuais, sinais de parada especiais para avisar ao motorista que um portador de deficiência vai desembarcar e motores eletrônicos.
De acordo com a Urbes – Trânsito e Transportes, empresa da prefeitura que gerencia o setor, com a entrada dos 179 ônibus novos do Consórcio Sorocaba, a idade média da frota da cidade vai cair para 2,33 anos.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes
LINHAS QUE DEVEM SER CONTEMPLADAS INICIALMENTE COM 41 ÔNIBUS NOVOS DO CONSÓRCIO SOROCABA:
02
Brasilândia
16
Angélica/Botucatu
20
Carol
23
Industrial/Dois Corações
24 e 25
Guadalupe e Itavuvu
39
Aldeia dos Laranjais
39/1
Esmeralda/Portal do Itavuvu
45
Retiro São João
46
Paineiras
50
Hungarês
54
Paes de Linhares
58/1
Vitória Régia/Sorocaba Park
61
Iporanga
70
Nova Horizonte
Fonte: blog ponto de ônibus
Encontrar ônibus velhos, enferrujados, com bancos soltos e pneus carecas se tornou comum em Brasília. Quem precisa do transporte público reclama da precariedade do sistema, que vai desde os atrasos nos itinerários à falta de segurança imposta pela frota sucateada. Para se ter uma dimensão do problema, de um total de 3 mil ônibus que circulam pelas regiões administrativas, 1.802 tem até 7 anos de fabricação, tempo máximo de uso permitido por lei. Existem 479 ônibus que foram inseridos no sistema há 15 anos. Um levantamento do DFTrans, órgão vinculado à Secretaria de Transportes, identificou também a existência de sete coletivos da Viplan fabricados em 1986, ou seja, que transportam passageiros há 25 anos. Apenas 14%, (446) dos ônibus tem menos de dois anos.
O edital de licitação para seleção das empresas interessadas em operar 900 ônibus para substituição da frota antiga deveria ser lançado amanhã, mas foi barrado pelo Tribunal de Contas da União (TCDF). A equipe técnica apontou falhas no projeto básico e constatou que os dados dos cálculos para a elaboração do contrato estavam defasados. Os conselheiros determinaram a suspensão da licitação e ainda solicitaram que a Secretaria de Transportes faça um estudo técnico que demonstre ser a licitação por frota a mais vantajosa para a administração pública, uma vez que existem outros modelos como a licitação por linha ou região. Outro edital deverá sair em 40 dias.
O secretário de Transportes, José Walter Vazquez Filho, afirmou à reportagem que o objetivo da desistência seria dar mais confiabilidade ao pleito licitatório. “O tribunal acredita que a licitação por bacia (região) é a mais confiável, tanto que deu certo em várias capitais do país, como São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás”, explicou.
Em entrevista ao Correio durante a reinauguração do Posto de Saúde nº 3 do Gama na manhã de ontem, o governador Agnelo Queiroz disse que o Executivo vai exigir licitações para modernizar a frota.
Acidentes

A precariedade do transporte público tem refletido na vida dos brasilienses, mesmo depois de provas de sucateamento como a tragédia da última sexta-feira, quando o acidente com um ônibus matou três pessoas em Sobradinho. Com 16 anos de uso, um coletivo da Condor, empresa de Wagner Canhedo Filho, atingiu outro veículo da viação e um carro de passeio nas proximidades do Balão do Aeroporto, por volta das 7h de ontem. A colisão deixou dois feridos, atrapalhou os mais de 150 passageiros que tentavam chegar ao Plano Piloto e causou um engarrafamento de 10km e mais de três horas. Os dois ônibus estavam lotados. Uma passageira que fazia a viagem em pé acabou caindo e teve de ser socorrida com dores no corpo. Outra mulher, que estava no automóvel, também foi levada pelo Corpo de Bombeiros, fora de perigo.
A reportagem do Correio ainda percorreu as ruas e terminais de Taguatinga e Ceilândia na tarde de ontem. Em duas horas, dois ônibus foram encontrados quebrados: um deles na Avenida Hélio Prates e outro em Taguatinga Centro. Na primeira ocorrência, segundo o motorista Paulo Pereira, 48 anos, houve vazamento de ar e a embreagem falhou. “Foi a minha primeira viagem. O motorista que estava dirigindo antes já tinha me alertado”, contou. O ônibus que fazia a linha Setor O/Samambaia Norte quebrou por volta das 14h40 e, às 16h, ainda não tinha sido retirado da via pelo guincho. “Sempre acontece de um ou outro ônibus quebrar. É problema no freio, no pneu, é tudo. Quando chove é pior ainda”, contou o motorista.
Em Taguatinga Centro, um ônibus da Viação Planeta com menos de dois anos de uso ficou parado por uma hora e meia até a chegada de um técnico. O elevador usado por deficientes físicos em cadeira de rodas tinha descido, mas não levantava mais. Para a doméstica Sandra Pereira de Medeiros, 33 anos, os coletivos mais novos não deveriam apresentar problemas. “Moro em Samambaia e todos os dias eu vejo ônibus quebrados, sem contar que eles andam lotados. É um absurdo”, destacou.
Ferrugem
Em um dos ônibus, nove dos assentos estavam soltos e as ferragens oxidadas. Em outros dois, o teto estava quebrado e os pneus carecas. A maioria dos veículos antigos aparenta estar bem conservado por fora, mas por dentro é motivo de reclamação. “Os empresários só mudaram a capa. Às vezes, dá até para ver o adesivo antigo. Já peguei ônibus em que o motorista teve de descer correndo com extintor na mão porque na parte de baixo estava pegando fogo”, revoltou-se o morador do Riacho Fundo 1, o vendedor Mateus Emerson de Oliveira, 23 anos.
Segundo o diretor do DFTrans, Marco Antônio Campanella, a frota velha, também chamada de excedente, ainda não foi substituída para não gerar transtorno maior para a população. Ele diz que a intenção é de renovar o sistema ainda este ano ou início de 2012, mas que isso depende dos trâmites burocráticos para a realização do processo licitatório. “Vamos organizar o sistema de modo geral, com otimização do serviço. Enquanto isso não ocorre, as vistorias têm sido cada vez mais rigorosas. O nosso núcleo de dívida ativa estava fechado e agora foi reativado. Com isso, as empresas não deixarão de pagar as multas que cometem”, disse.
De janeiro deste ano até o último dia 22, as 18 empresas do sistema acumularam 425 multas por diversas infrações, entre elas, por circular com vistoria vencida. Neste caso, o carro é recolhido pela fiscalização e a empresa recebe uma multa que varia de R$ 540 a R$ 1,8 mil. O DFTrans não tem o valor total das multas aplicadas. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Coletivos do DF (Setransp) informou que a Viplan não tem ônibus com 25 anos de uso circulando pelas cidades e disse não saber o motivo de esses carros estarem no cadastro do DFTrans. Em relação às vistorias, a assessoria da entidade disse que elas são feitas rigorosamente nas datas marcadas.
Radiografia
Frota do Distrito Federal - 3 mil
Empresas recordistas em multas: (de janeiro a 22 de agosto)
Os dados são do DFTrans/Secretaria de Transporte
Fonte: Rede Integrada de Transportes (eixo Goiânia-DF)
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| Foto: Adamo Bazani |
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| Foto: Adamo Bazani |
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| FOTO: MÁRCIO SILVA - DIVULGAÇÃO |
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| FotoRicardo Giusti/PMPA/Divulgação |
| Foto - Divulgação |